SOCIEDADE

 
2 de setembro 2016 - às 07:09

HIPERTENSÃO ARTERIAL: A MORTE SILÊNCIOSA

De facto, já  é a primeira  causa de internamentos nas urgências nos nossos hospitais terciários, bem como de causa de morte através da sua principal complicação: as tromboses ou AVC’s. A doença ataca todas idades e sexos. Quanto a raças, a negra é a mais atingida por razões  hereditárias; já se conhece os genes, e, por outra, o negro é propenso a retenção do sal, um dos motivos da doença, além de problemas hormonais

 

Nas  maternidades, o motivo do aumento dos óbitos é a eclampsia.Pode começar com um sangramento no nariz, epitaxis. Habitualmente, os doentes são assintomáticos e descobertos numa consulta de rotina. Razões que obrigam as pessoas a fazerem chek-up mais cedo ou, no  mínimo, a medições de farmácia.

O colesterol ou a dislipidemia (excesso de gordura no sangue) que bloqueiam as coronárias, artérias que alimentam o coração, formam placas nelas e fazem obstruções, cujo tratamento pode merecer cirurgia vascular. Não é preciso estar acima do peso para ter gordura no sangue; até  magros podem ter dislipidemia.

Existem certamente factores que influenciam o curso, início e complicações da doença, nomeadamente, os maus estilos de vida, entre os quais maior consumo de sal, álcool, tabaco, obesidade, sedentarismo e o consumo de drogas. De todos estes factores os mais malignos são a obesidade e o excesso de consumo de sal. O stress e a ansiedade também são factores a não ignorar e são potencialmente perigosos.

Nas crianças, não ignorar as doenças congénitas. A luta contra a obesidade deve começar nestas idades, onde  o exercício físico e o desporto devem ser incentivados.

Mas o que  é a hipertensão arterial? Já dissemos que é uma doença silenciosa que pode cursar sem sinais e sintomas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), quando várias medições sucessivas, com doente em repouso, os valores medidos andam acima de 140/90 mg num indivíduo acima dos  18 anos. Mais tecnicamente; “a resistência da passagem do sangue  nos vasos, quando o coração o bombeia (mais de 80/80 vezes por minuto), onde interferem factores como a maior ou menor viscosidade do sangue.Quanto ao tratamento, deve ser indicado e monitorado pelo clínico assistente.

Habitualmente, o tratamento é multidisciplinar, devendo intervir o psicólogo clínico e eventualmente o cardiologista,  porque, inicialmente, a doença não é do foro cardíaco, só quando houver afectação deste órgão. Então, aí intervém  a medicina interna pura. Entre as complicações deste órgão estão: a hipertofia, miocardiopatias, problemas nas válvulas e os famosos enfartes do miocárdio, que podem ser fatais quando intensos. 

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