LEITORES

 
2 de maio 2016 - às 07:10

CUBA E FIDEL RESISTEM!

Fidel escapou a vários atentados, lançou-se em grandes aventuras em nome do “internacionalismo proletário”. O homem foi capaz de espicaçar a águia tricolor no seu próprio ninho, em Nova York ou Washington. Hoje, considera que os tempos devem mudar e, com eles, conseguiu convencer Obama a pisar o solo de Havana. Os antecessores do primeiro presidente negro norte-americano nunca sonharam com este momento, pois, para si, Cuba era um caso para resolver à bomba. Mas Cuba resistiu até às pressões de sucessivos chefes do Vaticano.

 

Sou do tempo em que teria sido um dos milhares de angolanos escolhidos para aterrar em Cuba.Um país que ajudou Angola a consolidar a sua independência, defender a sua soberania bastas vezes invadida por exércitos regulares e mercenários pagos a peso de ouro para que derrubassem  o governo.

Cuba soube ao longo dos anos resistir às pressões externas encabeçadas pela maior potência militar do mundo, que ocupa até agora parte do seu território.Resistiu e foi capaz de consolidar um regime que, quer se queira quer não, suportou a mais violenta das sanções económicas, políticas e diplomáticas decretadas pelos Estados Unidos da América há mais de quarenta anos.

Com a República de Cuba emergiu um dos líderes políticos mais carismáticos  da história moderna: Fidel Castro, e, com ele, uma plêiade de companheiros que acabaram um outro regime ditatorial implantado pela Espanha e suportado por uma máfia de militares suportados a partir das terras do Tio Sam.

Escrevo estas linhas para dizer que, sim, é possível resistir, sobreviver a qualquer espécie de regime por mais forte que seja.Cuba, por si só, foi capaz de fazer a sua história com um regime que impôs as suas regras de jogo geo-estratégicos num tempo e continua a fazê-lo nesses tempos. Os seus mais altos dirigentes começam agora uma nova caminhada em direcção a uma  nova vida para a Ilha, forçada que está a ser a mudar, com a serenidade necessária, as mudanças deste novo tempo,em que os estados democráticos de direito devem vingar.

Fidel escapou a vários atentados, lançou-se em grandes aventuras em nome do “internacionalismo proletário”. O homem foi capaz de espicaçar a águia tricolor no seu próprio ninho, em Nova York ou Washington. Hoje, considera que os tempos devem mudar e, com eles, conseguiu convencer Obama a pisar o solo de Havana. Os antecessores do primeiro presidente negro norte-americano nunca sonharam com este momento, pois, para si, Cuba era um caso para resolver à bomba. Mas Cuba resistiu até às pressões de sucessivos chefes do Vaticano.

Para mim, este país confunde-se com a história da resistência no limite. Todas as semanas, há sempre um capítulo desta história para contar na estação televisiva CubaVision e, não raras vezes, se fazem alusões à história de libertação e consolidação da independência de Angola, para a qual o regime cubano de Fidel teve um papel decisivo. 

P.S. - Passam-se alguns anos desde que vi, pela televisão, o líder da revolução cubana, Fidel Castro Ruz, a cair quando descia de uma tribuna, depois de fazer um dos muitos discursos vigorosos contra o imperialismo “yanque”.Senti que o homem chegara ao fim, mas, inúmeras vezes, debilitado fisicamente, ressurgira e  discursara sem tirar uma única vírgula dos seus ideais; ao contrário do que aconteceu com os seus antigos companheiros. Cuba resiste, Fidel resiste. 

Santiago Celestino N. Sousa

Benguela

 

TIRADAS DA IMPRENSA

 

Um inquérito da consultora Ernst & Young sobre fraude e corrupção em 38 países coloca Portugal na quinta posição dos mais corruptos, a seguir à Croácia, Quénia, Eslovénia e Sérvia (...). Dos trabalhadores portugueses inquiridos – de um universo de 3.800, de 38 países da Europa Ocidental, de Leste e do Médio Oriente, Índia e África – 83% concordam que as práticas de suborno/corrupção acontecem de uma forma generalizada em Portugal”- In Jornal de Notícias.

