PÁGINA ABERTA

 
17 de June 2019 - às 14:16

HÉLDER CRUZ, PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO ANGOLANA DE BASQUETEBOL

Hélder Cruz, ex-jogador, base do Ferroviário de Angola, é há dois anos o Presidente da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), instituição desportiva que muitos títulos e honras desportivas deu ao País. Com um mandato que o levará até ao ano 2023, o novo líder, além dos sucessos da sua gestão, como o trabalho administrativo e financeiro que ajudou Angola ao próximo Mundial, recebe aqui e ali algumas críticas de gente que considera "intriguista".

Todavia, o nosso interlocutor mostra-se também preocupado com a qualidade da formação actual no nosso basquetebol e adianta mesmo em que, em pouco tempo, neste aspecto Angola  não vai melhorar. "Os outros países cansaram-se de ver Angola a ganhar, outros cresceram, evoluíram. Temos de resgatar a nossa mística", alerta Hélder Maneda que  se posiciona à favor da união da  família do basquetebol .

" A nossa mensagem é de união. É triste quando lá fora perguntam-nos: "o que está a acontecer entre vocês!?". Às vezes, vejo  e ouço em programas televisivos, radiofónicos, o que se escreve, e não interessa", lamenta o líder da Federação Angolana de Basquetebol, que está prestes a realizar a sua assembleia geral 

 

"O BASQUETEBOL É DE TODOS NÓS  TEMOS DE MUDAR MENTALIDADES!"

Como está a gestão orçamental da direcção que dirige para o basquetebol nacional continuar na mó de cima dentro e fora de portas?

Queremos e estamos a juntar forças, a apresentar resultados. Temos é que racionalizar, juntar e gerir o que nos é dado para gerir da melhor forma e fazer o possível face às expectativas que criamos e ao que projectámos. Nós, hoje, com  muito esforço, e com um novo modelo de competição das provas, temos de ter recursos disponíveis. O nosso programa é ambicioso, é de quatro anos...Pensamos fazer de oito, mas se nos perguntarem o que projectámos, temos de dizer que estamos longe,pois não temos matéria humana suficiente adicionada aos entraves financeiros. Não vale a pena inventar, sou sincero, não sou de subterfúgios. Tínhamos a ideia de, inclusive, buscar parcerias externas. Era uma das nossas visões. Hoje temos escassez de recursos, mas temos em carteira projectos para melhorar.

São então recursos financeiros que não estão à altura das encomendas como se diz?

Há pessoas que se esquecem do facto de termos sido eleitos e entramos  na federação numa altura em que  nos deparamos com um novo modelo de organização e, sobretudo, de competições. E aqui devo dizer que, por exemplo, nas últimas décadas, os campeonatos africanos disputavam-se de dois em dois anos e que os dois primeiros classificados tinham acesso directo ao Campeonato do Mundo ou Jogos Olímpicos. Já não é assim.

Assim,  no seu mandato será difícil  manter a organização que nos outros mandatos sempre garantiu  o sucesso competitivo do nosso basquetebol, sobretudo em masculinos?

A nossa selecção ficou dez anos sem jogar em Angola. Infelizmente, não se fala disso!. Isso, de certa forma, faz perder paixão e credibilidade. Antigamente era um prazer um jogador ir à selecção. Antes, isto constituía motivo de orgulho. No entanto, o distanciamento que se criou ajudou a  termos  hoje pouca interacção entre os jogadores e o público. E quando não há competição com frequência, vemos  ainda mais essas diferenças.

Definitivamente, está fácil ou difícil a introdução de conceitos  modernos para o tempo do seu mandato?

Hoje há novos métodos ditos. Há mais teorias. Muita coisa mudou...Hoje há quem  faça já o desporto com fins lucrativos. Muitas pessoas não entendem isso: temos de perceber e reconhecer que já tivemos  uma fase que foi boa, dourada, mas a vida tem ciclos, tem altos e baixos. Os tempos são outros.

