MUNDO

 
29 de julho 2017 - às 07:43

GUERRA NA UCRÂNIA TEM-SE AGRAVADO

O conflito no Leste da Ucrânia agudizou-se, refere a Organização das Nações Unidas. Em teoria, o Acordo de Minsk 2 mantém-se em vigor. Porém, continuam as violações do cessar-fogo, com acusação de parte a parte

 

O relatório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, tornado público a 13 de Junho, revela que, desde meados de Abril de 2014, morreram 10.090 pessoas, das quais 2.777 eram civis. De acordo com a ONU, o número de feridos totaliza 23.966 e o dos deslocados ultrapassa 1,6 milhões.

O conflito na Ucrânia parece ter-se tornado invisível na Europa. Contudo, apesar de poucas notícias, a ONU salienta que a guerra se tem vindo a intensificar. Entre 16 de Fevereiro a 15 de Março, morreram 36 civis e foram feridos 157. Estes números representam um aumento de 48% face ao trimestre anterior. A prática de tortura tem continuado, refere a ONU.

Os Estados Unidos da América aproximaram-se da Ucrânia e ampliaram as sanções contra a Rússia, alargando-as a mais cidadãos. A razão é a presença russa em Donbass, território sob controlo separatista. As medidas de punição devem-se igualmente à ocupação da Crimeia.

Por seu lado, a Rússia desmente ter tropas no Leste da Ucrânia. Assim, as novas sanções são vistas como «inadequadas e incorrectas», segundo Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin. Fora de questão está a devolução da Crimeia, considerada como território russo.

As novas sanções foram declaradas após a reunião de Donald Trump com o seu homólogo ucraniano. Não foram revelados mais informações do encontro, de 20 de Junho, entre o presidente norte-americano e Petro Poroshenko.

Dias antes, o secretário de Estado norte-americano declarou que a Rússia só terá lugar no restrito grupo das maiores economias do mundo quando devolver a Crimeia à Ucrânia. Rex Tillerson acrescenta a necessidade de o maior país do mundo deixar de apoiar os separatistas.

De acordo com a agência noticiosa russa Sputnik, a Ucrânia poderá construir uma fronteira física com a Rússia, que passaria também por um muro. «Uma fortaleza inexpugnável», disse Aleksandr Turchinov, secretário do Conselho de Segurança e Defesa da Ucrânia – segundo a mesma fonte.

A Moldávia expulsou cinco diplomatas russos, devido a estarem a tentar recrutar combatentes para o Leste da Ucrânia. Alegadamente estavam a alistar na região autónoma da Gagaúzia, de maioria turca, mas com simpatias para com a Rússia. 

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