POLÍTICA

 
6 de maio 2017 - às 06:10

CANDIDATO DO MPLA APRESENTA AS SUAS IDEIAS SOBRE ANGOLA

O candidato do MPLA a presidência da República, João Lourenço, já iniciou a sua pré-campanha tendo passado por várias províncias do País e apresentou as suas ideias em comícios para milhares de pessoas

 

Em todos os lugares onde passou João Lourenço, desde 18 de Fevereiro do ano em curso, data em que começou a sua pré-campanha eleitoral, foi recebido por multidões.

O ponto de partida foi a praça Comandante Cowboy, na cidade do Lubango, província da Huíla, no seu primeiro acto de massas, onde milhares de militantes, simpatizantes e amigos do MPLA, saídos de distintos municípios da província. 

Nesta, que é a segunda maior praça eleitoral do país, João Lourenço falou da necessidade de se rever a política de vistos e fazer um maior controlo de ilegais.

Para este, o importante é que se simplifique o sistema de vistos, para que entrem os legais e se consiga, de forma mais célere e fácil, o visto de que necessitam para visitar o país, reiterando que é preciso maior organização para que os cidadãos estrangeiros não entrem para o país por outras vias.

"Se não temos capacidade de controlar os visitantes, temos de nos organizar e ter uma política de migração diferente da que temos hoje, tornando mais fácil e simplificado o processo de concessão de vistos, pois é melhor conceder dez mil vistos do que apenas mil", reforçou.

Segundo o candidato do MPLA ao conceder vistos, as autoridades saberão quem são as pessoas que visitam o país e terão maior controlo: "É melhor a visita que entra pela porta de frente do que aquela que entra pela janela".

A seguir, foi a vez da Lunda-Norte, onde fez saber que o seu Partido vai trabalhar, com o apoio da juventude, na organização de uma economia diversificada, focada no aumento da produção de bens e serviços, que combata as assimetrias regionais ainda existentes e promova mais empregos.

Para o MPLA, expressou, a aposta no ensino superior e na formação técnico-profissional de qualidade, é a chave para o aumento da eficiência do mercado de produção de bens e serviços, de trabalho, do desenvolvimento do sistema financeiro, científico, tecnológico e da inovação. 

Adiantou que, para combater o subdesenvolvimento, a fome e a pobreza, o país não tem de clamar por mais terra e mais recursos naturais, porque os tem em abundância.

Foi então que a seguir, deslocou-se ao Bié, num acto que teve lugar no Cuito, em que reforçou que a diferença partidária não deve ser impedimento para o desenvolvimento do país.

João Lourenço disse ser importante apenas que os angolanos tenham um objectivo comum: ver uma Angola cada vez melhor.

Assegurou que o seu partido vai trabalhar com todos os interessados em se empenhar no desenvolvimento e reconstrução do país e que, para tal, será preciso um investimento sério da educação dos jovens; quando já uma semana antes, quando discursava na cerimónia de abertura da 15ª edição do Campo Nacional de Férias dos Estudantes Universitários (CANFEU), sublinhou que, por essa razão, aquela força política vem investindo seriamente na formação de quadros e continuará a fazer com o grau de exigência maior na qualidade dos formandos.

Fora do país, o anfitrião esteve em Moçambique, numa visita de um dia, onde foi recebido pelo Secretário-geral do Partido no poder Eliseu Machava, na sua sede, em Maputo, apelando a união entre as duas formações políticas, e em troca, ouviu apoios à sua candidatura às presidenciais angolanas de Agosto próximo.

Depois de Maputo, Viana, um dos municípios mais populosos de Luanda, foi o palco de apresentação.

No Zango III, onde se apresentou a 25 de Março, antecedido de visitas ao músico Sebém, onde estendeu o seu calor ao músico, que há cerca de quatro anos luta contra uma doença do fórum neurológico, ao Hospital do Zango, onde constatou o seu funcionamento, tendo feito o mesmo à estação de tratamento de água de Calumbo, que abastece as populações do Zango e Calumbo.

No Campo do Zango III, foi uma vez mais recebido de forma efusiva. No seu discurso, João Lourenço, falou essencialmente à juventude. Apresentando como prioridade para a sua legislatura, caso seja o MPLA a vencer as eleições, o combate à pobreza: "depois que o povo angolano confirmar a sua confiança, a sua esperança no MPLA em Agosto do corrente ano, umas das prioridades do governo que sair dessas eleições, será o combate à pobreza", disse, enaltecendo o crescimento que o município de Viana teve de um tempo a esta parte, mesmo com as dificuldades que a população teve de se estabilizar na zona, rematando sobre o que se pretende de agora em diante "estamos engajados em tirar o maior número de cidadãos da pobreza, para que possamos atingir o fim que pretendemos" ordenou o candidato, reafirmando que tem de se apostar mais na diversificação da economia nacional,atraindo para o país os investimentos de que Angola necessita nos mais diversos domínios.

