RECADO SOCIAL

 
26 de dezembro 2016 - às 08:07

CUIDADO, PRESIDENTE DA F.A.F.!

 classificação na lista é uma vergonha e mesmo no tempo daquelas Palancas Negras semi-profissionais não se jogava tão mal, pois reunia jogadores mal pagos, sem preparação nenhuma, mas lá estavam a dar no duro para que o bom nome do país estivesse na vitrina mundial de maneira mais limpa possível.

 

Seja quem for o futuro presidente eleito da Federação Angolana de Futebol (FAF), ele certamente terá uma tarefa árdua.A primeira será pagar as dívidas contraídas pelo seu antecessor, lavar a imagem da instituição que caiu pelos esgotos da podridão e recuperar o bom nome das selecções nacionais.

É evidente que a missão não será nada fácil, uma vez que quem abandona agora a FAF deixa uma herança demasiado pesada.Conta-se pelos dedos de uma mão as vitórias conquistadas pelas “ Palancas Negras” sem pasto, completamente enxovalhadas por outras selecções  que há anos nem sequer figuravam no ranking da FIFA ou da Confederação Africana de Futebol (CAF).

A classificação na lista é uma vergonha e mesmo no tempo daquelas Palancas Negras semi-profissionais não se jogava tão mal, pois reunia jogadores mal pagos, sem preparação nenhuma, mas lá estavam a dar no duro para que o bom nome do país estivesse na vitrina mundial de maneira mais limpa possível.

Pedro Neto e a sua equipa deixam um reinado com muitos buracos para tapar, salários em atraso, contratos ridículos e uma marca completamente estraçalhada por uma gestão desastrada.

O que mais me arreliou no desempenho péssimo da anterior “equipa” é o facto de não se divulgar os cifrões  dos contratos  efectuados com entidades patrocinadoras do campeonato nacional, com os treinadores e respectivos adjuntos como se se estivesse a fazer negócios mafiosos.Toda a gente sabe quanto ganham os “mourinhos” desta vida, os médicos, os massagistas ou roupeiros. A direcção do futebol angolano é mesmo um caso de estudo! Provavelmente teremos saudades da direcção liderada por Armando Machado e seus antecessores.Os que vieram a seguir deixaram na rua da amargura os adeptos da modalidade-rainha.Colocaram o país de rastos nos estádios de futebol.Pouca vergonha!

Agora temos um novo líder, se calhar a entrar numa casa sem mobília, com os cofres arrombados e sem tecto. Acompanhei os debates, umas vezes a dois, outras vezes com um candidato a assobiar para o lado ou a engasgar-se porque nem sequer sabia o quanto se deve às dezenas de trabalhadores, colaboradores e assessores fictícios.

Comunicar até sabem, mas basta ver que quem ocupará a cadeira terá fortes dores de cabeça com a maka dos dinheiros, com a Puma ou outras marcas mundiais que, de repente, viraram as costas à Federação Angolana de Futebol que continua nua.Motivos? São vários, e um deles é exactamente o facto de não merecer confiança e credibilidade. Não é séria e ponto final.

O que mais desejo é que quem segurar o leme da FAF seja bem acompanhado por uma equipa profissional; que deixe de “convocar” políticos de meia-tigela para aproveitamentos descarados de imagem; com dedos muito compridos e pouca inteligência;  que a Federação seja fiscalizada, com as continhas bem feitinhas e em dia; que quando contratarem um treinador divulguem os contratos estabelecidos e mais: que reveja e publique os dinheiros gastos pela construção dos estádios em 2010; que cuide destas infraestruturas que custaram centenas de milhões de dólares ao Estado que somos todos nós.Enfim, quem esteve lá a fazer porcaria seja mesmo chamado à pedra para explicar o que se passa com a péssima gestão dos estádios localizados em Cabinda e na Huíla.  

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