MUNDO

 
6 de October 2020 - às 06:15

COVID 19 FAZ ESTRAGOS E DEIXA O MUNDO COM FUTURO INCERTO

É a corrida contra o tempo, contra as ideologias, no comércio, na guerra das patentes, na procura de posicionamentos geo-estratégicos, enfim, a descoberta de uma, duas , dezenas de antídotos contra o Covid 19, torna-se numa espécie de maratona “armamentista”, desta feita muito original, pois , querendo ou não, está a tentar a equilibrar as forças na indústria farmacéutica nos quatro cantos do mundo. Para já, as autoridades russas disseram que profissionais da área médica, professores e outros grupos de risco serão os primeiros a serem vacinados.

 

A ECONOMIA ESTÁ DE RASTOS À ESPERA DA VACINA MILAGROSA GLOBAL

Não seria exagero algum se se dissesse que, com o surgimento da pandemia das  infecções por COVID 19, os homens destes tempos modernos tiveram de submeter-se  aos seus ataques permanentes em todos os sectores da sua vida e a economia surge como um dos mais fragilizados, sem contar com a decoberta vergonhosa dos fracassados sistemas nacionais de saúde da maior parte dos países considerados “mais

desenvolvidos”. Tanto é assim que, chegados em meados de Agosto deste ano, os números da crise da economia mundial eram já impressionantes. Por exemplo, no “gigante” EUA, o PIB encolheu 32,9% no trimestre abril/maio/junho, a uma taxa anualizada. “Foi a maior queda desde a Grande Depressão”, disseram as bolsas em clara descida a pique e prevendo um futuro nada tranquilo.

“Na Alemanha, motor da economia europeia, o PIB de abril a junho recuou 10,1% emrelação ao trimestre anterior. É a queda trimestral mais acentuada desde 1970, quando os registros começaram a ser realizados”, afirma-se no site “Outros Quinhentos” citado na Página Global, onde, por outro lado, se acrescenta que, se comparado ao mesmo período do ano passado, o recuo do produto alemão foi de 11,7%.

Entretanto, no meio de tanta e farta desilusão, apenas um império se safou com alguma astúcia e até “malandrices” neste período: foi o PIB da China que subiu 3,2% no segundo trimestre na comparação com o mesmo período de 2019. “No confronto com os três primeiros meses do ano, quando a economia do país parou, a alta foi de 11,5%. O crescimento chinês no segundo trimestre, baixo para o seu padrão histórico, destoa do resto do mundo. Mas a China é um ponto fora da curva, e a “fábrica do mundo”, salienta-se na publicação.

Cadê a vacina?- Para gáudio da população mundial, nem tudo o azar levou para as covas da morte, camas dos hospitais e aparelhos de ventilação.No horizonte, perspectiva-se a entrada em acção massiva da vacina contra a Covid 19, com váriaos países a chamar para si o paternidade do antídoto medicinal mais aguardado do século. Nesta corrida, acabou por surgir a Rússia que, pela voz do seu presidente, no mês de Agosto, anunciou a um planeta aterrado, mas esperançoso numa revelação verdadeira, que, finalmente, se estava em posse do bendito medicamento. “Putin anuncia que Rússia aprovou a primeira vacina contra covid-19”. Estava dada a notícia pintadapor todas as cores possíveis e imaginárias. A vacina recebeu o nome de "Sputnik V", em referência ao pioneiro satélite soviético lançado nos anos 1950, que marcou o início da corrida espacial.

Com fortes pinceladas de desconfiança, dúvidas ou incertezas quanto à sua seriedade.

Mas Vladmir Putin não surgiu na televisão para dar espectáculo. Veio com um facto simplesmente arrasador: disse até que “uma de suas filhas já foi inoculada e passava bem”. Enquanto isso, discute-se até agora a velocidade do processo de aprovação, a falta de transparência, provocando cepticismo na comunidade científica internacional, nomeadamente a que está para além da cortina de ferro da Rússia, onde pontificam os Estados Unidos da América e a União Europeia. Como seria de esperar os eternos aliados europeus do Leste uniram-se ao coro de vozes de estados asiáticos e sulamericanos apara acolher a boa nova, predispondo-se , inclusive a não só figrarem nas primeiras listas de compradores como fabricantes do produto made in Rússia.

"Sei que é bastante eficaz, que proporciona imunidade duradoura", disse Putin, durante uma reunião governamental transmitida pela TV, acrescentando que ela se mostrou eficiente durante os testes, oferecendo imunidade duradoura contra o coronavírus.