O candidato do partido dos Camaradas quer no seu mandato intensificar as relacções com outros países, desde os mais próximos, até as grandes potências mundiais, como forma de beneficiar a economia do país.

João Lourenço disse que Angola e os angolanos precisam de firmar algumas estratégias. “Nas nossas relações internacionais, vamos privilegiar a cooperação económica com os outros países para que possamos tirar benefícios das capacidades que estes conseguiram alcançar”.

João Lourenço reiterou ser de grande importância que seja privilegiado o relacionamento com outros países africanos e disse ainda que é preciso que se continue um trabalho muito grande, no sentido de ajudar estes países, bem como os da região dos Grandes Lagos, a conseguirem a paz e a estabilidade, para que assim se consiga firmar a cooperação económica que hoje são impossíveis.

O dirigente disse que será aprofundada as relações com estados da SADC, como forma de preparar um futuro mais promissor para as duas partes, em que quando existir de facto a integração económica, as trocas comerciais, possam fluir da melhor maneira; mas avançou que é também importante que o país esteja relaccionado e tenha cooperação sólida com as grandes economias mundiais. “Precisamos de sonhar alto. Muitos dos países que hoje têm as economias fortes e sólidas, há 30 ou 40 anos, nalguns casos, tinham mais miséria que Angola e sonharam alto e fizeram parcerias acertadas”, dirigindo-se ao povo como forma de reavivar os seus sonhos. 

João Lourenço manifestou como parte das suas pretensões, a intenção de, junto com outros países, de se reformar o Conselho de Segurança da ONU, para que mais países africanos, asiáticos e latino-americanos possam ser admitidos como membros permanentes da Organização.

A força jovem fez-se sentir no comício, aonde o candidato não deixou despercebida a necessidade desse engajamento para o desenvolvimento do país.

Depois, foi a vez de Moçâmedes, capital do Namibe, receber o candidato. Naquele lugar, este enalteceu o trabalho desenvolvido pelo governo daquela província no combate ao lixo, tendo apelado aos outros que seguissem o mesmo exemplo, com o fim de tornar Angola um país limpo.

“Alguns dirão que o Namibe tem pouca população e é fácil gerir o pouco lixo que se produz, mas não é bem essa verdade, pois sem empenho não seria possível manter todas as cidades limpas, facto que é possível, com maior ou menor trabalho, se houver vontade de preservar o ambiente para o bem das populações”, afirmou.

João Lourenço defendeu que a defesa do ambiente deve ser feita em toda plenitude nas cidades, fazendo igualmente referência ao trabalho para poluir menos o ar, educando as populações para deixarem de fazer queimadas, defendendo a necessidade de se preservar os mares e oceanos, evitar a sua poluição e aproveitar todos os bens que estes oferecem ao ser humano.

Realçou que há em Angola muitas famílias que dependem do mar e que estas só continuarão a beneficiar dos bens que ele oferece se não o poluírem; “enquanto poluidores cabe-nos a nós tomar medidas para reduzir ao máximo os danos que causamos ao mar”, reforçou.

Pelos variados recantos do país, os jovens dizem deixar de dar conta de um João Lourenço tímido, que agora passa a mostrar uma nova faceta; “Nunca imaginei ver o João Lourenço como bom candidato. Ele nunca me transmitiu simpatia, e acredito que não fazia com muitos outros jovens. Mas hoje, vejo que é um grande candidato. Estou com Ele”, respondeu o jovem huilano Elmiro Tchawoca, quando questionado sobre o que pensa da candidatura do político. Por seu turno, o bieno Alexandrino Balsa referiu que “parece que o candidato consegue ser do povo, assim como foi, e continua a ser José Eduardo dos Santos, no decorrer da sua longa estrada como PR.”

Até agora, João Lourenço esteve também no município do Cazenga (Luanda), na província de Cabinda, em Ondjiva, no Cunene e no Cuanza-Norte. Na capital do país, o político prevê apresentar-se em todos os municípios.

Ana Dias Lourenço, a esposa do candidato a Presidente da República, tem marcado presença nos atos de massa. 

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