LEITORES

 
2 de outubro 2016 - às 05:11

COM O PREÇO DO PÃO NÃO SE BRINCA…

Com o pão não se brinca.Agora resta aguardar por novos desenvolvimentos no que respeito diga à importação da farinha de trigo, uma vez que a imprensa pública não fala noutra coisa que não a tomada de medidas do governo em relação ao assunto.

 

O governo agora decidiu meter as mãos na massa e resolver a maka do preço do pão e, para tal, qual varinha mágica, descobriu o fermento, a farinha, os sacos e quem pode, de facto, contribuir para que não fique numa saia justa.

Como simples cidadão, acredito que a própria comissão económica tenha feito um grande esforço para , de uma só assentada, começar a importar farinha de trigo da Turquia, da Grécia ou da Austrália, depois de ter consentido uma saravaida de críticas muito justas  dos consumidores deste pão que o diabo amassou mesmo.

Assistiu-se  a máquina comunicacional pública a fazer uma cobertura genial sobre o facto, com muitos intervenientes a aparecerem a dizer que, “sim, senhor; agora é que vai ser. O preço do pão está a baixar e vai baixar mais!”.  Na mesma orquestra surgiram uns barítonos como os homens do Entreposto Aduaneiro, da Associação dos Padeiros e afins a proclamarem aos quatro ventos que, de quinze em quinze dias, os portos de Luanda, do Namibe e do Lobito, salvo erro, irão receber seis mil toneladas de farinha de trigo!

Por onde andavam estes empresários, depois de meterem na lama as boas intenções do governo no sentido deste  não ser apanhado quase sempre em contramão, num claro posicionamento de quem está sempre predisposto a transformar-se num saco de pancadas?

A verdade é que, afinal, sempre houve uma solução. E acredito que se o Estado e as entidades afins metessem ordem no circo dos padeiros e importadores não se chegaria ao ponto de a população ver-se confrontada com a falta de uma clara estratégia de planificação na importação de um produto da cesta básica alimentar, por sinal o mais importante em qualquer parte do mundo. Chega-se à conclusão pura e simples que, afinal, o BNA tem divisas. Os bancos comerciais têm divisas para importar a bendita farinha de trigo que tanta falta faz ao povo. E, também, em qualquer parte do mundo, mesmo desalinhado com o movimento dos Não-Alinhados, tal perspectiva de faltar pão à mesa dos trabalhadores honestos, daria uma sarrabulhada política, tal como aconteceu em Moçambique.

Com o pão não se brinca.Agora resta aguardar por novos desenvolvimentos no que respeito diga à importação da farinha de trigo, uma vez que a imprensa pública não fala noutra coisa que não a tomada de medidas do governo em relação ao assunto.

Oxalá que os importadores do costume não retornem à posição inicial.Esperar para ver o que acontece; esperar se o governo comece a meter na cadeia a enorme vaga de especuladores que, aproveitando-se da crise, tudo fazem para colher os seus dividendos. E se são “os do costume”, porquê que a mesma malta foi chamada a resolver o problema?Estranho.Muito estranho.

Luís F. Medeiros S. Lapa

Huambo

 

TIRADAS DA IMPRENSA

“Pouco conhecimento faz com que as pessoas se sintam orgulhosas. Muito conhecimento, que se sintam humildes. É assim que as espigas sem grãos erguem desdenhosamente a cabeça para o Céu, enquanto que as cheias as baixam para a terra, sua mãe”.

LEONARDO DA VINCI

 

“A paciência faz contra as ofensas o mesmo que as roupas fazem contra o frio; pois, se vestires mais roupas conforme o inverno aumenta, tal frio não te poderá afectar. De modo semelhante, a paciência deve crescer em relação às grandes ofensas; tais injúrias não poderão afectar a tua mente”.

ÍDEM

 

“O meu ideal político é a democracia, para que todo o homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado.”

ALBERT EINSTEIN

 

“Metade dos americanos nunca leu um jornal. Metade nunca votou para presidente. Espera-se que seja a mesma metade.”

GORE VIDAL

 

BOCAS SOLTAS

O internacional angolano Olímpio Cipriano, de 34 anos, renovou o seu vínculo contratual com o Recreativo do Libolo do Cuanza Sul por mais duas épocas, diz a Angop, socorrendo-se do site do clube,“contrariamente a informação de alguma imprensa nacional que dava como certa a transferência do extremo para uma outra agremiação”. (No caso, provavelmente o Petro de Luanda). Recentemente, soube-se que Carlos Morais, outra legenda do Libolo, que já passou pelos “petrolíferos”, assinou contrato com o Sport Lisboa e Benfica por duas épocas. A maka é: por quantos “tostões”  estes dois craques assinaram? O cidadão em tempo de crise quer saber de tudo: de si e dos seus concidadãos, seja lá a que áreas de actividade pertençam. Deixemos de curvas por baixo da cesta básica para sabermos o que vai pela cabeça do povo:

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“Seja qual for o volume financeiro do contrato rubricado por estes brilhantes atletas, eles merecem porque trabalham no duro.Deixemos os putos com a felicidade deles enquanto é cedo, uma vez que a carreira desportiva é curta. Deixe-os aproveitar porque, como nós , têm família!”

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“Eu não sou invejoso, mas dizem que estas “estrelas” ganham mais de duzentos mil dólares por época e nem estão inscritos na segurança social. Logo, nem sequer pagam impostos como os trabalhadores comuns. Mas eles não têm culpa. O culpado é quem os paga e cobram comissões e nem dão cavaco ao Estado, que somos todos nós!”

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“Se tivesse pernas para ainda jogar, fugiria imediatamente do país.Mas o que acontee é que vamos vendo cada vez mais atletas estrangeiros a serem contratados pelas nossas equipas nacionais. Porquê que não se aposta na formação dos jovens angolanos, uma vez que alguns destes expatriados arrastam-se pelos  campos? Pressinto que as “luvas” que os dirigentes desportivos recebem dizem tudo…”

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“Se existe um país no mundo inteiro onde se fazem contratos de trabalho e não se dá cavaco a ninguém é o nosso. Porquê agora tal estranheza?.Sempre foi assim! Até porque estes rapazes , quando estão a serviço das selecções nacionais, que já nos deram muitas alegrias. passam mal! Eles que aproveitem,  e mais nada!”

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“Quer o Olímpio Cipriano quanto o Carlos Morais querem ver , nessa idade, as suas vidas resolvidas. Vão aonde lhes der na telha. Por mim, têm razão, uma vez que aqui quanto à fuga ao fisco somos umas estrelas dentro e fora do campo. Deixemos os “rapazes” em paz”…  

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