O seu elenco está coeso, está entrosado?

Essa federação que dirijo só tem dois anos. Há muitos aspectos que, obviamente,  devem ser  ainda corrigidos e que  só darão resultados, talvez, daqui a cinco ou dez anos. O basquetebol não é só de alguns, é nosso, é de todos nós.  Sabemos que mudar  para melhor não é um processo fácil, mas temos de mudar mentalidades.

Está tudo pronto para a realização da nova Assembleia-geral já que a anterior não foi conclusiva quanto à prestação de contas?

Ainda temos a lamentar a forma como foi realizada e dirigida a assembleia anterior e a razão de a mesma não ter sido conclusiva. Está, no entanto, tudo pronto: desta vez será conclusiva quanto à prestação de contas e outros assuntos . Ela será, novamente, dirigida e orientada pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral.

Que  mensagem tem para o Dia Nacional do Basquetebol que se assinala no dia 18 de Maio?

Primeiro que tudo é desejar que o basquetebol comece a conhecer novos tempos. A família dos basquetebol , aqueles que estão interessados possam se juntar. A nossa mensagem é de união. É triste quando lá fora perguntam-nos o que está a acontecer entre vocês!?. Às vezes, vejo  e ouço em programas televisivos, radiofónicos, o que se escreve e não interessa.

Acha que a família do basquetebol está unida ou a modalidade vai resvalar para um capítulo  de desorganização e de intrigas nunca antes enfrentada?

Quando me candidatei, era para congregar as pessoas e quando me determinei a isto não estive equivocado, mas, estranhamente, as coisas que encontramos no basquetebol fizeram crer que as pessoas deixaram de vê-lo como um desporto colectivo. 

O seu elenco, a sua direcção vai então junta ou não até ao fim do mandato? Sente que haverá eventuais desistências de alguns membros?

Somos um elenco de muitas pessoas que aderiu ao projecto, mas, do ponto de vista efectivo, se fóssemos todos a trabalhar, faríamos mais. Sempre tentamos criar uma relação de proximidade, inclusive com os clubes. Tentámos promover actos incentivadores de trabalho junto dos clubes. Parece-nos que as mudanças para uns faz mal. Nem sempre são queridas. Mas continuamos a Leva à mal a quem critica a sua gestão na federação?

Não levo à mal. O que nos chega com o sentido de crítica positiva, melhora. Não aceito é a oposição baseada na intriga. Tem de ser de ideias, de coisas novas. Temos de sair do "ouvir dizer"...

Como é que está a questão do acesso do pavilhão do "Kilamba", sobretudo para os clubes nesta fase de crise financeira que o desporto também sente?

Primeiro devo dizer que o pavilhão não é denominado "Kilamba" como certas pessoas dizem e insinuam. É "Pavilhão Multisuso de Luanda". E sobre a sua gestão tem havido até más interpretações, mesmo sabendo-se que colocámo-lo ao serviço do desporto nacional. Tem hoje melhores condições técnicas se comparado com os de muitos clubes. Temos de ser evolutivos. Há clubes com pavilhões e tabelas de há vinte, trinta anos.

Os clubes beneficiando ou não da utilidade do pavilhão a preços bonificados?

Colocamo-lo ao dispor da família do basquetebol e até devo recordar que no primeiro ano do nosso mandato, durante o campeonato Unitel-Basket, abriu-se à custo zero para os clubes jogarem lá, sem pagar.Mas isto não é referenciado. Infelizmente, muitos não falam disso. No segundo ano, os clubes regressaram às suas zonas de origem. Acho que enquanto não melhoramos, se continuar-se com essa atitude, não iremos longe...Quando se prefere aquilo que os clubes já tinham há quarenta anos...não vamos melhorar, evidentemente. Se continuar a haver gente a pensar que podemos fazer mal e a federação vai se responsabilizar, a verdade é que,  no final do dia, o país é que sofre. Temos que perceber isto.

Como presidente tem interesses lucrativos na gestão do referido pavilhão?

