REPORTAGEM

 
25 de junho 2019 - às 07:47

É HORA DE MUDAR... PARA MELHOR!!!

Já vai longo o percurso trilhado pela Revista "Figuras & Negócios". Neste ano, a publicação que conquistou um público leitor considerável, completa vinte anos de idade no próximo mês de Novembro e é nesta altura  que a direcção e o colectivo de trabalhadores, colaboradores e parceiros apresta-se-a fazer o balanço possível. De forma geral, pode ser  desde já considerado positivo, pelo simples facto de ter sobrevivido a todas as  barreiras impostas, quer pelo próprio mercado, agressivo q.b., como em consequência de um país que passou a maior parte do tempo da sua existência "fechado" e pouco propício ao exercício pleno dos princípios da liberdade de imprensa, aliás, consagrados na Constituição da República

 

Vale a pena relembrar um editorial assinado pelo criador deste projecto editorial, o jornalista Victor Aleixo, onde traçava as linhas gerais com que sempre se cozeu ao longo de todos estes anos, mantendo viva uma das publicações mais respeitadas do país independente:"Olhando para trás, constatamos que o percurso da revista Figuras & Negócios já vai longo.Iniciamos a publicação da revista em Dezembro de 1990, com alguma timidez e receio mesmo  que pudéssemos caminhar durante anos, sem sobressaltos. Se é verdade que conseguimos caminhar até hoje (...) não podemos afirmar peremptoriamente que o percurso foi feito de forma linear, sem dificuldades. Não! Tivemos obstáculos grandes, pedregulhos no nosso caminho, que quase nos faziam desistir dos nossos propósitos de formar e informar a opinião pública; vencemos algumas incompreensões , mas também tivemos estímulos que se tornaram encorajantes para prosseguirmos nessa senda de fazer uma informação objectiva, realista , sem sensacionalismos baratos, sobre o País e o mundo.

No final do ano (N.R.- decorria o 2011) é oportunidade para se fazer o balanço do trabalho percorrido e perspectivar novas etapas. Daí que agora seja o momento para perguntarmos se já cumprimos o nosso papel, se vamos continuar nessa senda, sobretudo numa altura em que muitas outras publicações vão surgindo no mercado nacional? Entendemos que sim, que devemos continuar, mas urge mudar de estratégia. O nosso lugar, conquistado no mercado com trabalho, dedicação e profissionalismo apurado, está cimentado.

No âmbito de uma revista mais actuante, mais vivencial com o dia a dia das populações angolanas, entendemos que urge mudar de estratégia para continuarmos a ser líderes de opinião no segmento que actuamos.Pautaremos a nossa actividade jornalística por mais análises, investigação e grandes dossiês sobre o país em primeiro lugar, em todos os segmentos da vida nacional.

(...) Timidamente estivemos na Inglaterra, na Holanda, no Canadá, no Brasil, na África do Sul, na Namíbia e em Portugal, mas queremos estar mais presentes , falando sobre os pontos negativos e positivos do desenvolvimento do país.São planos concretizáveis nessa perspectiva de maior proximidade e interactividade com os nossos leitores. São metas que podem ser vencidas se a sociedade política  e empresarial, as instituições do poder, souberem participar, privilegiando as páginas da nossa revista para publicitar os seus produtos e serviços, servindo igualmente as suas portas para que tenhamos a informação privilegiada, correcta e fidedigna para oferecermos aos nossos leitores.

Não pedimos proteccionismos exagerados para nos afirmarmos, porque a afirmação fazemo-la pelo trabalho, pelo respeito da ética, pelo compromisso sagrado para com os nossos leitores, mas é justo apelar a esse sentimento de angolanidade, quiçá, de patriotismo em  defesa do que é nosso para que o país possa possa progredir de forma  íntegra e não com deformações. E é importante realçar que a boa imagem de Angola não passa só e apenas por resultados fantásticos no seu crescimento, nem sequer no apadrinhamento ou casamento com projectos importados, quantas vezes penalizantes aos interesses mais gerais da terra que nos viu nascer. É dessa consciência que hoje se precisa, que se reclama de todos para podermos continuar  a fazer e ter uma informação melhor do País, uma imagem mais objectiva dessa Angola em reconstrução que não pode nunca transformar os seus filhos em actores de segunda".

Decorria o ano 2011 e o mentor deste projecto já perspectivava que algo tinha de mudar em termos de ocupação de espaço noutras plataformas da comunicação social.E cá estamos, de novo, perante este desafio que vai continuar a primar pela consolidação da fiabilidade alcançada e que tem de ser reforçada neste mundo em que a internet é dona e mandona da interactividade entre os homens e mulheres deste tempo novo.

Note-se que a revista Figuras & Negócios, por várias vezes foi chamada ao palco das distinções, exactamente por ter estado na primeira fila das publicações de maior destaque do continente africano, no que diz respeito ao segmento onde sempre actuou, preferencialmente: na política, na economia e na sociedade, sem deixar de fazer abordagens permanentes sobre o mundo da cultura, moda e do desporto.

Assim, recebeu alguns troféus, quer no país como no estrangeiro,  com especial destaque para o "World Quality Commitment", na categoria de Platina; um prémio que certifica os vencedores que se "comprometem" com a qualidade e a excelência. Uma das últimas sessões de premiação decorreu em Paris, em 2012, na sala de Convenções  do Hotel Concorde Lafayete, onde esteve a representar a revista e a receber o troféu, o seu director e fundador, o jornalista Victor Aleixo, perante mais de quatrocentas pessoas, entre directores e presidentes de empresas, empresários, políticos e governantes.

A Convenção Internacional da Qualidade da Business Iniciative Directions (BID) já tinha premiado a Revista Figuras & Negócios em 2002, em Londres, tendo sido, na altura, distinguida na categoria Ouro.  

 

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