"Esta manhã, pela primeira vez no mundo, uma vacina contra o novo coronavírus foi registrada", disse Putin. "Sei que é bastante eficaz, que proporciona imunidade duradoura. Uma de minhas filhas foi vacinada, dessa forma, participado da fase detestes. Após a primeira vacinação, ficou com 38 graus de temperatura, no dia seguinte tinha 37 graus e pouco. E foi tudo.", assinalou, triunfante, o presidente russo, que logo de imediato ganhou as primeiras páginas de jornais, abriu os noticiários da maior parte das cadeias de televisão e estações de rádio do mundo. No dia 11 de Agosto, Putin fica registado na história como sendo o líder político mais falado do planeta e com ele um nome que pode virar ao avesso a própria metodologia de aceitação ou não das descobertas da comunidade científica mundual no que aos medicamentos diz respeito. De todo modo, a Rússia sai a ganhar uma corrida que atér deve ser considerada salutar, se se levara a sério e de forma responsável,pois o que está em causa é a salvação de milhões de vidas humanas.

É a corrida contra o tempo, contra as ideologias, no comércio, na guerra das patentes, na procura de posicionamentos geo-estratégicos, enfim, a descoberta de uma, duas , dezenas de antídotos contra o Covid 19, torna-se numa espécie de maratona “armamentista”, desta feita muito original, pois , querendo ou não, está a tentar a equilibrar as forças na indústria farmacéutica nos quatro cantos do mundo. Para já, as autoridades russas disseram que profissionais da área médica, professores e outros grupos de risco serão os primeiros a serem vacinados.

Como se sabe, a revelação russa, continua envolta em muitos questionamentos quanto a entrada do produto no mercado, pois diz-se não ser muito boa a notícia de que não terá obedecido o cumprimento de todas as fases dos testes, nomeadamente a fase 3, que normalmente duram meses e envolvem milhares de voluntários. De acordo com a Página Global, também existe o erro de não se ter avançado dados em publicações científicas que atestem sua eficácia.

Enfim, analistas afirmam que pouco se sabe sobre as fases de todo o processo de pesquisa e quantas pessoas foram efectivamente testadas, sabendo-se, todavia, que, no início de Agosto, o Ministério da Saúde russo, havia anunciado que os ensaios clínicos da vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa Epidemiológica e Microbiológica da Rússia (Gamalei) tinham sido concluídos, e que o país havia iniciado a etapa de registo, tão exigido agora.

A própria Organização Mundial da Saúde (OMS), em meados de Agosto, enfatizou, sem citar a Rússia, que era preciso cautela em relação às declarações sobre a eficácia de novas vacinas. "Às vezes, pesquisadores afirmam que encontraram algo. Isso é, obviamente, uma boa notícia", disse Christian Lindmeier. "Mas há uma grande diferença entre descobrir, ou ter uma pista, de uma vacina que funcione e passar por todas as fases", concluiu.

Entretanto, sem imprimir qualquer chancela de novidade pura nas mais diversas publicações ocidentais, maioritariamente controladas pelos Estados Unidos e seus aliados mais próximos de uma quase dependência económica, a Rússia continua a ser fortemente acusada de tentar “hackear pesquisas de vacinas contra o covid-19”.

Enquanto o Reino Unido diz que hackers possivelmente ligados ao serviço secreto russo têm atacado instituições britânicas, dos EUA e do Canadá para “roubar dados sobre vacina contra novo coronavírus”, Kremlin rejeitou tais acusações e contraatacou de uma forma eficaz, mostrando ao mundo o Sputnik V.

No essencial, as notícias dão conta que as autoridades ocidentais creem que os referidos ataques visam roubar “propriedade intelectual para prejudicar pesquisas”.

“As três nações alegaram que o grupo de hackers APT29, também conhecido como Cozy Bear e The Dukes, e que "quase certamente actua como parte do serviço de inteligência russo", atacou instituições de pesquisa acadêmicas e farmacêuticas envolvidas no desenvolvimento de uma vacina contra o novo coronavírus”m refere a Deutch Welle, acrescentando que o Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido (NCSC) fez o anúncio, que foi coordenado com as autoridades dos EUA e do Canadá:"É completamente inaceitável que os serviços de inteligência russos estejam visando aqueles serviços que trabalham para combater a pandemia de coronavírus'', disse o secretário do Exterior britânico, Dominic Raab, em comunicado. "Enquanto outros perseguem seus interesses egoístas com comportamento temerário, o Reino Unido e seus aliados estão continuando com o trabalho duro de encontrar uma vacina e proteger a saúde global", acrescentou-se no “despacho noticioso conjunto”.