Não tenho interesses!. Muitas coisas que se dizem são mentiras, são intrigas. O interesse que o presidente tem no pavilhão é apenas de pô-lo à disposição do basquetebol.

Há aproveitamentos extra-desportivos no uso da referida infra-estrutura? 

Num passado recente utilizava-se para outros eventos,  como festas. A gestão agora, temos de dizer, é privada.Foi-nos adjudicada para garantir o aproveitamento desportivo. Hoje há pessoas que só querem denegrir. Se continuarem assim, estão a fazer um mau serviço. Estamos a gerir o pavilhão há três anos e quatro meses sem recursos do Estado, que nunca disponibilizou um único kwanza.  É bom as pessoas passarem lá para se ver o que está a ser feito. Realizamos janelas competitivas, um africano sénior feminino de andebol,  africano de hóquei, fazemos jogos de Futsal. As selecções jogam e preparam-se lá. Portanto, a prioridade é para o desporto. Há pessoas que se esquecem disso.

As entidades ou os órgãos que tutelam o desporto estão satisfeitas com a vossa gestão do pavilhão?

Se não estivessem já nos teriam retirado a gestão. Não é fácil mantê-lo sem recursos do Orçamento Geral do Estado!. Temos de passar a ver e a avaliar o principal e não o acessório com o jogo da intriga que não dignifica o nosso esforço.

Para Angola manter a hegemonia competitiva no continente, o projecto que apresentou durante a campanha da nossa eleição continua em dia?

É pertinente a questão e digo isto em sentido crítico, porque há pessoas ainda apegadas com o que aconteceu há duas décadas.  Temos de melhorar , a começar até pelo aumento da massificação. Hoje, os clubes devem melhorar a qualidade na formação dos atletas. Sentimos  um exponencial interesse para a prática do basquetebol, mas a qualidade na formação é péssima. Assim, em curto espaço de tempo, não vamos melhorar. Os outros países cansaram-Devido às potencialidade que Angola tem ou teve no basquetebol, já chegou a receber convites de certos países como a África do Sul para ceder treinadores e irem lá formar, como o técnico Carlos Dinis. No seu mandato sente ainda que tem estas potencialidades humanas?

Nós não recebemos solicitação  alguma nesse mandato. E é  com muita tristeza. É sinal de que, provavelmente, não estamos a fazer bem as coisas. Sinto que devíamos estar melhor. Temos de dar passos. Fala-se muito e trabalha-se pouco nesse sentido.

Antes de ser presidente da federação teve iniciativas e parcerias com a Liga Norte-Americana de Basquetebol (NBA). Como está esta questão agora que está à frente da direcção da FAB?

Até em relação à parceria que tinha com a NBA criticaram-me. Critica-se e parece ser moda.  Em 2016, fiz um programa com a NBA para Basquetebol Sem Fronteira, que é global. Nunca, antes, foi feito em Angola, mas houve gente que quis proibir. O propósito  era apenas para captar talentos. Podíamos ter aprendido outra coisa, desde o treino, conceitos  novos...

Ainda sente estes entraves?

Já na minha presidência, o ano passado, realizámos este programa. Juntámos trinta escolas para um torneio  com crianças. Foi uma oportunidade de actuar com o desporto escolar.

Entre a parceria com a NBA e a criação de uma Escola Especial Nacional de Treinamento não seria esta a melhor opção?

O projecto da Escola existe, mas temos de ser pertinentes. Devemos ver o que temos. Só está no papel. Quando chegamos  à federação demos prioridade à formação de alguns quadros. Queremos qualidade .Há funcionários com muitos anos de casa sem nunca terem beneficiado de uma formação. Queremos fazer uma reestruturação administrativa,mas queremos ver, também,  os grandes clubes tradicionais que trabalham com a formação. O último campeonato de Sub-14, no Huambo, o 1º de Agosto ficou em quinto e o Petro em sétimo. Isso é sintomático de que alguma coisa não está a ser feita. Mas têm condições!. No de Sub-17, em Malange, estes dois clubes não estiveram. Temos de perceber o porquê. Em finais de Janeiro, em Sub-18, o  Petro esteve presente, o 1º de Agosto não. E são os clubes de referência.Depois queremos ter clubes de alto nível.

