FIGURAS DO MÊS

 
5 de outubro 2013 - às 09:56

Carlos Morais: UM ANGOLANO NA NBA

O extremo base angolano, Carlos Morais, 28 anos, 1,96 de altura, representa este ano a equipa do Toronto Raptors, da Liga Norte-Americana de Basquetebol, em companhia de outros dois novatos, Chris Wright, extremo de 28 anos, que saiu do ColégioDayton, e do base Julyan Stone, também de 25 anos, do Colégio Texas El Paso.

 

O extremo base angolano, Carlos Morais, 28 anos, 1,96 de altura, representa este ano a equipa do Toronto Raptors, da Liga Norte-Americana de Basquetebol, em companhia de outros dois novatos, Chris Wright, extremo de 28 anos, que saiu do ColégioDayton, e do base Julyan Stone, também de 25 anos, do Colégio Texas El Paso.
A actuação do jogador angolano começa em Outubro quando os Toronto Raptores começarem a disputar a série de oito jogos que agendou para a pré-temporada. O primeiro será a 7 de Outubro contra os Boston no pavilhão TD Garden, às 1h30 locais, seguindo-se depois contra os Minisota, em Toronto, New York Nicks, em Toronto, Minisota, em Mineapolis, Boston, em Toronto, New York, em Toronto, Menphis, em Toronto e Milwaukee, na cidade do mesmo nome.
Carlos Morais, cujo valor do contrato não é revelado, terá assim este ano uma temporada para mostrar as suas qualidades na equipa treinada por Dwane Casey, coadjuvado por Bill Bayno e Jesse Mermuys.
Como escrevemos, na resenha do último Afrobasket, o internacional angolano Carlos Morais teve um grande desempenho individual que ajudou Angola a chegar ao título, onde foi o mais utilizado do “cinco” Nacional, tendo ficado com a valoração de jogador mais valioso (MVP) e com lugar no cinco ideal, ao lado de Mingas, Suleyman Diabaté da Costa do Marfim, Marei do Egito e Maley Ndoye do Senegal.
 Carlos Morais que em 2013 já tinha entrado no cinco ideal do último Afrobasket em 2011, em Antananarivo, esteve, em Abidjan no centro das atenções de uma delegação da NBA, chefiada pelo seu responsável para a África, Amadou Gallo Fall, a acompanhar alguns jogadores e Carlos Morais viu as suas referências serem dirigidas para a equipa dos Toronto Raptors.
 O jogador nasceu em Luanda no dia 16 de Outubro de 1985 e começou a carreira no escalão júnior do Petro de Luanda e, em 2012, já era eleito o jogador mais valioso (MVP) da Liga Africana de Clubes Campeões de basquetebol e, no corrente ano, atingiu o apogeu no continente.
 Ainda em 2010, no campeonato do mundo realizado na Turquia, Carlos Morais fez uma grande campanha, que lhe valeu o convite para estagiar durante três meses nos Estados Unidos, ao lado de outros jogadores eleitos.
Antes de Carlos Morais já testaram na NBA Gerson Monteiro, Joaquim Gomes “Kikas”, Victor Muzadi e Olímpio Cipriano. Gerson foi o primeiro em 2004, mas, aos seus 26 anos, e com 1 metro e 90 centímetros e 92 quilos, não se impôs nos testes feitos no San Antonio Spurs, onde figuravam estrelas como o francês Tony Parker, o argentino Manu Ginobili e os norte-americanos Tim Duncan e Malik Rose, orientados por Gregg Popovich, treinador campeão da Liga em 1999 e 2003.
Valeu-lhe tal experiência o facto de ter brilhado nos Jogos Olímpicos de Atenas, onde foi o segundo melhor marcador de lançamento de três pontos, facto que despertou a atenção de Gregg Popovich , treinador que então orientava o Sant Antonio Spurs.
 O extremo-base, infelizmente, não se impôs nesta equipa que já foi campeão da NBA em 1999 e 2003. Deve uma passagem pelo Ovarense de Portugal, antes de actuar no Petro de Luanda, na equipa Sénior.
 Olheiros da NBA, entre eles antigas estrelas dessa liga, não percebem o que falta aos jogadores angolanos para ficarem na Liga, como ainda no ano passado frisou em Luanda o jogador Luol Deng, dos Chicago Bulls.
Em Angola, muitos técnicos consideram, no entanto, que a ausência de jogadores angolanos na NBA se deve mais à falta de qualidade resultante da formação deficitária na base.
Para se jogar na Liga Norte-americana tem que ter em conta uma série de factores, como adaptação à cultura desportiva trabalho de base e empenho, dos quais os angolanos ficam apenas pelo último item.
A solução passa por assinaturas de protocolos entre a Federação Angolana de Basquetebol  com instituições próximas à NBA. Para superar esta questão há outros países africanos que enviaram muito cedo os seus jogadores aos Estados Unidos.  Com o tempo, superam muitas dificuldades e ultrapassam o talento dos basquetebolistas angolanos.
Para os angolanos, a boa iniciativa, neste sentido, pode ter iniciado já este ano de 2013, quando uma delegação desportiva angolana à convite da NBA Hall-Star Games foi aos Estados Unidos da América para colher experiência dos responsáveis e instituições do basquetebol deste país, onde ficou oito dias.
 Fizeram parte da delegação o presidente da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), Paulo Madeira, e o técnico do Ministério da Juventude e Desportos, Matuzolele Ernesto Mulato.

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