DESPORTO

 
6 de maio 2017 - às 06:43

DENTRO DE TRÊS ANOS POPULAÇÃO DESPORTIVA PODE ATINGIR UM MILHÃO DE ATLETAS

Ministro Albino da Conceição considera que deve haver verbas para tal

 

Angola pode ter, até 2020, uma "população desportiva" de um milhão de praticantes dentro do universo de 26 milhões dos seus actuais habitantes, segundo projecção feita pelo Ministro da Juventude e Desportos, Albino da Conceição.

A estimativa foi avançada pelo governante durante  o IV Conselho Superior do Desporto que teve lugar, em Luanda, no Centro de Conferências de Belas.

Esta cifra, de acordo com o governante, deverá despontar como resultado do trabalho a realiza-se em todos os sectores do Sistema Nacional Desportivo, integrado pelo federado, escolar, recreativo e até militar, em todas as modalidades desportivas.

Deste modo, 630 mil resultarão do desporto escolar, 320 mil desporto na comunidade (recreativo) e 50 mil estão reservados aos atletas de alto rendimento.

Angola, em termos demográficos, neste momento é constituída maioritariamente por uma população feminina e, neste sentido, Albino da Conceição sublinhou que haverá uma forte promoção deste escalão no capítulo desportivo.

Esta projecção toda teve bom acolhimento na comunidade desportiva nacional que nos últimos anos registou um decréscimo no número de praticantes em todos os sistemas - federado, escolar, militar e recreativo - e em todas as modalidades desportivas.

 Os números actuais contrastam com a explosão desportiva que Angola registou, depois da sua independência. E 1979, após o I Encontro Nacional do Desporto, de que resultou a decisão de se criar as federações desportivas nacionais, houve um grande aumento de praticantes nas mais diversas modalidades.

Tal fenómeno deveu-se à grande acção de massificação desportiva que o País teve, impulsionada por iniciativas públicas, ou por carolice até metade da década de oitenta.

Com os poucos quadros que estavam imbuídos na arte de orientar  uma juventude ávida em integrar Novo Desporto Angolano  o País tinha em todo o território nacional mais do que um milhão de desportivas juntando todos os sectores - federado, corporativo, escolar e militar.

No entanto, este "boom" decaiu drasticamente embora o Estado e, particularmente, as outras entidades públicas e privadas continuassem a inscrever o desporto como prioridades das suas agendas oficiais.

O fim do "estado providência" que se viveu de 1975 até aos adventos de 1988, quando o Estado experimentou o seu célebre Programa de Saneamento Económico e Financeiro (SEF) e, mais tarde, com a precipitação da linha de orientação socialista, cessão do regime mono e abertura ao multipartidarismo tiveram também efeitos perversos na recessão da  "população desportiva".

Agora, a aposta no aumento desta população, acontece, para o Ministério da Juventude e Desporto num momento em que o "País Desportivo" conta uma Lei do Desporto e do Regime Jurídico das Associações Desportivas aprovado pelo Parlamento e  promulgado pelo titular do Poder Executivo, para facilitar, particularmente, o crescimento almejado e anunciado pelo ministro Albino da Conceição.

O Ministério da Juventude e Desportos conta com o seu Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística (GEPE) para monitorar o alcance da meta em 2020.

 No entanto, Albino da Conceição, deixou claro que a meta apenas será atingida se a economia nacional conseguir atingir resultados positivos, tendo em vista a disponibilização das verbas necessárias. "Dependemos do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para que uma parcela seja dedicada ao apoio às actividades desportivas”, sublinhou. 

 

MAIS UM MANDATO NO CPA

LEONEL PINTO FICA ATÉ 2021 COM O APOIO DE 37 PAÍSES

angolano Leonel da Rocha Pinto recebeu em Luanda o apoio de trinta e paíse países africanos integrantes do Comité Paralímpico do continente para mais um mandato, à frente desta instituição, até 2021.

O voto de confiança, sem oposição, deveu-se ao empenho que o dirigente desportivo angolano presta ao movimento paralímpico do continente, sobretudo na mobilização de iniciativas competitivas e financeiras para as actividades desportivas.

Os trinta e sete países aplaudiram este  facto e os esforços de Leonel Pinto para a emancipação e massificação do desporto para portadores de deficiência em África, uma forma de inserção dos seus agentes na vida social nacional dos seus países.

Entres as competições em que o dirigente angolano mais se empenhou enquanto, Comité Paralímpico Africano, foi para a organização do Campeonato Africano de Basquetebol de cadeiras de rodas disputado em Angola em 2013.

 Para a sua realização conseguiu apoios para um orçamento de sessenta milhões de Kwanzas (cerca da de 600 mil dólares) do Executivo, através dos Ministérios das Finanças e da Juventude e Desportos, numa altura em que nenhum outro país se mostrou disponível.

Leonel Pinto até 2021 vai contar com outro dirigente angolano eleito, António da Luz, ao cargo de Tesoureiro, e o cabo-verdiano reconduzido a secretário geral, Rodrigo Bejarano. 

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