DESPORTO

 
1 de dezembro 2016 - às 19:32

ELEIÇÕES NA FAF NDALU QUER MAIS COMPETITIVIDADE NO FUTEBOL

Com Pedro Neto já indisponível para concorrer à presidência da Federação Angolana de Futebol, o presidente da Mesa da Assembleia-Geral deste órgão, António dos Santos França "Ndalu", apelou, antecipadamente, a quem for eleito para o quadriénio 2017-2021, no sentido de fazer Angola ter  um futebol melhor organizado e competitivo

 

Pedro Neto durante a sua gestão nos últimos quatro anos não registou muitos ganhos nas frentes em que as diversas selecções e clubes angolanos estiveram empenhados e, como tal, França "Ndalu" não podia fazer um balanço positivo.

"Na hora de balançar o mandato é frequente constatar-se que ficámos muito aquém dos planos, dos projectos e das promessas e perdemo-nos, por vezes, em martelar os erros cometidos", disse na derradeira Assembleia-Geral da Federação Angolana de Futebol.

Como que a despertar ( e chamar) já a atenção de quem vier a ser eleito- da corrida estão José Luís Prata e Artur Almeida,  o ainda presidente da Mesa da Assembleia-Geral considerou que "pessoalmente recomendo que o balanço seja de um exercício de aprendizagem, com os erros negligentes, involuntários ou voluntários cometidos, porque só não erra quem não trabalha, agora perdurar ou permanecer no erro simplesmente é irracional, temos de mudar e mudar para melhor".

França "Ndalu" recordou que "quando a direcção de Pedro Neto assumiu a liderança da federação, fê-lo, na altura, baseado no slogan Unidos Rentabilizemos o nosso futebol", mas ele resume depois que "chegado ao momento do rescaldo dos que foram os mandatos  de 2011 a 2012  e deste a 2017, os factos permitem ao elenco actual reconhecer que os propósitos não foram alcançados, porque por diversas razões não foi possível cumprir com a totalidade dos compromissos assumidos".

"Se nos perguntarem se cumprimos com os objectivos, com certeza que a nossa resposta será não. Contudo, estamos conscientes de que trabalhámos imbuídos de um determinado espírito de missão, na busca das melhores acções e dos melhores projectos, nem sempre praticáveis, e na maioria dos casos inatingíveis por razões, alheias à nossa vontade", acudiu depois França Ndalu..

Embora admita que a direcção cessante da federação fracassou nos objectivos, França Ndalu não esqueceu-se de deixar uma mensagem de agradecimento ao grosso de associados da federação, de quem assegurou ter noção das imensas dificuldades que enfrentam para realizar os seus trabalhos.

O dirigente não tocou abertamente na questão entraves ou dificuldades financeira de que Pedro Neto se queixava sempre, como factos impeditivos aos seus projectos, e aí a falta de bons resultados ou insucessos.

Preferiu justificar que tal aconteceu devido ao que considerou " maior pendor para a falta de orçamento próprio e dificuldades de arrecadação de outras receitas a partir da actividade desportiva e administrativa, bem como da figura dos patrocínios".

 

PEDRO NETO DESISTE

PARA NÃO ATRAPALHAR

Depois de ver a Comissão Eleitoral integrada por  Manuel Ordena (secretário) e Luísa Alfredina terem iniciado funções no dia 10 de Novembro, o ainda presidente da Federação Angolana de Futebol, Pedro Neto, revelou que repensou na ideia de voltar ou não concorrer para a sua própria sucessão e optou pela exigência

O líder da FAF sublinhou que as exigências da missão na Federação Angolana de Futebol levaram-no a concluir que a sua saída será melhor "para o bem do futebol".

"Embora não seja o momento de claudicar, sinto que é a altura e momento de deixar que outros façam melhor  à frente do órgão", reforçou, mostrando assim que, negativa ou positivamente, deu o seu melhor na FAF onde ficou, primeiro, num período de 18 meses, e,  depois de 2012 até ao momento.

As eleições estão marcadas para o dia 17 de Dezembro, estando na linha da partida José Luís Prata, antigo vice-Presidente da FAF, e Artur Almeida e Silva, que também já pertenceu aos órgãos sociais da federação.

Estas eleições acontecem num momento em que se sucedem maus resultados nas selecções nacionais da modalidade, apesar de contar com jogadores a actuarem em vários campeonatos europeus, o que tem motivado críticas diversas.

Angola já marcou presença por sete vezes numa fase final do torneio continental africano, mas falhou a edição de 2015 e estará ausente também na de 2017, a realizar no Gabão.

Mas Pedro Neto sai deixando o recado de que há a necessidade do a o rejuvenescimento, com s atletas das selecções mais jovens como o sustentáculo da equipa principal, daí a necessidade de dar oportunidade a estes.

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