LEITORES

 
1 de dezembro 2016 - às 18:56

FISCALIZAÇÃO RIGOROSA DOS PREÇOS, JÁ!

Quando o ministro do Comércio, Fiel Domingos Constantino, garantiu, em Outubro passado, que o executivo tomou medidas para que jamais os stocks de mercadoria fossem tão pobres em todo o país, a população acreditou. Tanto acreditou que, paralelamente,  tinha-se que vir a terreiro garantir, também, que haveria pau para os comerciantes, a grosso ou a retalho; enfim, que estes cumprissem rigorosamente o que estivesse estabelecido relativamente aos preços.

 

Depois da boa-nova do ministro o que se constata? Sim, um relativo abaixamento dos preços dos produtos da cesta básica. Todavia, há quem nessa fase da selvajaria crescente que se assiste no mercado, pouco ou nada  vê em termos da sua fiscalização.

É evidente que não existem recursos técnicos e humanos capazes de entrar na floresta e reduzir a pó as ervas daninhas que comem as culturas. Como também está claro que nesta floresta que se chama mercado informal existam alguns empresários de peso que só têm um nome: oportunistas.Estes que andam por aí claramente sob uma malha protecionista generalizada que virou institucional.

Ora, se o governo garante que existem produtos no mercado importados por um Orçamento Geral do Estado já magro, seria mais correcto que, antes de se meter o dinheiro do povo na praça pública, se arranjassem condições para agarrar os comerciantes desonestos.

Quem frequenta o mercado informal, sai de casa com uns míseros kwanzas burros e volta com umas gramas burras da tal cesta básica. Como cidadão e trabalhador honesto deste país, que ganha o inacreditável salário mínimo, custa-me perceber que continuemos a sofrer para comer o mínimo para sobrevivermos com dignidade.

O ministro cumpriu o seu papel, ao dar esperança à grande massa de consumidores.Foi bom ouvi-lo, mas não é com palavras que se enche o “bucho” do povo. Citado pela Angop (eu guardei bem esta  boa notícia)  o governante referiu que “o sector vai continuar a desenvolver um papel pedagógico de sensibilização aos operadores económicos, para o respeito da legislação em matéria de formação dos preços e das actividades comerciais no país”.

Ora bem! O ilustre ministro esclareceu  na altura que o sector do comércio torna-se o mais visado no fornecimento de bens essenciais de consumo, principalmente no período da quadra festiva e, por isso, há necessidade de se redobrar os esforços e continuar a trabalhar para disponibilizar bens alimentares às populações.

Bom, vêm aí as festas natalícias. Reforçou-se o stock? E a fiscalização?.Tenho uma proposta a fazer ao executivo, exactamente numa fase em que se aproxima a quadra festiva. Se existe uma franja da nossa sociedade que precisa de ser ocupada e bem paga no que for possível fazê-lo, são os estudantes universitários; gente que tem o nobre interesse de participar em todas as tarefas para a estabilização política, económica e social do país. Depois de uma formação técnica e até moral e cívica, que   se  constituam brigadas de fiscalização dos preços em todo o país, sem menosprezar os habituais funcionários do Estado formados para o efeito neste área específica da fiscalização.

Silvestre Barros K. Rafael

Benguela

 

TIRADAS DA IMPRENSA

“O sábio não é o homem que fornece as verdadeiras respostas, é o que formula as verdadeiras perguntas”.

CLAUD LÉVI STRAUSS

 

“Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo e não ausência do medo”

MARK TWAIN

 

“Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo."

BUDA

 

“Um homem sábio pode considerar a vida uma comédia, uma tragédia ou uma farsa, e ainda assim gozá-la”.

HARRY EMERSON FOSDICK

 

BOCAS SOLTAS

 

O ministro das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação não avançou uma data específica, mas anunciou  que para breve o país terá uma nova operadora de telefonia. José Carvalho da Rocha surge com a novidade numa altura em que os preços dos múltiplos serviços prestados neste domínio dispararam e conseguiram tornar a bolsa dos consumidores mais fraquinha. O lançamento da nova operadora da Angola Telecom trará benefícios significativos para os serviços no mercado nacional, bem como concorrência no sector.  "O país terá três operadoras que vão poder trabalhar em todas as áreas de serviços, desde telefone, televisão e internet, o que vai de encontro à realidade nacional", disse o ministro. Ora, foi mais uma daquelas novidades que vêm colocar um ponto de interrogação na cabeça dos consumidores, meros cidadãos que, de repente, lutam para dizer um simples “olá” ao telefone.

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“Para breve? Epa, isto devia ter sido  ontem. Não entendo! Estas coisas  devem ser bem avaliadas para não se criar expectativas  desnecessárias. No tempo dos nossos avós já se dizia: “primeiro faz, depois avisa!”

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“Ora, cá está uma boa novidade de final de ano. Eu tenho mesmo de parabenizar este jovem ministro.Quer dizer, “jovem” em comparação aos demais.Trata-se de um sector que tinha de ter mesmo um governante com garra.Agora vamos ver se ele cumpre a promessa e não fique pelo “brevemente”….

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“ Oiço há bastantes anos que se prevê  a entrada da Vodacom no país.Segundo o que tenho constatado, trata-se de uma operadora de grande gabarito, mas também devo dizer que se a tal operadora pertencer à Angola Telecom não será mal nenhum, desde que baixe os preços no mercado das telecomunicações e entre na concorrência de forma leal.”

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“Que seja bem-vinda a nova operadora, sim senhor!. Onde existe concorrência no mercado , é evidente que os preços irão baixar. Cada um vai comer a parte dele e todos vão lucrar.Acabou a Era de se estar a monopolizar os serviços de telecomunicações com apenas duas operadoras num país que, se calhar, já deve andar por aí nos trinta milhões de habitantes, parte dos quais vive da telefonia, serviços de internet etc., etc, porque simplesmente não está distraída nesta aldeia global”.  

 

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