O aviso dos aliados é sério: os ataques, "persistentes e contínuos", são vistos pelas autoridades de inteligência mais como um esforço para roubar propriedade intelectualdo que para prejudicar a pesquisa. O NCSC afirmou que a campanha de "atividade maliciosa'' está em andamento e inclui ataques ''predominantemente contra o governo e alvos diplomáticos, de assistência médica, energia e think tanks" dos três países.

Postos aqui, é caso para se dizer que, embora deste lado do mundo, não se sinta, a guerra das inteligências criativas do mais alto calibre acentuou-se ais ainda nos últimos tempos de convivência do mund com o corona vírus .Os odjectivos embutidos nas acusações são muito fortes: “Roubo”, “invasões” de informações confidenciais, são alguns dos “mimos” direccionados à grandes personalidades e instituições russas e, na maior parte dos casos, a China também surge como alvo preferencial.Ora vejamos o qe ublica a DW: “As autoridades dos EUA denunciaram acusações semelhantes há um mês (Julho)contra a China. O director do FBI, Chris Wray, disse: "Neste exacto momento, a China está trabalhando para afectar organizações de assistência médica americanas, empresas farmacêuticas e instituições acadêmicas que conduzem pesquisas essenciais sobre covid-19."

Contra todas estas acusações, nomeadamente contra a Rússia, hove sempre rejeição directamente do Kremlin e geralmente pela boca de altos dirigentes ou das autorizadas agências de notícias como a TASS ou a RIA que citam bastas vezes o porta-voz do governo, Dmitry Peskov…

Neste braço de ferro entre todas estas potências, a verdade é que com o anúncio da “sua” vacina” , a Rússia acabou por reforçar a ideia de que, mais cedo do que tarde, teremos uma vacina eficaz a resolver este problema gravíssimo, certamente criado pelo próprio homemm desde que se deu conta que o novo vírus não se circunscreveu apenas à China, há mais de oito meses, mas, sim, passou a ser considerada uma pandemia global, pela Organização Mundial da Saúde.

Os mais atentos recordam-se que, no final de janeiro, o mundo acordava assustado com apenas cerca de 10 mil casos relatados de coronavírus e pouco mais de 200 mortes entre os chineses.Rapidamente o mundo virou de patas pro ar, com os humanos mais preocupados em se salvar de um inimigo invisível a olho nu, letal e estigmatizante; que atacou tudo e todos; desde os que vivem em smptuosos palácios, suites de horte´sis luxuosos aos que habitam uma simples cabana plantada algures nos mais recônitos cantos das florestas virgens do planeta. O vírus atacou pobres e ricos, remediados, todas as classes sociais e profissões díspares; atletas, cientistas, médicos,todas as raças e tribos, religiões e geografias.

Hoje, ninguém se sente alheio à subida das estatísticas da morte e do drama de milhões de pessoas traumatizadas, pois, enquanto não se anuncar a chegada da vacina milagrosa, eficaz e global, tudo indica que futuro da humanidade estará comprometido. Os números são arrepiantes. O dia a dia continua cada vez mais pobre e densamente povoado pela incerteza de se poder voltar à uma vida normal.

Tudo se transformou num ambiente stressante, desesperante, principalmente para os países terrivelmente afectados pelas crises sociais, económicas e financeiras sazonais. E o futuro é incerto, principalmente para os países africanos. No momento em que se escreve estas linhas, o corona vírus provoca um grande número de infectados nos Estados Unidos e na Índia, mas a situação de alguns países europeus como a Espanha não é das melhores. Na América Latina, com o Brasil à cabeça, o quadro é simplesmente de muita dor e luta para, tal como noutros países como a Rússia ou a Austrália, se adoptar medidas mais enérgicas para contenção da doença, no intuito de todos salvarem a riqueza produzida ou a que se prevê criar.

No meio desta luta, surgem também fortes manifestasções contra certas lideranças políticas, cujas medidas sanitárias adoptadas ou não, abalaram fortemente a saúde e o bem estar das populações em todos cinco continentes.

O coro das críticas actuou mais incisivamente contra o Presidente dos Estados Unidos da América,Donald Trump, e do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, com este último a desprezar a capacidade de matar em massa do vírus. O líder brasileiro vai ficar certamente na história como uma pessoa que, no meio de tantos óbitos de brasileiros, foi capaz de mostrar ao mundo o quão ridícula foi a sua análise dos efeitos da pandemia, cujo vírus foi descrito por ele como "gripezinha", dizendo mesmo que poderia desaparecer no passado mês de março.

