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4 de setembro 2013 - às 09:01

CRÓNICA EM NOVA IORQUE

 

Estive recentemente na famosa big apple que, traduzido para o português, significa grande maçã, alcunha de que é conhecida a cidade de Nova Iorque.
Para muitos, Nova Iorque é o centro do planeta, para outros é apenas a personificação do exagerado modus vivendi do mundo ocidental.
Muitas vezes imortalizada  nas canções de grandes intérpretes, pela sua beleza arquitectónica, pela boemia e pelo ritmo acelerado do estilo de vida, é, na verdade, o centro mundial onde imergem factores como inovação, compectitividade, empreendedorismo, cultura e, claro, o desenvolvimento.
Para mim, que durante muitos anos li obras literárias e assisti alguns filme sobre os caminhos que nos podem levar ao sucesso, quando em Nova Iorque pude observar esses caminhos enclausurados na quinta avenida, na luxuosa time square ou na alucinante Broadway.
Mas para engrenar é necessário muito mais que mera visualização deste caminho do sucesso. É aí que começa a dinâmica que transformou os Estados Unidos da América numa potência mundial.
Reparei que a preparação para ter sucesso na vida começa logo nos primórdios do nascimento de uma criança, visto que ela cresce a aprender que está neste mundo para vingar.
Ou seja, somente aqueles que sabem fazer bem aquilo que deve ser bem feito, conseguem alcançar o sucesso.
Em termos práticos, podemos sentir esse esforço de sucesso, primeiro individualmente e depois colectivamente. Pude sentir no atendimento que os empregados das superfícies comerciais prestam aos clientes que é de todo elogiável. Eles tratam o turista como um verdadeiro cliente do país e depois do comércio local.
Eles fazem-nos sentir especiais, afinal quase tudo que se vende há sempre uma comissão para o vendedor. Daí a alegria na hora de saudar o cliente que entra para o estabelecimento comercial.
Outro aspecto que ficou bastante patente foi a aplicação de técnicas de venda, tal e qual como se aprende nos cursos de gestão comercial e marketing, o que certamente tem resultado em abono nas vendas.
O mundo da comunicação também não escapou ao meu olhar clínico, afinal tudo comunica em Nova Iorque.
Quando ainda nos esforçamos em colocar outdoors "primitivos", na terra do Tio Sam, as coisas são processadas a nível digital, ou seja, a colagem de papel sobre uma superfície faz parte do passado.
É quase impossível não falar do mundo interactivo na Praça do Tempo, aliás Time Square, onde presenciei uma campanha publicitária interactiva de uma marca de automóvel Sul Coreana, onde os actores deste anúncio eram pessoas presentes na praça, mas escolhidas ao acaso.
Sem aviso, eram surpreendidas com o recorte do rosto apenas para complementar o corpo de quem fazia destreza com jeep, tudo projectado num  écran gigante.
A par de muitos acontecimentos culturais e político que Nova Iorque alberga, uma ida ao museu de Artes Modernas, dá-nos, sem sombra de dúvidas, a real noção criativa da mente humana.
Mesmo depois de conhecer alguns países da Europa, fiquei com a sensação que o mundo começa em Nova Iorque, tudo o resto é periférico. Não estava errado quem um dia a chamou de a "capital do mundo!".

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