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2 de julho 2013 - às 17:50

ENCONTRO HISTÓRICO

Quando as reações à entrevista do Presidente da República à televisão portuguesa, SIC, se faziam sentir, principalmente nas hostes do autodenominado Movimento Revolucionário, ou simplesmente Revús, depois de serem classificados de jovens com alguma frustração, devido ao insucesso escolar e profissional, o Chefe-Estado sacou da cartola o maior "trunfo" que um homem político ou diplomata deve ter, que é o de "chamar" ao palácio o núcleo representativo da juventude nacional e dizer que conta com ela na projecção da nova Angola.

 

Quando as reações à entrevista do Presidente da República à televisão portuguesa, SIC, se faziam sentir, principalmente nas hostes do autodenominado Movimento Revolucionário, ou simplesmente Revús, depois de serem classificados de jovens com alguma frustração, devido ao insucesso escolar e profissional, o Chefe-Estado sacou da cartola o maior "trunfo" que um homem político ou diplomata deve ter, que é o de "chamar" ao palácio o núcleo representativo da juventude nacional e dizer que conta com ela na projecção da nova Angola.
Entretanto, não é apenas pelo simbolismo que o dia 21 de Junho de 2013 vai ficar registado nos anais da história da juventude angolana, mas sim pela capacidade que o Chefe do Executivo teve, de reunir, na mesma sala, líderes, sim aqueles que dirigem os núcleos juvenis de todos os partidos representados no nosso parlamento.
JES ouviu, e diga-se, com bastante atenção, todas as preocupações apresentadas por aqueles que um dia serão os dirigentes da nação, respondendo-lhes de uma forma aberta, simples e, digamos, paternal.
Ficou bem patente na postura de Mfuka Mazambe, líder do braço jovem da UNITA, que argumentou aquilo que, no fundo, têm sido as suas inquietações e do seu partido, mas que, de uma forma elegante e altruísta, mostrou respeito ao Presidente de todos os angolanos, quando terminou a sua alocução com uma vênia, o que originou, inclusive, alguns comentários abonatórios da parte dos seus detratores nas redes-sociais e desfavoráveis por parte dos elementos do seu próprio partido.
Outro elemento que demonstrou competência  no seio da juventude angolana,  foi o líder da juventude da coligação CASA-CE, que fez um brilharete com a sua retórica e deixou escapar para a plateia conhecimentos sólidos do sistema nacional de ensino.
Este encontro entre o Chefe de Estado e a juventude, os mais atentos devem ter dado conta que o mesmo vem na esteira do que foram os últimos pronunciamentos públicos do PR, quer na sua tomada de posse, como o primeiro presidente eleito de Angola, quer nos pronunciamentos à nação, onde nunca se esqueceu de frisar a necessidade de alargar o diálogo entre a juventude e os titulares de poder.
 O titular desta coluna há dois anos advogava um encontro de tal magnitude, onde não estariam apenas as associações escolhidas pelo Conselho Nacional da Juventude (CNJ), mas todos os elementos que congregassem franjas consideráveis de associados e onde a diversidade seria o ponto menor perante aquilo que nos une, ou seja, o melhor para todos angolanos em paz.
Devo saudar, primeiro, a iniciativa presidencial, que com este acto demonstrou que este órgão de soberania nacional é um elemento congregador dos angolanos, independentemente da filiação partidária de cada cidadão.
Em segundo lugar, quero enaltecer a postura que os jovens que lá estiveram souberam demonstrar, e com isso desmistificar a ideia de rebeldes e malcriados, que às vezes grassa, quando um grupo, digamos que minoritário, com actos poucos convencionais deixa passar uma mensagem pejorativa e contrária à essência dos jovens angolanos, que, de uma maneira ou de outra, deixam a sua marca na reconstrução da nossa Angola.

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