ECONOMIA & NEGÓCIOS

 
6 de setembro 2017 - às 08:11

ECONOMIA DA UE COMEÇOU A RECUPERAR

As economias da União Europeia e da Zona Euro dão sinais de recuperação. De acordo com os dados do Eurostat, organismo estatístico do bloco europeu, os ganhos verificam-se tanto na comparação homóloga como na em cadeia

 

No conjunto do bloco, o produto interno bruto melhorou 2,2% no segundo trimestre deste ano, comparado com período idêntico do ano passado. Este foi a melhor performance desde o segundo trimestre de 2015. Comparado com os três meses precedentes, avançou 0,6%.

Na Eurozona, o produto interno bruto avançou 2,1% quando comparação com igual período de 2016. Esta progressão é a maior desde o primeiro trimestre de 2011. Face aos três meses anteriores, o avanço foi de 0,6%.

No seu relatório sobre a economia mundial, o Fundo Monetário Internacional prevê bom desempenho na Eurozona, especialmente em Espanha e Itália. A melhoria do desempenho foi revista 0,2% em alta, passando para uma taxa de 1,9%.

Quanto ao desemprego, a Zona Euro registou melhorias em Junho, com a taxa foi a fixar-se em 9,1% – 9,2% em Maio e 10,1% em mês homólogo de 2016. Este é o melhor número desde Fevereiro de 2009. No conjunto da UE, a taxa manteve-se em 7,7%, em Junho face a Maio – a melhor desde Dezembro de 2008.

Com o desempenho da economia, aproxima-se o momento do Banco Central Europeu travar a política de estímulos, de acordo com o pensamento de alguns economistas e instituições nacionais de alguns Estados. Todavia, o objectivo dos 2% da taxa de inflação não está ainda perto. Em Julho, a inflação, sem contabilizar os preços da energia, situou-se em 1,3% na Eurozona. Contando os valores da energia, a taxa fixou-se em 1,2%.

Em comunicação aos investidores, o Commerzbank dá conta da pressão sobre a inflação. A razão é que, apesar da evolução da economia e da recuperação do emprego, não existe valorização salarial.

Apesar da melhoria da economia, a produção industrial na UE regrediu 0,5%, em Junho comparada com Maio. Na Zona Euro a contracção foi de 0,6% – segundo dados do Eurostat. Os bens de energia foram os que conheceram melhor desempenho, sendo os de capitais onde maior recuo se verificou.

Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico prevê um desempenho estável de crescimento económico, nos próximos seis meses. A média do indicador situou-se nos 100 pontos, enquanto na Eurolândia foi de 100,4 pontos.

O BCE remete para Setembro informações sobre a sua política de intervenção. Actualmente, a instituição cobra 0,4% pelos depósitos dos bancos. Ao mesmo tempo, está a comprar mensalmente 60.000 milhões de euros em títulos dos Estados.

O Banco de Inglaterra mantém a sua taxa de juro de 0,25%. A instituição reviu em baixa as suas perspectivas para o desempenho da economia britânica. 

 

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