MUNDO

 
8 de junho 2017 - às 06:09

FRANÇA COM GOVERNO MULTIPARTIDÁRIO

Édouard Philippe, do Partido Republicano, chefia o novo Governo francês, nomeado por Emmanuel Macron, que venceu a segunda volta das eleições presidenciais francesas (66,1%), de 7 de Maio. Confirmou-se assim a derrota de Marine Le Pen, candidata da Frente Nacional, de Extrema-Direita.

 

É douard Philippe era, até agora, presidente da Câmara de Le Havre, importante cidade portuária francesa, situada na região da Alta Normandia. Os novos dirigentes afirmam querer unir o país, fortalecer o eixo Berlim-Paris, reforçar a União Europeia e a Zona Euro. O presidente declarou que a revisão dos tratados do bloco deixará de ser tabu. Emmanuel Macron diz que é tempo de refundar e relançar a Europa.

O novo chefe de Governo afirma ser necessário recompor a política e fazer o país avançar. Édouard Philippe pretende afastar o sectarismo e iniciar uma nova fase política. Em entrevista à rádio TF1, adiantou que «há qualquer coisa de Charles de Gaulle naquilo que Emmanuel Macron diz. Ele propõe uma maioria com pessoas provenientes da Direita, da Esquerda, da sociedade civil, que vão tentar fazer avançar o país. À Direita e à Esquerda foram eliminadas na primeira volta das eleições presidenciais».

Neste Governo, com 22 ministros, os elementos diferenciadores estão na metade de mulheres nas dez personalidades da sociedade civil, sem ligação efectiva a forças políticas. O elenco conta com membros do Partido Republicano (Direita), Movimento Democrático (Centro), Partido da Esquerda Radical (Esquerda) e do Partido Socialista (Esquerda).

Através de Emmanuel Macron (39 anos) e de Édouard Philippe (46 anos) chegam ao poder elementos duma nova geração política, embora o ministro do Interior, o até agora presidente socialista da Câmara de Lyon, Gérard Collomb ter 69 anos. Para as Finanças irá o republicano Gérald Darmanin, de 35 anos.

O comissário europeu para os Assuntos Económicos e Monetários pediu aos novos dirigentes franceses para reduzirem o défice e retirem o país do procedimento por défice excessivo. Pierre Moscovici considera que França tem de fazer um esforço mínimo para chegar à meta dos 3% do Produto Interno Bruto.

Édouard Philippe garante que essa será uma prioridade. Quer contas certas e regras cumpridas, segundo as suas palavras. Diz desejar o rigor alemão, mas também que a Zona Euro passe a ser gerida com uma «lógica positiva e não apenas punitiva».

Possivelmente não haverá receios doutros políticos, mas refira-se que Édouard Philippe é praticante de boxe, três vezes por semana, o que lhe permite o autocontrolo, a respiração, o medo e a raiva – garante. 

Copyright © Figuras & Negócios - Todos os direitos reservados strong>

Contato
Home
Acervo Digital