RECADO SOCIAL

 
27 de November 2020 - às 18:12

COLAPSO GLOBAL E ANGÚSTIA GENERALIZADA

Assim, o mundo avança quase às cegas para  defender-se de um “inimigo invisível e letal”; mas, provavelmente, este “inimigo”, pela primeira vez, terá sido capaz de reunir um universo de cientistas de todas as geografias com o objectivo único de descobrir, em tempo recorde, uma vacina. Contra o novo coronavírus, está a ser possível existir uma competição, cuja finalidade é a mesma: travar imediatamente e a todo custo a pandemia, imunizar centenas de milhões de pessoas e restabelecer a vida normal no planeta Terra.

 

Não se sabe ao certo quando e como este mundo poderá sair desta dramática situação resultante da brutal existência de um novo coronavírus, cuja capacidade destruidora d’almas e das economias nacionais é, definitivamente, tão ou mais forte que todas as guerras comerciais registadas um pouco por todo o lado entre estados, empresas e marcas, multinacionais e/ou impérios industriais mundiais.

O SARS-COV 2 chegou à China nos finais do ano passado, mas acabou por  queimar, sucessivamente, todas as linhas fronteiriças possíveis e imaginárias; fintou as projecções científicas dos mais renomados académicos, colocou as políticas dos principais líderes mundiais completamente comprometidas e, mais cedo do que tarde,  chegará a altura em que as agendas eleitorais da maior parte destes estadistas não irão resistir diante deste ataque avassalador de uma pandemia que já matou ou deixou marcas terríveis em biliões de  seres humanos.

Desde os fracos aos mais fortes, todos os estados, sem excepção, estão a chegar ao ponto de declarar falência dos seus sistemas de saúde, sejam eles sustentados por políticas de esquerda ou de direita. Todos estão a falhar ou simplesmente deixaram de existir. Outros, que até serviram como arma principal para a conquista ou preservação do poder estão absolutamente mais fragilizados e prestes a “dar o berro”.

Assim, o mundo avança quase às cegas para  defender-se de um “inimigo invisível e letal”; mas, provavelmente, este “inimigo”, pela primeira vez, terá sido capaz de reunir um universo de cientistas de todas as geografias com o objectivo único de descobrir, em tempo recorde, uma vacina. Contra o novo coronavírus, está a ser possível existir uma competição, cuja finalidade é a mesma: travar imediatamente e a todo custo a pandemia, imunizar centenas de milhões de pessoas e restabelecer a vida normal no planeta Terra.

De uma maneira ou doutra, as sociedade humanas continuam literalmente resignadas quanto aos novos ataques da pandemia; estão também expectantes, dependentes da evolução ou não das estatísticas que ensombraram estes últimos meses do ano. As cifras reveladas são, de todo, catastróficas para as economias dos estados. Economias e empresas que todos os dias fecham as portas e colocam barreiras à entrada de novos empregados; constatam que os governos estão cada vez mais virados a imprimir medidas de contenção da propagação do vírus, apertando nas regras de restrição da circulação de pessoas e do comércio; logo, na maior parte dos casos, elas sentem-se abandonadas, ameaçadas, atiradas para segundo plano. Então caem; fazem-se despedimentos em massa; fecham-se as comportas de entrada do ar para o desenvolvimento industrial, agro-pecuário e pesqueiro, desportivo, cultural e até religioso.

Em vários estados considerados “civilizados e democráticos q.b”, baixa-se os cassetetes e atiram-se bombas; prende-se milhares de manifestantes; atiram para os esgotos da história as leis que há centenas de anos tornaram mais humanas as sociedades livres. Este é um dos resultados mais duros da Covid 19: atacou a alma da democracia, a liberdade dos homens, o direito de se respirar à vontade! Enfim, não raras vezes, a imprensa internacional noticia que, mesmo nos Estados Unidos da América ou na Europa, já existem cenários em que as autoridades queimam literalmente as páginas mais nobres das respectivas leis constitucionais ou legitimam acções de violência e corte de direitos por forma a que não se veja o poder na rua, estabelecido através de convulsões sociais, manifestações desordenadas e o caos generalizado.

Isto é um retrocesso forçado por um “vírus invisível”! Nota-se que o poder, hoje mais do que nunca,  foi entregue às autoridades policiais ou militares. Entram em cena como se estivessem numa guerra autêntica, onde a força impera e os direitos à liberdade são bastas vezes espezinhados. Por seu turno, os combatentes pelas causas mais nobres vergam-se aos novos tempos. O seu sentimento de revolta é razoavelmente entendível, mas sabem que algumas restrições são impostas para defender o bem VIDA, e, contra este facto, os defensores dos direitos humanos, as organizações cívicas ou os activistas sociais, poucos argumentos apresentam para se saírem vitoriosos.  

Carlos Miranda - carlosimparcial@gmail.com

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