VIDA SOCIAL

 
6 de maio 2017 - às 06:48

ACTIVIDADE POLÍTICA-CULTURAL EMBAIXADA DO RWANDA LEMBRA O GENOCÍDIO

O Rwanda renasce das cinzas e constrói-se uma nação com o tecto primário da reconciliação da família ruandesa, sem distinção de qualquer espécie, e nessa tarefa o grande artífice é o Presidente Paul Kagame, que no seio do FPR, foi o líder que idealizou o fim do genocídio. O Rwanda regista hoje um rápido crescimento económico, transforma-se e torna-se um modelo acompanhado com atenção em África.

 

Pelos vinte e três anos passados do Genocídio contra os TUTSI no Rwanda, que se assinalou no dia 7 de Abril e cujas as actividades se prolongarão nos próximos cem Dias,  o Embaixador do Rwanda em Angola, Dr Alfred Gakuba Kalisa presidiu uma concorrida cerimónia politico-cultural no Centro de Convenções de Talatona, CCTA,  em Luanda onde estiveram presentes  representantes do corpo diplomático acreditado em Angola, dirigentes angolanos convidados e comunidade ruandesa em Angola.

O tema das comemorações em torno do Genocídio do presente ano é: Combatamos a Ideologia do genocídio e fortifiquemos o nosso progresso na unidade", e, na oportunidade, o Embaixador Alfred Kalisa, ao fazer uso da palavra, recordou o peso dramático que o genocídio criou no seio do povo ruandês cujo fim visava “quebrar o potencial económico e social, a coesão e unidade do povo ruandês”.

Vale recordar que o genocídio do Rwanda, em 1994, foi o resultado de décadas de colonialismo e liderança pós-colonial que enraizou a divisão étnica, o ódio e a discriminação. Um milhão, setenta e quatro mil e dezassete pessoas foram brutalmente mortas em Cem Dias, centenas de milhares de órfãos, viúvos, pessoas com deficiências engrossaram um autêntico exército sofredor. Infra-estruturas destruídas, Bancos saqueados, Escolas e Hospitais abandonados, para além de milhares de ruandeses refugiados para os países vizinhos, notadamente Zaíre (RDC), Burundi e Tanzânia.

O Rwanda renasce das cinzas e constrói-se uma nação com o tecto primário da reconciliação da família ruandesa, sem distinção de qualquer espécie, e nessa tarefa o grande artífice é o Presidente Paul Kagame, que no seio do FPR, foi o líder que idealizou o fim do genocídio. O Rwanda regista hoje um rápido crescimento económico, transforma-se e torna-se um modelo acompanhado com atenção em África.

O Rwanda e Angola mantêm excelentes relações diplomáticas. Na oportunidade o Embaixador Alfred Kalisa recordou que  ambos os países conhecem o preço da guerra fratricida. "É essa irmandade que liga os dois países e que se quer cada vez mais forte estendendo-se para uma cooperação multifacética, no âmbito da desejada cooperação Sul-Sul com a liderança, hoje, dos Presidentes Paul Kagame, do Rwanda, e José Eduardo dos Santos, de Angola

"O Mundo tem a obrigação de redobrados esforços colectivos para prevenir conflitos e evitar a Ideologia do genocídio. Mas é preocupante o que vemos, lemos e ouvidos hoje, de actos de barbaridade perpetrados contra civis inocentes em vários cantos do Mundo. Infelizmente, como em 1994, constatamos a falta de consenso no Conselho de Segurança das Nações Unidas enquanto milhares de pessoas são mortas e milhões são deslocados procurando um refugio no Mundo. O Rwanda, sabendo a dor da experiência vivida, reclama com paixão a responsabilidade de se proteger os inocentes. 

O Rwanda pede que esta doutrina seja aplicada em todo o lugar onde haver vítimas do seu próprio Estado"- palavras do embaixador Alfred Kalisa durante a cerimónia onde aproveitou para reconhecer os esforços do Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos para se eliminar os conflitos e trazer a Paz na região dos Grandes Lagos. 

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