LEITORES

 
30 de janeiro 2016 - às 16:17

CONVIVER NA DIFERENÇA: EIS A QUESTÃO!

Um dos 8 desafios do milénio é a aceitação global da 'orientação sexual', sem discriminação. Na ocasião, referi,  que, com aquela formação recebida, debates e análises mais profundas, como estudantes que somos, devíamos pautar afincadamente por uma convivência mais sadia, respeitando as diferenças de cada um.

 

No final do ano passado, terminei uma formação intensiva de “Capacitação Pedagógica”, numa iniciativa da Casa da Juventude de Viana, no âmbito do  cumprimento do Plano de Férias que esta instituição organiza no termo de cada ano lectivo.

O grupo era composto por licenciados, bacharéis e técnicos médios, suscitando assim o interesse a direcção daquele centro em arranjar boas condições para o nosso acolhimento, sendo de louvar o facto de ter disponibilizado o seu anfiteatro, também conhecido por “sala de cinema”. 

Foi uma formação essencial tanto para o  aumento cognitivo (conhecimento), bem como psicomotor (saber fazer). Muitos dos conteúdos abordados ao longo da formação comungam com os dos programas ministrados em algumas cadeiras já vistas na faculdade, nomeadamente Psicologia da Educação e do Ensino, Psicologia de Orientação Vocacional e Profissional e Diagnóstico de Avaliação Psicológica.

 Bem no final da formação, fomos convidados a ministrar aulas sobre temas de nossa livre escolha. Um dos meus colegas optou em abordar a problemática do SIDA. No decorrer da sua explanação, uma das formandas (feita aluna) no auditório, questionou-lhe sobre a relação entre gays do sexo masculino, mais propriamente se  há a possibilidade de contraírem o vírus do HIV.

Ao responder a questão disse que existe obviamente, mas que não gostava de comentar o assunto porque a “relação gay” irrita-lhe. Cenário que suscitou algumas apreciações: é mister salientar que nas sociedades modernas actuais, cada pessoa é livre de escolher a sua orientação sexual, seja homo, hétero, ou bi-sexual. Segundo a literatura, a opção gay não  decorre de um desvio de personalidade mas,sim, uma escolha sã de um indivíduo normal.  E  mais: o conceito de família, em muitas sociedades vem sendo interpretado como um conjunto de pessoas adultas seja do mesmo ou sexo diferente, que têm crianças sob sua tutela, partilhando vínculos sanguíneos ou por afinidade.

Um dos 8 desafios do milénio é a aceitação global da 'orientação sexual', sem discriminação. Na ocasião, referi,  que, com aquela formação recebida, debates e análises mais profundas, como estudantes que somos, devíamos pautar afincadamente por uma convivência mais sadia, respeitando as diferenças de cada um.

Em suma, é preciso que se aceite as diferenças, para se facilitar o convívio social sem rotular aquele ou outro indivíduo que tenha uma orientação diferente, raça, cor, status social, clube desportivo, crença religiosa. De igual modo, não se deve estigmatizar os portadores de doenças graves ou incuráveis, deficientes físicos e, até mesmo, olhar mal o outro por identificar-se com uma ideologia diferente, de forma a facilitar a inclusão social e bem-estar de todos. Enfim, não  escamotear os direitos fundamentais de alguns como se observa actualmente na nossa sociedade! 

 

Eduardo Ebo, 

Bacharel em Psicologia Clínica

Luanda

 

TIRADAS DA IMPRENSA

 

“O presidente dos EUA, Barack Obama, fez na noite de 12 de janeiro, no Capitólio,o  seu sétimo e último discurso do Estado da Nação. O discurso, realizado anualmente e sempre em janeiro, acontece numa sessão conjunta do Congresso e é uma forma de o presidente prestar esclarecimentos sobre a situação do país e planos para o futuro a senadores, deputados, militares e membros da Suprema Corte”. 

- In “G 1 Mundo”

 

“Como previsto, o presidente adoptou um tom otimista, afirmando que os americanos não devem temer o futuro, apesar das incertezas.Em diversos momentos, ele citou comentários pessimistas feitos por pré-candidatos republicanos e os desmentiu. Sem fazer alusões diretas, mencionou por exemplo pessoas que falam em decadência económica, rejeitam o aquecimento global, defendem bombardeios em zonas civis na Síria e atacam muçulmanos, todos pontos já abordados pelos líderes nas pesquisas Donald Trump e Ted Cruz”- Ídem.