O que  acha da qualidade dos treinadores angolanos actuais?

Deixa-me, honestamente, questionar o seguinte:  se hoje temos clubes que têm condições de pagar cinco, seis, dez mil dólares a um jogador por quê não formar também um bom técnico?. Chegam a  atribuir esta responsabilidade à federação porquê? Por outro lado, temos a Associação Nacional de Treinadores. Gostaríamos que ela também  faça a sua parte para a evolução da qualidade dos nossos quadros.

Angola está a ser ultrapassada por eventuais potências emergentes em África?

Muita gente pensa que  os onze títulos continentais não nos obrigam a melhorar...Até já me foi dito , na cara, que estamos muito  atrás em relação ao que se faz hoje  a nível mundial. Não nos podemos virar só ao nosso mundo. Nas duas janelas africanas, vimos a que  nível jogam hoje  o Congo e os Camarões.  Têm jogadores como Bismark, Emanuel Lukemba etc., que estão a levar os conceitos da NBA aos seus países. Nós continuamos atrás. Não temos uma academia, não temos centros de treinos de alto nível.

Angola está, afinal, a tornar-se numa espécie de gigante com pés de barro?

Vivemos de títulos e deixamos de fazer o que fazíamos. Aquelas figuras  que citei estão no Congo e Camarões e estão a levar jogadores de 14 , 15 anos. Construem centros de treinamento, constroem  escolas, fazem campos, levam atletas de tenra idade de 13 a 14 anos com  potencial físico para poderem estudar na América e noutros países, continentes. Queremos  só dizer, distraidamente, que somos campeões, sem fazer nada!. Andamos a pensar ainda no tempo do Carlos Almeida, Lutonda, Victor Carvalho ... Já não temos  lançadores exímios da linha dos três pontos. Deixamos de fazer o que sabíamos. Olha que o Petro foi a Madagáscar e só teve dois por cento de lançamento de dois pontos e queremos que a selecção esteja a cem por cento!. Isto faz-nos apelar para reflectirmos. A estatísticas de hoje é de 30 a 35 por cento em lançamentos, o que é pouco se hoje quisermos equilibrar os jogos  em África.

O facto de nos últimos sucessivos elencos apostarem em treinadores estrangeiros não é sinal de que se está a mutilar também a essência e estilo do basquetebol angolano?

O pior cego é aquele que não quer ver. Peço que se faça um trabalho mais profundo. Esta questão é pertinente para a Associação Nacional de Treinadores perceber o que se está a fazer e  se dela  beneficiam ou não os nossos treinadores.Perceber  o detalhe e que programa se  faz.

Mas a federação não pode dar aportes nesta aposta?

Quando pensamos na parceria com a NBA e trazer um treinador americano é porque, em termos de conceitos, o nosso estilo de jogar está virado para o americano. E é porque reconhecemos que sempre nos  baseamos na filosofia trazida no passado pelos professores Victorino  Cunha e Wladimiro ROmero, baseada no desporto escolar, na defesa pressionante, nos lançamentos exteriores, na velocidade. Esta é a nossa filosofia. As pessoas devem perceber isto, embora a Europa já esteja a aproximar-se da  escola americana. Mas, para não fugir à questão, divido-a em dois capítulos. Primeiro, esses treinadores  europeus, de certa forma, vieram descontextualizar a nossa realidade, impondo um jogo e estilo mais lentos, menos pressionante e, quando nos defrontamos com as outras equipas, encontramos dificuldades. Mas, em segundo lugar, do ponto de vista objectivo e de resultados, veremos que os treinadores que vieram da vertente europeia, tirando o Moncho Lopez e o Michael Gomez, os angolanos Paulo Macedo, Dinis, Ginguba e Carlos Guimarães, são os que ganharam títulos nacionais, salvo o  erro.

