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10 de dezembro 2012 - às 22:07

Formação e Competência

Nas minhas religiosas leituras de fim-de-semana, por força da função que desempenho e para tomar conhecimento das realidades económicas e sociais, que dão rumo ao país, prendeu-me uma interessante entrevista de um jovem gestor.

 

Nas minhas religiosas leituras de fim-de-semana, por força da função que desempenho e para tomar conhecimento das realidades económicas e sociais, que dão rumo ao país, prendeu-me uma interessante entrevista de um jovem gestor.

Seu nome é Octávio Capita, director de formação na Escola Nacional de Administração, e mostrou nesta entrevista ao semanário Expansão, aquilo que eu, pessoalmente gosto de ouvir quando se fala em boas práticas de gestão.

Na referida entrevista, espantoume as potencialidades que aquela instituição pública, adstrita ao MAPESS, tem para oferecer no âmbito da formação e da competência.

Quando muitas universidades, quer públicas, quer privadas, do nosso país, ainda teimam em não atingir níveis de excelência, tornando-as mesmo incapazes de aliar o conhecimento e a competência, o director de formação da ENAD afirmou que, no âmbito da formação, a sua instituição destaca-se, porque oferece cursos que se enquadram na realidade profissional vigente no país.

Por outro lado, fiquei bem mais simpático ao saber que o trabalho, em termos de excelência de formação, não se restringe apenas na formação e vai muito para além disso.

Afinal tem sido prática recorrente da Escola Nacional da Administração a criação de um espaço de debates e do conhecimento directo, que são as conferencias e palestras.

A última conferência realizada, naquele espaço de pesquisa e formação, foi bastante eloquente e sem medo de errar, mesmo sendo hoje docente numa instituição de ensino superior, transportou-me para os tempo de discente ou seja, quando eu ainda ficava diante dos meus mestres nas  drias senão mesmo geladas carteiras de uma universidade algures no campus universitário de Lisboa.

Assim o digo porque aprendi com pessoas com grande tarimba na arte de gerir, que abordaram temas que habitualmente os manuais de gestão não conseguem clarificar com aquela exactidão, porque quem os escreve não conhece a nossa realidade e conseguimos apenas apanhar as realidades universais e não as específicas, como a nossa.

Numa altura em que o esforço do executivo direcciona-se para a dinamização da cultura do empreendedorismo na sociedade, a ENAD foi à busca deste tema e brindou-nos com a abordagem do empreendedorismo como factor de desenvolvimento sustentável.

Quem assistiu teve a oportunidade de ver a dissertação simplificada e clara de Sílvio Burity, director geral do Serviço Nacional das Alfândegas, sobre as boas práticas de gestão.

Foi deveras proveitoso ouvir Sílvio Burity a elucidar-nos sobre a possibilidade de replicação de bons exemplos de simplificação administrativa, a nível dos serviços das alfândegas, bem como a identificação das recomendações do executivo no âmbito da reforma e modernização de todo circuito de mercadorias, com análise do respectivo grau de implementação.

Assim como estamos cá para criticar, assim também estamos para elogiar, quando uma instituição consegue focar-se na excelência da formação.

 

 

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