ECONOMIA & NEGÓCIOS

 
8 de junho 2017 - às 06:05

ECONOMIA DA UE MELHORA

A economia europeia está a crescer e as previsões da Comissão Europeia são para que 2017 seja o quinto ano consecutivo de melhoria. Apesar do desempenho, a subida da inflação ainda está aquém da meta de 2%, estabelecida como objectivo do Banco Central Europeu. Até lá mantém a sua política de estímulos

 

A Zona Euro registou, no primeiro trimestre, um crescimento do Produto Interno Bruto de 1,7%, em termos homólogos, de acordo com o Eurostat. No conjunto da União Europeia, a melhoria é de 1,9%. Face aos últimos três meses do ano passado, a subida foi de 0,5%, tanto na Eurolândia como na globalidade da UE.

O PIB britânico cresceu 0,3% no primeiro trimestre de 2017, enquanto as previsões do organismo estatístico britânico apontavam para mais uma décima. Este valor assinala uma desaceleração face a 2016. Nos últimos três meses de 2016 a progressão foi de 0,7%.

Em termos homólogos, a progressão foi de 2,1% (menos uma décima do que o previsto), contra 1,9% do último trimestre do ano passado.

Estes números espelham os efeitos do Brexit, de acordo com a agência Bloomberg. Desacelerou o consumo das famílias, devido ao aumento da inflação, resultado da desvalorização da libra.

Em Itália não houve resultados favoráveis, com o pior desempenho depois da Grécia (recuo de 0,1%). No primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto Italiano avançou 0,2%, face ao precedente, mantendo também o valor dos últimos três meses de 2016 – segundo dados do organismo estatístico italiano.

O Banco de Inglaterra manteve a sua taxa de juro de referência. No final de Abril, o Banco Central Europeu informou que decidiu manter a taxa de juro central, assim como as taxas de empréstimo e de depósito dos bancos. A compra de activos está em 60.000 milhões de euros, por mês, e deverá continuar até ao final do ano.

A par da Holanda, Portugal registou a sexta melhor melhoria do crescimento económico da Zona Euro, com 2,8%, nos primeiros três meses do ano, face a igual período de 2016. À frente ficaram a Lituânia (4,1%), Letónia (3,9%), Chipre (3,3%), Eslováquia (3,1%) e Espanha (3%).

As previsões, da Comissão Europeia, para o crescimento económico para este ano são de 1,9% para o conjunto do bloco (28 Estados) e 1,7% na Zona Euro. Por países, as perspectivas são as seguintes: Malta (4,6%), Luxemburgo (4,3%), Roménia (4,3%), Irlanda (4%), Hungria (3,6%), Polónia (3,5%), Eslovénia (3,3%), Letónia (3,2%), Eslováquia (3%), Bulgária (2,9%), Croácia (2,9%), Lituânia (2,9%), Espanha (2,8%), Chéquia (2,6%), Suécia (2,6%), Chipre (2,5%), Estónia (2,3%), Grécia (2,1%), Holanda (2,1%), Portugal (1,8%), Reino Unido (1,8%), Áustria (1,7%), Dinamarca (1,7%), Alemanha (1,6%), Bélgica (1,5%), França (1,4%), Finlândia (1,3%) e Itália (0,9%).

 

 Fortalecer a relação franco-alemã - O novo presidente de França quer aprofundar a relação franco-alemã. Em Setembro haverá eleições legislativas e se Martin Schulz, social-democrata, as vencer essa vontade será mais coincidente.

O líder do SPD defende uma maior intervenção financeira da Alemanha, apoiando a resolução de problemas crónicos dentro da Zona Euro. Emmanuel Macron e Martin Schulz coincidem na vontade de estabelecer um orçamento comum para a Eurozona.

Os novos governantes franceses admitem verbas destinadas ao investimento, financiadas por títulos de dívida pública conjunta. Tal implica a aplicação de medidas de reformas estruturais. Porém, Emmanuel Macron não assume defender a criação de euro-obrigações nem a mutualização de dívidas contraídas no passado.

A Alemanha tem sido contrária à emissão de euro-obrigações. Diversos Estados têm vindo a defender a criação de um orçamento para a Eurozona. Através dele poderiam ser combatidas assimetrias na região, financiando, por exemplo, subsídios de desemprego. Espanha e Grécia, com problemas crónicos neste domínio, vêem com bons olhos a criação desse instrumento comum.

O aprofundamento da Moeda Única pode passar pela nomeação de ministros da Economia e das Finanças, defende Martin Schulz. O social-democrata alemão diz que um orçamento comum pode ser um dos instrumentos para garantir a criação de emprego e maior crescimento.

Édouard Philippe garante que vai trabalhar para reduzir o défice, pondo-o até aos 3%, deixando o procedimento por défice excessivo. Por outro lado, Emmanuel Macron quer que a Alemanha cumpra os compromissos.

Para o novo presidente francês, a Alemanha tem de reduzir os elevados excedentes comerciais, contribuindo para estimular as exportações dos parceiros e reforçar a Eurolândia. Por seu lado, Martin Schulz não gosta de ouvir críticas ao excedente do seu país.

Já o presidente da Comissão Europeia é cauteloso. Jean-Claude Junker considera que os políticos europeus não estão preparados para os passos que Emmanuel Macron tem defendido. Para si, há questões mais prementes. «França gasta demasiado dinheiro e gasta-o nas coisas erradas».

O novo presidente de França tem defendido contratos públicos reservados a empresas europeias. O critério mínimo é que as sociedades localizem metade da sua produção nos países do bloco.

 

Um problema de 18 ilhas - Embora com consequência meramente simbólica, nas ilhas Feroé pondera-se a separação definitiva da Dinamarca – que ainda controla as áreas da Defesa, Diplomacia, Justiça e de policiamento.

As Feroé são 18 ilhas, menos de 50.500 habitantes, mais de 70.000 ovelhas, com um PIB per capita (paridade de poder de compra) de 33.700 dólares norte-americanos, em 2016, de acordo com o Fundo Monetário Internacional. Compare-se com a Dinamarca (47.985 USD), Alemanha (48.110 USD) ou Portugal (28.933 USD). 

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