 

“Na Croácia são 92% dos entrevistados que têm essa crença, sendo o país com pior resultado, enquanto na Bélgica são 34%, na Alemanha 26% e na Finlândia 11%, sendo a Dinamarca o país com melhor desempenho no inquérito, com apenas 4% dos inquiridos nacionais a defender que as práticas de suborno e corrupção são generalizadas”

 

“No último ano e meio, Portugal tem sido fustigado por casos de corrupção. Por isso, os entrevistados terão mais propensão para responder positivamente” a questões relacionadas com corrupção e fraude, afirmou Pedro Cunha, da Ernest & Young, na apresentação dos resultados do inquérito, (dia 16 passado), em Lisboa”.

 

“Dos inquiridos em Portugal, 61% consideram que existiu uma distorção de resultados financeiros das empresas e apenas 28% consideram a ética empresarial da sua organização como “muito boa”. Contudo, 25% dos inquiridos em Portugal acredita ter existido uma melhoria na ética empresarial da sua empresa nos últimos dois anos”.

 

BOCAS SOLTAS

 

Não vai ser fácil deixar de importar aquilo que bem poder-se-ia ter pensado há mais de dez anos.Desde o arroz, passando pelo feijão até aos frangos. Em altura de crise apertada, torna-se pertinente falar-se em diversificação da economia.Pois é. Neste quadro muito nebuloso, há que pensar numa nova estratégia e a principal é exactamente a diminuição drástica das importações. Ora, “Angola gastou divisas superiores a 450 milhões de dólares norte americanos na importação de frangos, em 2015”- informou, em meados de Abril, o ministro da Agricultura, Afonso Pedro Canga. A novidade não apanhou desprevenida a nossa gente anónima deste espaço.Até porque o “churrasco” já não é para todos…Daí que as opiniões que se seguem sejam carregadas de um tom que cheira a queimado. 

....................................................

“Todos os dias chegam-nos notícias dessas.São más porque já se sabe que os produtos importados custam-nos os olhos da cara. Não percebo nada destas coisas de criação de frangos, mas no tempo da guerra já se dizia que tínhamos dezenas de aviários na cintura verde de Luanda.Claro que a sua produção não chegava para as encomendas.Apenas sei que naquele tempo, embora o cidadão desenrascado não tivesse os bolsos cheios, o frango não estava assim tão escasso e cada vez mais magro.”

....................................................

“Sou do tempo da “avicuca”.Quer dizer, aqui em Angola não se importava estes frangos que quase ninguém sabe as suas origens. Nas redes sociais surgem notícias de que muito frango importado é produto de muitas técnicas suspeitas.É melhor começarem a dar maior credibilidade aos empresários que investiram na criação de frangos e que agora estão praticamente descapitalizados.Se assim não for, então vamos ver por aí indivíduos com penas no corpo e cristas na cabeça…”

....................................................

“Imagine-se o quê que se faria com quatrocentos e cinquenta milhões de dólares no sector da saúde?. Acabaríamos já com essa falta de medicamentos e mortes que se registam nos hospitais públicos.Eu acho que alguns ainda continuam a fazer a sua farra com os dólares que sobraram”.

....................................................

“Temos mesmo de ganhar mais juízo. O que mais me espanta é que antes das eleições passadas falou-se muito sobre a inauguração de vários aviários. Seriam apenas para a produção de ovos? Nos  finais dos anos 80, eu já vi no aeroporto a descarregarem centenas de milhares de pintos,coisa que era anedótica. Se a malta nem sequer tem capacidade para produzir frangos, como é que se pode pensar na diversificação da economia?.Daqui a pouco vão dizer que não temos competência para transformar o milho.Ora essa!”. 

Copyright © Figuras & Negócios - Todos os direitos reservados strong>

Contato
Home
Acervo Digital