DESPORTO

 
1 de dezembro 2016 - às 19:35

GIRABOLA ZAP 1º DE AGOSTO APOSTA EM REFORÇOS

A direcção do 1º de Agosto, campeão do Girabola Zap, a pensar já na renovação do título,  está a fazer contactos no sentido de encontrar substitutos ideais para Gelson e Ary que em 2017 jogam no Sporting de Portugal e Etoile de Shael da Tunísia

 

O treinador da equipa Dragan Jovic admitiu, após a conquista, que  Gelson, melhor jogador do campeonato com 23 golos, e Ary Papel, segundo com 12, são jogadores talentosos difíceis de substituir.

A direcção do clube virou as atenções para o Ghana e Camarões. "A prioridade vai para os jogadores formados no clube, a segunda opção são os jogadores do Girabola e a terceira os jogadores que actuam em África, de origem ghanense e camaronesa", defendeu o técnico.

O treinador  também é da opinião que se deve apostar nos jogadores formados no clube. "Estou satisfeito com o trabalho que está a ser feito na formação, pois tem dado jogadores à equipa de seniores. O Nelson e o Gogoró este ano não jogaram muito, principalmente o Nelson, mas no próximo ano podem jogar mais. Esperamos que eles evoluam, tal como aconteceu com o Gelson, que foi crescendo até se tornar num grande jogador", revelou .

O 1º de Agosto contou apenas com quatro dos cinco jogadores estrangeiros permitidos pelos regulamentos da Federação Angolana de Futebol (FAF), nomeadamente, os médios ofensivos Romaric (gabonês) e Ibukun (nigeriano), o médio defensivo Jumisse (moçambicano) e o defesa central Diakité (maliano), os dois últimos em final de contrato. 

 

Petro falha - O treinador do Petro de Luanda, Beto Bianchi, reconheceu que se houvesse mais equilíbrio no plantel da sua equipa em termos de qualidade as possibilidades de ser campeões seriam outros, mas que, mesmo assim, pelo segundo lugar ficou satisfeito com todos os jogadores, porque estiveram  durante todo o campeonato a discutir o título com o 1º de Agosto, que é uma equipa que investiu muito mais em jogadores valiosos. 

O treinador considera que, em circunstâncias diferentes caso gozasse de melhores condições financeiras, a equipa podia ser campeã. Explica que "no futebol é difícil prever o que vai acontecer, porque não é uma ciência lógica".

"Futebol não é matemática, mas de uma coisa estamos certos: as possibilidades de uma equipa como o Real Madrid e o Barcelona serem campeões são enormes, porque têm jogadores de grande qualidade, nem sempre estes dois clubes podem ser campeões", exemplificou.

"Há sempre uma equipa que investe muito mais no seu plantel, mas nem isso serve de garantias de que pode ser campeão, embora as possibilidades sejam maiores", fez questão de sugerir a analogia. 

Beto Bianchi ficou surpreendido com o rendimento do Petro de Luanda, durante as 30 jornadas do campeonato, porque na primeira volta a equipa fez 27 e na segunda quando, a contar já  com a chegada de Tiago Azulão, as coisas mudaram, surgiram  golos e fez  37 pontos, dando luta ao 1º de Agosto até à penúltima jornada.

 O segundo lugar para o Petro de Luanda foi, por isso, como um prémio inesperado, pois, não era o lugar preconizado pela direcção do clube, como até reconhece o próprio presidente do clube, Tomás Faria.

"O que estava traçado para o Girabola, era nos situamos entre os três primeiros classificados, e ficámos na segunda posição", disse o presidente do Petro que confessou que o grande objectivo era a conquista da Taça de Angola. 

Em 30 jornadas a equipa petrolífera somou 64 pontos, contra 38 do campeonato passado. Acrescenta-se a este feito o facto dos tricolores terem protagonizado  uma série de 16 jogos sem perder, com oito vitórias consecutivas.

 

Libolo incapaz - O Recreativo do Libolo fez pouco para voltar a renovar o título e disto não se pode queixar. Depois da equipa ter sofrido uma “sangria”  de jogadores, após falhar o apuramento à fase de grupo da Liga dos Clubes Africanos, retirou a consistência que trazia do inicio da época e, assim, não aguentou a passada do 1º de Agosto e Petro de Luanda.

 A segunda volta foi o período “mais delicado”, porque as equipas cresceram muito os seus níveis de actuação e isso os obrigou a inverter o quadro e apostarem todos os intentos na Taça de Angola que resultou na conquista do primeiro troféu a nível desta prova e a garantia de uma vaga nas Afrotaças de 2017.

Todas as restantes equipas devem contentar-se com a sorte que tiveram no final do campeonato, mesmo as que foram tidas como favoritas ou candidatas ao lado do 1º de Agosto e Petro de Luanda. Fizeram pouco para tal.

Estão particularmente neste grupo o Kabuscorp do Palanca, Progresso do Sambizanga e Interclube. Os investimentos que fizeram, em jogadores e equipa técnica, não se justifica.

As que baixaram de divisão, 1º de Maio, Porcelana e 4 de Abril do Cuando Cubango não podiam esperar melhor. Para elas ficou, mais uma vez a experiência de que na alta competição a organização, alto suporte financeiro, administrativo, bom e melhor nível competitivo são aspectos a não descurar nas próximas vezes em que regressarem à primeira divisão.

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