MUNDO

 
5 de novembro 2017 - às 06:50

COREIA DO NORTE A TEIMOSIA DE KIM JONG UN

A Coreia do Norte anunciou em comunicado do Ministério da Defesa, ter testado com sucesso o primeiro míssil balístico intercontinental (ICBM), uma etapa crucial para a realização do objectivo de poder ameaçar os Estados Unidos com armas nucleares

 

O lançamento foi realizado por volta das 09:40 (21:40 em Luanda), a partir da província norte-coreana de Pyongyang Norte e, segundo anunciou a televisão estatal do país, foi supervisionado pelo próprio líder, Kim Jong Un.

Kim Jong Un conhecido como "camarada brilhante" disse aos "cientistas e técnicos que os Estados Unidos iriam ficar descontentes ao testemunharem as opções estratégicas da República Popular Democrática da Coreia porque lhes foi dada uma “encomenda de prendas” no Dia da Independência.

"Com um largo sorriso na cara", Kim Jong Un ordenou ainda que sejam enviadas "encomendas de prendas" grandes e pequenas aos norte-americanos.

O comando das forças norte-americanas para o Pacífico confirmou o lançamento e indicou que se trata de um projétil de médio alcance.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, já reagiu questionando se o líder norte-coreano "não tem nada melhor para fazer na vida?". Trump instou a China a endurecer a posição em relação à Coreia do Norte.

Segundo o Ministério da Defesa japonês, o míssil lançado atingiu uma altitude superior a 2.500 quilómetros. "Estima-se que o míssil atingiu uma altitude bastante superior a 2.500 quilómetros, seguiu durante 40 minutos e caiu no mar do Japão, na zona económica exclusiva do arquipélago, a 900 quilómetros de distância do ponto de partida", disse o Ministério de Defesa em comunicado.

A televisão estatal norte-coreana confirmou estas informações.

Um analista de armas considerou que o míssil pode ser suficientemente poderoso para chegar ao Alasca, nos Estados Unidos.

A Coreia do Norte tem aumentado nos meses mais recentes os testes com mísseis balísticos e pretende construir mísseis nucleares que possam alcançar território norte-americano, um registo que segundo os especialistas ainda permanece longínquo.

O programa nuclear e de mísseis norte-coreano constituem um dos mais importantes desafios de política externa que enfrentam os dois novos líderes, e aliados, em Washington (EUA) e Seul (Coreia do Sul).

Em conferência de imprensa, o Ministro e porta-voz do Governo do Japão, Yoshihide Suga, disse que o míssil deverá ter caído nas águas da Zona Económica Especial nipónica, a qual se estende a cerca de 200 quilómetros das costas do arquipélago.

Este ensaio de armamento norte-coreano, o primeiro desde 08 de Junho, quando Pyongyang disparou um míssil de cruzeiro, ocorre depois de o novo Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e do homólogo norte-americano, Donald Trump, se terem reunido na semana passada, em Washington, para abordar a questão do regime norte-coreano.

Nunca a Coreia do Norte tinha arriscado tanto assim, o Conselho de Segurança da ONU reuniu de urgência. Numa altura em que Pyongyang diz que agiu em "legítima defesa" e Donald Trump diz que "todas as opções estão na mesa".

Este teste pode ter sido o mais bem sucedido até à data para a Coreia do Norte.

Texto adaptado no Diário de Noticias português. 

 

TRUMP AMEAÇA DESTRUIR A COREIA DO NORTE E O KIM HOMEM FOGUETE

Primeiro discurso do Presidente dos EUA na Assembleia-Geral da ONU marcado por fortes ameaças ao Irão e à Coreia do Norte e por uma defesa do "patriotismo e orgulho" de cada nação

Depois do primeiro dia de aquecimento na sede das Nações Unidas e, passado a distribuir amáveis agradecimentos e incentivos, Donald Trump, discursou pela primeira vez perante os líderes e representantes de todos os países e milhões de pessoas em todo o mundo. E a mensagem não podia ter sido mais clara e forte, e em linha com as promessas que o fizeram chegar à Casa Branca: a sua América está em primeiro lugar e não está interessada em exportar a democracia; em vez disso, Trump defende que a paz só pode triunfar num mundo que respeita vários sistemas políticos e em que o denominador comum é o patriotismo.

O primeiro país a ficar com as orelhas quentes foi a Coreia do Norte – a transmissão em directo a partir da sede das Nações Unidas mostrou um representante norte-coreano quase sempre de olhos em baixo, a tirar apontamentos. E era para o representante norte-coreano que a câmara de televisão estava a olhar quando Donald Trump começou a ameaçar Kim Jog-un e o seu regime: “Ninguém tem mostrado mais desprezo do que o regime depravado da Coreia do Norte” e “nenhum país na Terra tem interesse em ver este bando de criminosos armar-se com armas nucleares e mísseis” foram apenas duas das frases dirigidas ao país.

Apesar de ter agradecido à China e à Rússia por terem aprovado as mais recentes sanções contra a Coreia do Norte no Conselho de Segurança da ONU, o Presidente norte-americano disse que é preciso fazer muito mais. E se a Coreia do Norte não perceber que “a desnuclearização é o seu único futuro aceitável”, então os Estados Unidos vão agir: “Não teremos outra escolha senão destruir totalmente a Coreia do Norte – o "homem foguete" está numa missão suicida para o país dele e para o seu próprio regime”, disse Trump, voltando a usar a nova alcunha que escolheu para Kim Jong-un – mas, desta vez, em plena Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Depois de pedir aos países-membros da ONU que isolem a Coreia do Norte, o Presidente dos Estados Unidos virou-se para o Irão – e, se é verdade que as ameaças verbais à Coreia do Norte são repetidas há muito tempo, aquilo que Donald Trump disse sobre o Irão foi muito mais importante. Na prática, o Presidente norte-americano disse que o acordo sobre o programa nuclear iraniano, alcançado durante a era de Barack Obama, é para ser rasgado.

Texto adaptado no Diário de Noticias português. 

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