 

 “Vivemos numa época de mudanças extraordinárias, mudanças que estão remodelando a forma como vivemos e trabalhamos, nosso planeta e nosso lugar no mundo... São mudanças que podem abrir oportunidades, ou ampliar desigualdades. E, gostemos ou não, o ritmo dessas mudanças irá apenas se acelerar", afirmou. "A América passou por grandes mudanças antes – guerras e depressão, o influxo de imigrantes, trabalhadores lutando por condições justas, e movimentos para expandir os direitos civis”, acrescentou- Ídem, ídem.

 

“Obama afirmou que declarar que o combate ao Estado Islâmico é a “Terceira Guerra Mundial” é um exagero, mas que  os seus militantes são “assassinos e fanáticos que precisam de ser rastreados, caçados e destruídos” …isso é exactamente o que os EUA estão a fazer. "Se vocês duvidam do comprometimento dos EUA - ou do meu - em ver a  justiça sendo feita, apenas perguntem a Osama Bin Laden(…)”- Ídem, Ídem.

 

BOCAS SOLTAS

 

Boa notícia: “Angola cumpriu o primeiro dos seus dois anos de mandato no Conselho de Segurança das Nações Unidas, iniciado em 1 de Janeiro de 2015, mantendo-se fiel à sua bandeira: privilegiar a prevenção e a resolução de conflitos para manter a paz e a segurança internacional, especialmente em África, continente assolado por inúmeras crises políticas”- indica a Angop, num artigo retrospectivo do ano ora terminado. Afinal, o nosso país, visto de fora, está a desempenhar bem o seu papel na ONU e recomenda-se. A fonte revela factos e números interessantes. Angola foi eleita em 16 de Outubro de 2014 como membro Não-Permanente daquele órgão. “Com efeito, durante as 245 reuniões públicas e privadas, bem como as 151 sessões de consultas realizadas pelo Conselho de Segurança (CS), de Janeiro a Dezembro de 2016, Angola advogou a via do diálogo para a resolução dos conflitos que ciclicamente ocorrem em vários países do mundo”, revela a fonte. Apanhados habitualmente desprevenidos, por falta de informações mais seguras e actuais, os cidadãos torcem o nariz, preferem olhar para a crise económica interna, analisar as makas todas em função do que se passa aqui dentro. O que se passa lá fora…Vamos acompanhar algumas opiniões:

 

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“Sinceramente, acho que essas notícias são sempre bem-vindas.Mas a maka é que continuamos a ter um déficit comunicacional muito grave.Como é possível se reunir tantas centenas de vezes e Angola estar na roda viva  como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU e a malta não saber exactamente sobre o desempenho regular dos nossos diplomatas em Nova York?. Pelo sim ,pelo não, prefiro ver os meus problemas de falta de luz , água e comida boa na mesa do que me distrair com essas notícias…” 

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“Só quem está distraído é que desvaloriza o desempenho do nosso país na ONU,uma vez que até na resolução dos sucessivos conflitos na região dos Grandes Lagos, o país esteve sempre muito bem.Os problemas internos ocasionados pela crise económica, os graves problemas sociais e até relacionados com os direitos humanos abafam a acção diplomática meritória do nosso governo lá fora…”.

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“Acho justo que se reconheça os esforços de Angola no quadro da sua estratégia diplomática no concerto das nações.Agora, têm razão aqueles que dizem que a acção informativa sobre estes momentos bons da nossa diplomacia  devia constituir uma preocupação permanente.O povo deve ser informado, na medida do possível, sobre o que se está a fazer lá fora, principalmente na qualidade de o nosso país ter sido privilegiado,mais uma vez, para fazer ouvir a sua voz na ONU.

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“Já agora, deviam apresentar o orçamento que o governo disponibiliza para que a diplomacia angolana faça todo este esforço, numa altura em que se diz por aí que haverá uma “vassourada” de quadros nas embaixadas, inclusive com o fecho de muitas delas.Isto é que seria uma boa notícia, numa altura em que a crise continua a apertar feio”.

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“Por mim, o executivo devia regressar ao antigo sistema de comunicação regular com todos os meios de comunicação social nacionais para que torne públicas as mais importantes actividades realizadas por si em determinado tempo. Lembro-me bem das célebres conferências de imprensa após a realização,por exemplo, das reuniões do Conselho de Ministros.Numa altura dessas, o Executivo devia investir mais na informação com transparência. 

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