PONTO DE ORDEM

 
26 de dezembro 2016 - às 07:27

COMPROMISSOS DE NAÇÃO

O País reclama cada vez mais por um maior engajamento patriótico do seu povo para que as grandes tarefas do desenvolvimento se efectivem com a participação massiva de todas as forças vivas do mosaico angolano e não é demais repetir que um dos desideratos para isso é criar-se uma confiança entre governantes e governados, fazendo vingar a gestão participativa que se recomenda em países que consolidam ou estabelecem como metas de orientação o sistema de governação democrática, como é o caso de Angola.

 

O País vai entrar em 2017 trabalhando para as eleições gerais que se realizarão em Agosto e que elegerão novos dirigentes. Importantes responsabilidades se colocam aos diferentes partidos políticos numa altura em que se verifica um distanciamento entre eles e a sociedade cansada de promessas e constatado falta de medidas eficazes que possam levar o País a desenvolver-se de forma sustentada eliminando-se as assimetrias gritantes entre as cidades e o interior.

Do conjunto de tarefas que urge atacar sem contemplações, na mira da credibilização dos órgãos do poder para maior moralização da sociedade, o combate à corrupção generalizada que grassa pelo País tem de ser prioritário, se queremos ver maior imagem de Angola quer diante das principais instituições internacionais como do mundo, de forma geral.

Na verdade, numa altura em que, sobretudo a nível dos países da comunidade de língua portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné- Bissau, Guine Equatorial, Moçambique, Portugal, S.Tome e Príncipe e Timor-Leste), se enceta individualmente um combate por gestões governativas eficientes e transparentes, não se pode compreender como no nosso País, onde a corrupção foi definida, um dia já distante, como o segundo mal depois da guerra que entretanto já conheceu o seu final há pouco mais de 14 anos, que nada de efectivo se faça para combater esse flagelo. Se assiste com a maior impunidade a suspeitos casos de aumento individual de riqueza por delapidação de bens públicos, da falta de prestação de contas, de contratos para a realização de obras sem concursos públicos e com preços astronômicos, quantas vezes com as obras eternamente a não se realizarem, enfim um sem número de acções que chocam com a transparência que se pretende.

O País reclama cada vez mais por um maior engajamento patriótico do seu povo para que as grandes tarefas do desenvolvimento se efectivem com a participação massiva de todas as forças vivas do mosaico angolano e não é demais repetir que um dos desideratos para isso é criar-se uma confiança entre governantes e governados, fazendo vingar a gestão participativa que se recomenda em países que consolidam ou estabelecem como metas de orientação o sistema de governação democrática, como é o caso de Angola. As resistências que hoje se conhece quanto ao registo eleitoral, o que tem obrigado a insistentes apelos, quer da governação como de outras forças políticas engajadas no processo, é bem a prova evidente do descaso patente quanto aos desafios do País, que tem de ser vencido por todos. E a situação pode-se inverter favoravelmente se os actos da governação forem credibilizados, se se ganhar maior confiança na classe política, não pontualmente mas sempre.

O País vai conhecer eleições gerais em Agosto de 2017, nela acredita-se que nem todas as forças políticas que hoje integram o quadro da dirigência actual continuarão mas o mais importante é que do pleito que se avizinha saia, de forma geral, um quadro de dirigentes com ideias renovadas, que se destaquem pelo engajamento e devoção à causa mais nobre da nação, que não vejam na política um caminho seguro para o enriquecimento apenas do seu pecúlio pessoal. Que haja um ambiente de cumplicidade entre governantes e governados para se construir a Angola melhor que todos anguramos. 

Esses são compromissos de nação.  

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