DESPORTO

 
31 de maio 2016 - às 07:38

FUTEBOL FRACASSO NA LIGA E TAÇA DA CONFEDERAÇÃO

Sagrada Esperança e campeão Libolo evitam regresso de Angola à "elite 12". País continua a ter apenas dois representantes em cada uma das duas competições da CAF

 

A impossibilidade do Sagrada Esperança da Lunda-Norte entrar na fase de grupos da Taça da Confederação postergou, outra vez, para outros anos, o direito de Angola voltar a ter quatro representantes nas provas promovidas pela Confederação Africana de Futebol, duas na referida Taça e igual número, na Liga dos Campeões.

Depois de nas três anteriores eliminatórias da fase preliminar ter superado o Ajax da África do Sul, Liga Muçulmana de Moçambique e o Mokonda do Congo Brazaville, sobrava apenas ultrapassar o Young African da Tanzânia, para entrar na fase de grupos e, desta forma, Angola voltar a figurar na elite de países que contam com dois embaixadores em cada uma das provas da federação, mas este sonho esfumou-se diante deste último adversário.

Neste momento estão nela apenas a Tunísia, República Democrática do Congo, Argélia, Costa do Marfim, Egipto, Sudão, Marrocos, Camarões, Congo Brazzaville, Mali, Nigéria e a África do Sul.

O Sagrada Esperança orientado pelo sérvio Zoran Manky perdeu em Dar-Es-Salam, por 2-0, mas deixou ainda a esperança de dar a volta, no jogo da segunda mão, no Dundo, no mínimo, por 3-0. No entanto, o experiente adversário, perdeu apenas por 1-0, deixando assim cair por terra o sonho da equipa diamantífera.

Este sonho era alimentado pelos adeptos e dirigentes da equipa e, igualmente,  por muitos aficionados do futebol nacional e pela própria direcção da Federação Angolana, na pessoa do seu presidente, Pedro Neto.

Mesmo se sabendo que o Sagrada Esperança, na quarta eliminatória, cruzaria (e cruzou de facto) com equipas afastadas este ano da Liga dos Campeões, como este Young África, uma participante e competidor habitual das provas africanas de clubes, as portas estavam teoricamente abertas para entrar na fase de grupos.

Deste modo, poder-se-ia esquecer, para a alegria no e no futebol angolano, o acto tomado em Julho de 2015 pela Confederação Africana de Futebol, quando reduziu para duas o número de equipas angolanas devido à fraca prestação das mesmas quer na Taça da Confederação quer na Liga dos Campeões e Taça da Confederação.

Até àquele ano  (2015) já vinha decrescendo o nível competitivo das equipas angolanas nas duas provas. Exactamente este "deficit"  registava-se, fazia catorze(14) anos, isto é, desde que em 2011 se aplaudiu a boa exibição deixada pelo Petro de Luanda moldado então pelo já finado técnico brasileiro Djalma Alves Cavalcanti.

Essa equipa tricolor chegou e saiu das meias-finais da Liga dos Campeões, depois de disputar a fase de grupos em que estavam os colossos africanos, como Al Ahly, do Egipto, e Asec Mimosas, da Costa do Marfim, que ficaram para trás, fruto da participação histórica da equipa angolana.

Na Taça da Confederação a grande participação  de realce que se conhece até hoje leva igualmente catorze anos. Foi obra feita do  Interclube, nas meias-finais, em 2011, sob o comando do técnico angolano Oliveira Gonçalves.

De resto, em 2016, além do Sagrada Esperança a expectativa e optimismo de Angola poder voltar a colocar quatro equipas gravitava em torno do Libolo, este ano, na Liga dos Campeões., mas a verdade é que o seu afastamento prematuro hipotecou as aspirações.

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