Isto não tem a ver com investimentos que tiveram e  os angolanos não?

Eu não acredito. É necessário que os nossos técnicos se capacitem melhor.Esta é a minha visão. Quando entramos na federação, o nosso apanágio era patrocinar isto. O que vimos dos nossos técnicos e do americano que orienta a selecção actual é uma grande diferença de conceitos de treinos. Temos de reconhecer isto se quisermos melhorar. Temos de nos esforçar mais para termos uma luta saudável baseada no conhecimento. 

Temos basquetebol em todas as províncias?

Há vontade de se fazer e praticar basquetebol, mas se formos  a olhar pela qualidade, esta  é baixa. Temos que ir ao âmago da questão. Temos que pegar no desporto escolar.

O seu elenco vai apoiar na candidatura do seu antecessor, Paulo Madeira, à presidência da Zona VI?

Já reunimos, tivemos uma longa reunião porque a candidatura nos foi entregue à porta. Vamos sim subscrever, desejamos sorte e que  se possa projectar a entrada de mais angolanos na instituição.

Foi vice-Presidente de Paulo Madeira na Mesa da Assembleia. Deixou-o porquê na direcção onde hoje está?

Não alimentamos polémica. Na altura fui vice da assembleia, não tinha poderes executivos. Candidatei-me depois à presidência porque queria dar outro contributo. E foi legítima a motivação para chegar até onde estamos.

O que herdou de bom dos seus antecessores, nomeadamente Jaime Guimarães “Periquito” (1977/1987), Carlos Teixeira “Caji” (1987/ 1996),Pires Ferreira (1996/ 2005), Gustavo Conceição (2005/2012 ) ou Paulo Madeira ( 2013-2017)?

Estamos gratos com aqueles que nos antecederam. Eles é criaram e trouxeram a federação até onde está hoje em termos de prestígio e ganhos. Enquanto gestores, não estive presente nos seus consulados,pois  ainda estava a praticar o basquetebol.Mas tudo o que posso dizer de todos eles, na sua forma, no seu tempo, é que tiveram intervenções para o engrandecimento do basquetebol. Claro que há coisas discutíveis, nos acessos, nos conceitos. Não estaria ser honesto avaliar apenas este ou aquele.

Eles tiveram mais apoios?

Cada um viveu um ciclo. Cada um capitalizou melhor, mais ou menos equilíbrios. São fases e processos diferentes. Todos devem ser homenageados.  Hoje, ao entrar na sede da federação e ao sair dela , olho sempre pela galeria e sinto orgulho de lá vir a estar também o meu rosto. Todos eles merecem respeito a nível mundial.

Como está a questão da participação de Angola no Mundial da China este ano?

Se tivermos boa participação seremos bem olhados. Se não, seremos criticados. Já devíamos estar a trabalhar. No momento em que lhe falo ainda não temos nada. Não temos a certeza de como vamos preparar a selecção. Pensa-se que ir ao Mundial é uma coisa que caíu do acaso, mas não é. Estamos numa fase de renovação, há já jogadores com dez, quinze anos. Temos de fazer vénia a esta geração que está de saída. Foram protagonistas de muitos sucesso. O Mingas, Moore, Armando, Cipriano,  Leonel etc. Tiveram a sua época, orgulharam-na, mas a componente humana faz-nos um dia sair e deixar os mais novos entrarem.

Sonha chegar à presidência da FIBA África?

Não. Só podemos dar o nosso contributo ao basquetebol devido a paixão de várias formas. Eu vejo-me mais a criar uma academia, uma equipa, massificação, iniciação, algo ligado ao desporto escolar. Prefiro mais esta componente do que a administrativa. A FIBA não é um fim, mas podemos criar condições para que um angolano chegue lá. 

 

Copyright © Figuras & Negócios - Todos os direitos reservados strong>

Contato
Home
Acervo Digital