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28 de dezembro 2012 - às 10:53

Felizmente Dezembro

Este é o mês que dedica o seu primeiro dia a luta contra a SIDA, qual peste negra de outros séculos, este mal tem ceifado muitas vidas, constituindo no maior desafio da humanidade para vê-la erradicada. Contudo, o próprio comportamento humano, aliado a inoperância na descoberta de uma vacina, não conseguem dar a novidade da cura.

 

Este é o mês que dedica o seu primeiro dia a luta contra a SIDA, qual peste negra de outros séculos, este mal tem ceifado muitas vidas, constituindo no maior desafio da humanidade para vê-la erradicada. Contudo, o próprio comportamento humano, aliado a inoperância na descoberta de uma vacina, não conseguem dar a novidade da cura.

Entretanto, Dezembro continua com a festa dos camaradas, 10 é o dia da fundação do MPLA. É nesta data que o partido aproveita para reunir "à grande família" e festejar a maneira angolana, afinal depois de "varrer" a oposição, com mais de 70% dos votos, sobra motivos para "farra rija".

Posteriormente chegamos ao dia de natal, ou seja,  a festa mais comemorada em quase todo mundo, com excepção do mundo muçulmano, onde prevalece os ditos e feitos de Maomé, o profeta do Islão. 

Sendo já uma data de consumismo do que propriamente religioso, o exagero nas compras de bens supérfluos é uma imagem de marca deste dia.

Já no fim, temos o dia 31, ou réveillon, onde acontecem as festas mais eufóricas dos 360 dias, ou seja, o dia que se faz a dobra para o ano novo e com esperança de tudo de melhor acontecer!

Arrumada a questão de festas e quejandos, a verdade é que o mês de Dezembro impõe uma reflexão em torno da longa maratona dos 12 tortuosos meses do ano.

Devo confessar que para mim, 2012 foi um ano de plena emancipação, onde pude assistir, quase em velocidade de cruzeiro, acontecimentos nunca antes presenciados nesta Angola.

Assisti atentamente ao processo eleitoral, que mesmo com as suas imperfeições, afinal é a terceira vez que se realiza, teve um saldo positivo.

Pude presenciar e participar num acto cívico e de respeito pelas diferenças ideológicas, onde cada um, através do voto, escolheu diante das urnas aqueles que acreditavam ser o melhor para Angola. 

Neste mesmo ano,  também tive o privilégio de assistir a cerimónia que marca a história recente de Angola, que foi sem sombra de dúvidas, o empossamento do primeiro chefe de Estado eleito numa Angola com 37 anos de independência. 

No âmbito Social não tive muito com que me orgulhar, porque os dois elementos que caracterizam  os países desenvolvidos, energia e água, continuam a ser miragem nos lares angolanos, imperando o banho à caneca ou as lamparinas dos chineses, que dão claridade à casa, porque as velas já são de outros tempos.

Na educação alguém disse e bem que continuamos a construir salas de aulas e nos esquecemos de construir escolas, visto que os elementos que dão vitalidade ao órgão que se chama escola, professores e pessoal administrativo, são esquecidos e colocados de lado, em termos de regalias salariais.

Na saúde, a coisa ainda está enferma e o Estado deve agradecer aos convênios que algumas instituições públicas e privadas têm com certas clínicas e com isso camuflamos o estado de "coma profundo" que está o nosso Serviço Nacional de Saúde.

Portanto, para terminar, quero desejar bom ano aos nossos leitores e votos que 2013 seja o ano da mudança e de atitudes para um mundo melhor para todos. 

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