MUNDO

 
5 de June 2021 - às 07:30

GOVERNO “BAIXOU A GUARDA” ÍNDIA REGISTOU RECORDE DE MORTES POR COVID

A Índia registou recentemente o seu pior número de mortes por Covid-19 desde o início da pandemia, Foram mais de 200 mil novos casos, em meio a hospitais lotados e falta de leitos, remédios e oxigênio que fizeram diversos estados a adoptar lockdowns

 

Com os 1.761 novos óbitos, o país passou o Brasil e foi o que mais registou vítimas do novo coronavírus, elevando para 180.530 o número de óbitos no país. Mas especialistas acreditem que o número real de mortes seja muito maior do que a contagem oficial.
O site G1 reporta que várias cidades importantes relataram um número muito maior de cremações e enterros feitos sob os protocolos da Covid-19 do que o número oficial de mortes. Segundo trabalhadores de crematórios e cemitérios, a imprensa local e uma revisão dos dados do governo indiano.

O país também chegou a 1,63 milhão de infectados em apenas sete dias.

O segundo país mais populoso do mundo, com 1,3 bilhão de habitantes, tem cerca de 18% da população mundial. Governo "baixou a guarda". No início de março, o ministro da Saúde indiano, Harsh Vardhan, chegou a declarar que o país estava na "fase final" da pandemia.Agora, o governo indiano culpa o desrespeito ao distanciamento social e o não uso de máscaras como causas para o surto.Mas médicos e especialistas apontam também como motivos a complacência do governo, que se recusa a adoptar um lockdown nacional, e novas variantes do coronavírus.

"O país baixou a guarda muito cedo. As pessoas voltaram a se comportar como antes da pandemia e ninguém advertiu"afirma o virologista T. Jacob John. "A segunda onda está se propagando muito mais rápido que a primeira" Citado pelo G1, o ministro-chefe da capital indiana, Arvind Kejriwal, afirma que "se não impormos um confinamento agora teremos um desastre maior”. "O confinamento não vai acabar com a pandemia, mas vai desacelerar. Vamos aproveitar o confinamento de uma semana para melhorar a situação dos hospitais, que estão sob forte pressão e perto do limite", afirmou Kejriwal. De recordar que a Índia viveu recentemente um período de festivais religiosos, com desrespeito às medidas de restrição.

Milhões de devotos desceram às margens do rio Ganges, na cidade de Haridwar, para mergulhar na água durante o festival Kumbh Mela.

A explosão de casos tem feito pessoas lutar por leitos, remédios e oxigênio nos hospitais, e médicos dizem que a escassez de insumos inevitavelmente levará a mais mortes.

"A enorme pressão sobre os hospitais e o sistema de saúde agora significará que um bom número de pessoas que teriam se recuperado se tivessem acesso aos serviços hospitalares podem morrer", afirma Gautam I. Menon, professor da Universidade Ashoka.

 

NA ÍNDIA E VACINAÇÃO CONTRA A COVID-19?

A situação caótica no país ocorre em meio à aceleração da vacinação contra a Covid-19 ao mesmo tempo em que faltam doses. A Índia é o maior produtor mundial de vacinas e iniciou em janeiro sua campanha de imunização, que demorou a engrenar.

O país então passou a restringir a exportação de vacinas para aumentar a sua velocidade de vacinação, o que deu resultado. O país é o terceiro país que mais aplicou doses até o momento (123 milhões), atrás apenas de EUA (209 milhões) e China (192 milhões), segundo o Our World in Data.(G1)

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