CULTURA

 
3 de abril 2018 - às 07:07

CENTRO CULTURAL KILAMBA: A RESERVA DA MÚSICA POPULAR ANGOLANA

Sobrevivente entre os centros culturais e recreativos espalhados pelo país até os anos 80, com particular destaque na capital angolana-Luanda, o Centro Cultural e Recreativo Kilamba é actualmente a única reserva moral da música popular angolana (música angolana do antigamente), fruto do seu resistente programa Musongué da Tradição que acontece uma vez por mês

 

Fruto da paixão e da visão nostálgica do seu responsável, Estêvão Costa, o ex-Maria das Escrequenhas tornou-se há mais de 10 anos na referência e ponto de convergência quando se trata da música popular angolana, dando voz e "ressuscitando" agrupamentos e artistas individuais em "vias de extinção".

 Surgido na década de 70, altura em que rivalizava com outros espaços, entre os quais o Centro Cultural e Recreativo Gajajeira, Maxinde, o Kilamba, depois de uma operação de cosmética, continua a dar espaço para a velha e nova geração de artistas angolanos, contribuindo para o resgate da dignidade de um leque de artistas que depois dos anos 90 tinham desaparecido da cena musical.

Uma vez por mês, num domingo, o espaço se tem tornado na casa de frequência de centenas de angolanos ávidos em ouvir e ver ao vivo nomes de referência da música angolana, individual ou agrupamentos, numa clara mensagem da necessidade do aumento da oferta nesta vertente.

Com uma diversificação de oferta, a gerência do espaço tem procurado colocar ao dispor dos amantes da música angolana do antigamente um verdadeiro cardápio musical para todos os gostos, mas privilegiando, acima de tudo, música que marcou e continua a marcar o espaço nacional, levando o público a autênticas viagens ao passado do musical hall angolano.

 A casa, que também é conhecida como a Catedral da Música Angola, trouxe de volta ao mercado agrupamentos como Os Kiezos, Jovens do Prenda, Kimbambas do Ritmo, e artistas individuais da velha guarda que há muito estavam relegados ao estaleiro.

Na sua grelha de programas, o destaque recai para o Muzongué da Tradição,  um programa que teve o seu início em Fevereiro de 2007 e visa a promoção, divulgação e valorização da música angolana produzida nos anos 60, 70 e 80.

Mas tem promovido também o "Farrar ao Antigamente" e "Show à Sexta-Feira".

Reinaugurado em Dezembro de 2001 pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, depois de longos anos voltado ao abandono, o Kilamba se tem dedicado nos últimos anos à promoção e à valorização da música angolana dos anos 1950, 60 e 70. 

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