Países com lideranças mais serias vão tentando contornar os ataques do vírus do século. Cada um com a sua estratégia e armas à disposição, a verdade é que todos têm em comum um objectivo: minimizar os estragos da pandemia nas suas economias.

Assim, grande parte dos países que conseguiu atenuar as consequências nefastas do “bichinho” feroz, adoptou como “curativo” as quarentenas rígidas , anti-populares, mas necessárias para salvar o maior número de afectados possível e matê-los saudáveis.

Neste momento, e mesmo com as quarentenas, cercas sanitárias e outras medidas como o uso obrigatório das máscaras nas ruas e locais fechados, incluindo dentro de casas ou transportes públicos, continuan a ser o antídoto principal para conter a vaga de novas “explosões” destas bombinhas mortais no seio das comunidades.

Os que inicialmente viveram a ilusão de terem afastado o vírus, com a diminuição drástica de infecções, de repente sentiram, de novo, o impacto do vírus, colocando todos em alerta máximo, enquanto se espera a chegada da vacina para a imunização definitiva de milhões de seres humanos. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, em 30 de janeiro de 2020, que o surto da doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19) constituía uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional – o mais alto nível de alerta da Organização, conforme previsto no Regulamento Sanitário Internacional. Em 11 de março de 2020, a COVID-19 foi caracterizada pela OMS como uma pandemia, segundo atestaram inúmeras publicações que, praticamente, trazem à estampa, todos os dias,matérias relacionadas com a pandemia, desde o mais pequeno e insignificante folheto aos jornais de grandes tiragens milionárias do planeta.

Foram confirmados no mundo cerca de vinte milhões casos de COVID-19 e mais de 750 mortes até a segunda quinzena de agosto de 2020.Desde o ano passado, a comundade terráquea está praticamente toda mobilizada a acatar as medidas de prevenção baixadas pela OMS; a linguagem é a mesma, a praticabilidade dos actos é semelhante desde o Norte, passando pelo Sul, Leste e Oeste: lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool em gel e cobrir a boca com o antebraço quando tossir ou espirrar (ou utilize um lenço descartável e, após tossir/espirrar, jogue-o no lixo e lave as mãos), tornaram-se regras que devem ser seguidas rigorosamente por todos.

E a África?-Ao contrário dos vaticínios “mórbidos” da Organização Mundial da Saúde relativamente ao continente  berço da humanidade, que a esta altura estaria numa situação muito mais catastrófica que outras regiões do mundo, os dados indicam que a Áfriva vai se aguentando como pode, para deitar por terra os argumentos da OMS, apesar de se estar a assistir ao crescimento de número de pessoas afectadas. Todavia, os números são, de longe, muito distantes dos que continuam a ser alcançados por países como os Estados Unidos da América,Brasil, a Índia ou a Espanha.

Entretanto, de acordo com publicações atentas à evolução do vírus à escala continental,“existe um enigma do notório baixo índice de mortes comparado com o resto do mundo”; apontando-se essencialmente o facto de as pessoas serem muito mais jovens, com idade média de 19 anos ( e a covid-19 está associada a pessoas mais velhas). Outros problemas de saúde “cooperam” para que as estatísticas cresçam mais noutros países mais ricos , tais como a obesidade e diabetes do tipo 2 ( aumentam os riscos da covid-19, são menos comuns na África).

Ao que parece, a África, julgada e sentenciada como a parte mais frágil desta fase da propagação mundial da pandemia, vai dando conta do recado no que a contenção do vírus diz respeito,mormente nos países à priori mais vulneráveis, nomeadamente os localizados abaixo da linha do Equador, onde a África do Sul lidera o quadro dos números de forma isolada, com acrescidas preocupações.

De todo modo, tal como noutras regiões do mundo, em África as lideranças também aguardam ansiosamente pela descoberta da vacina, pois esta impediria a dissiminação do vírus que tem forçado a todos a imprimirem maior cautelas na tomada de posições mais rigorosas contra as populações, caso estas não cumpram com o que está decretado por leis, algumas das quais musculadas, limitando inclusive os direitos à liberdade.

A boa notícia é que pelo menos seis vacinas estão entrando na fase três de testes clínicos. Essa fase é crítica, pois, segundo fazem crer diversas fontes científicas, é exactamente quando se descobrie se as vacinas promissoras realmente funcionam.

Nesta linha de pensamento, a doutora Margaret Harris, da OMS, disse recentemente:

"As pessoas têm essa crença holiwoodiana numa vacina; que os cientistas vão resolver tudo. Num filme de duas horas, o final chega rápido, mas os cientistas não são Brad Pitt se injectando e dizendo “nós vamos todos nos salvar'".  

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