RECADO SOCIAL

 
5 de novembro 2016 - às 13:14

EUA: POUCA VERGONHA...

Depois destas eleições, nada mais a reflectir  do que concluir: os EUA já não terão voz autorizada para falar em ética, moral e civilidade na política. Afinal, não é só em África que temos aberrações destas, debates do género e candidatos presidenciais do tipo Trump. Tudo louco ou perto disto… 

 

E screvo estas linhas uma hora depois da “guerra” derradeira entre  dois candidatos fraquinhos. Perdemos tempo,  fomos massacrados  com a pequenez de um debate que durou hora e meia. De um lado, Hilary Clinton e  do outro Donald Trump. Num debate que o mundo  assistiu assustado com o seu futuro, ambos transmitiram insegurança quando, na hora “H”, forem chamados, uma vez mais, para decidirem sobre o destino de alguns países ou povos.

Definitivamente, se os dois foram chamados a candidatarem-se a exercer o cargo mais poderoso do mundo, como é que se compreende a sua atitude  eivada de uma infantilidade extrema, falta de ética e moral?. Foram tantos podres trazidos à hasta pública que, diante dos factos revelados pela imprensa, pode-se chegar à lamentável conclusão que vamos ter uma América em retrocesso em termos daquilo que alguns chamam de “país mais democrático do mundo”. Fica apenas a ideia da “Terra prometida”, “boa para se viver” ou “abençoada”, mas esta terra exemplar também sugere que a fraude eleitoral é possível, mas a sua abordagem é proibida e viva a democracia…

Fica para a história que no país supostamente mais democrata do mundo, dois mais-velhos lavaram a roupa suja em nome da conquista do poder. Valeu tudo!. Faltavam galhetas. Estes dois perderam o tino; não são exemplos a  seguir e ainda por cima, querem  impor "métodos", "estratégias"  e "planos" para  se seguir um rumo democrático na vida dos países que dominam à força (chantagem económica, armada, cultural...). Os tipos são os primeiros a corrigir ou condenar as "fraudes" de todo o tipo e fogem ao fisco?. Pouca vergonha!.Para mim, vai dar tudo no mesmo: ambos não servem de tanta lama que deixaram para trás nas suas vidas privadas. 

Depois destas eleições, nada mais a reflectir  do que concluir: os EUA já não terão voz autorizada para falar em ética, moral e civilidade na política. Afinal, não é só em África que temos aberrações destas, debates do género e candidatos presidenciais do tipo Trump. Tudo louco ou perto disto… Só de saber que essa gente tem à mercê os botões nucleares de mais de 1800 ogivas sob sua responsabilidade, o planeta fica cada vez mais inseguro.Basta que o presidente acorde mal disposto, milhões de seres humanos já eram. Fiquei desiludido com o Trump, um homem de negócios multimilionário que destrata os imigrantes, as minorias e ao mesmo tempo dá-lhes emprego para construir riqueza privada.O seu pecado maior talvez seja o de se negar a pagar impostos num tempo em que a lei dava cobertura a essa prática e apenas massacrava a classe média… Mas  Hilary Clinton pode desmaiar diante do computador e também apertar o botão errado,de tanto nervosismo resultante de um passado inglório como Secretária de Estado; uma excelente diplomata que levou a Primaveira Árabe a um Verão  absolutamente tórrido no Norte de África.

Enfim, tivemos dois candidatos , cujas fichas jamais foram  limpas.Cada um com as suas makas privadas, com o seu ego e, sobretudo, com muita vontade de trucidar o adversário da forma mais execrável possível. Seja lá quem for à Casa Branca, o mundo vai  continuar num impasse: quando é que vai, então, rebentar a Terceira Guerra Mundial?

Ambos olham para si próprios e o que se passa na Síria é “uma questão de tempo” para saber quantas mais centenas de milhares de crianças, homens e mulheres deixem de existir e apenas e só por dois ou três motivos: assegurar a hegemonia geo-estratégica; decretar um estado de guerra mortífero a médio prazo e recuperar mais as dezenas de milhares de  milhões de dólares sustentados pelas empresas de armamento “made in USA”. Afinal, há sempre retorno  do investimento e troféus de guerra, como a Líbia, a Síria, o Iraque ou o Afeganistão.  

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