ECONOMIA & NEGÓCIOS

 
17 de March 2021 - às 16:59

DE OLHO NO PAPEL DO PETRÓLEO PERSPECTIVAS DE CRESCIMENTO DOS CONTINENTES

 

Um dos principais temas de destaque internacional é a questão do petróleo como recurso estratégico fundamental ao dispor dos estados. Assim, a trajectória do Índice WTI(o principal índice do petróleo) e a cotação dos principais minérios nos mercados internacionais nos últimos meses denotam uma clara valorização ou recuperação do preço dos minérios e do petróleo nos mercados internacionais, estando já o barril perto dos 52 USD.
Recentemente numa reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), os membros analisaram estratégias de forma garantir que os mercados globais de petróleo se normalizem em 2021. Seria uma boa notícia para as empresas petrolíferas e os países produtores de petróleo se a cotação em 2021 estiver acima dos 50 USD, o que impacta positivamente no cenário de desenvolvimento da economia angolana.
Daí a importância de se aproveitar a vantagem proveniente destes encaixes financeiros que são situacionais e temporários, pois a economia é cíclica; hoje a conjuntura é favorável e amanhã pode ser adversa. Em situações em que preço do barril de petróleo no mercado internacional está baixo, observa-se o grande número de países a beneficiarem-se com a redução do custo dessa matéria prima, o que se comprova com o despontar de alguns países emergentes como a Turquia e a India, que precisam de aumentar o consumo desta matéria prima.
A recuperação do preço do barril de petróleo nos mercados internacionais é boa para os países produtores, sobretudo para as empresas petrolíferas e para a receita fiscal. Entretanto, esticar o preço a níveis elevados, pode causar depressão dos países não produtores que dependem fortemente do petróleo, pois a economia, a indústria e sectores da agricultura e transportes, são fortemente dependentes deste recurso. Portanto, com a depressão e consequente paralisação destas economias, a procura do petróleo irá ressentir com uma quebra significativa, podendo o preço do barril recuar e posicionar-se em níveis muito residuais como aconteceu recentemente quando o petróleo atingiu níveis inferiores a 30 USD por barril.
À beira de um novo começo, e com as perspectivas que se começam a traçar-se no curto prazo, mais do que esperar pelo boom do sector petrolífero, é importante que o país faça as reformas económicas mais apropriadas de forma a criar um nível de abertura mais interessante da economia, permitindo a entrada de fluxos de Investimento Directo Estrangeiro mais expressivos que os actuais. O (IDE) representa uma importante fonte para a modernização da economia, pelo aporte de know how, tecnologia e inovação que induz, gerando novos emprego. Assim, o alargamento das fontes de financiamento à economia e o consequente aumento do stock de investimento, criam também, condições favoráveis para que o estado oriente o investimento para as reais áreas necessárias ao desenvolvimento do país como a educação e a saúde. Portanto, continua a ser imperioso que se acentue cada vez mais o “D” de Diversificação da base económica, alargando o espectro a um conjunto de áreas prioritárias, nos sectores da produção agrícola e indústria transformadora, com particular enfoque na produção de cereais, pecuária, a agroindústria e restabelecimento da rede de logística e de distribuição. Por essa via, poderemos alterar, de facto, a estrutura da economia angolana, garantindo um desempenho mais interessante do seu conjunto. Tudo isso, exige um rigor ao nível da gestão macroeconómica, bem como das políticas de controlo orçamental; ou seja, melhorar progressivamente o ambiente de negócio, e a qualidade da gestão pública. (Fonte: Outlook The Economist)

 

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