DESPORTO

 
22 de junho 2018 - às 07:10

CAMPEONATO MUNDIAL PODE QUEBRAR O GELO NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS

A Copa do Mundo FIFA de 2018 ou Campeonato Mundial de Futebol FIFA de 2018 é a vigésima primeira edição deste evento, um torneio internacional de futebol masculino organizado pela Federação Internacional de Futebol (FIFA), que tem como anfitriã, pela primeira vez,  a Rússia.Também é a primeira realizada no Leste Europeu e a décima primeira realizada na Europa, depois de a Alemanha ter sediado o torneio pela última vez no continente em 2006

 

JÁ SE VIVE O FUTEBOL À ESCALA PLANETÁRIA

TRINTA E DUAS SELEÇÕES PARTICIPAM NA COMPETIÇÃO E FORAM GASTOS 11,8 BILHÕES DE DÓLARES NA ORGANIZAÇÃO DO EVENTO

A Wikipédia lembra que  de Verão de 2013 e os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, que também foram realizados em território russo, “são os primeiros eventos esportivos de importância mundial realizados no país desde os Jogos Olímpicos de Verão de 1980”.

O site dá conta que a FIFA escolheu a Rússia por causa do aumento do interesse da população russa no futebol, graças aos investimentos financeiros no desporto, ao aumento da importância da Primeira Liga Russa e a migração de jogadores estrangeiros para o país, acrescentando-se ainda a ascensão económica da Rússia após a dissolução da União Soviética em 1991. Os outros países que se candidataram à sede da competição foram a Inglaterra e as candidaturas conjuntas de Holanda/Bélgica e Portugal/Espanha.

“O governo russo pretendia entregar todas as obras para a Copa do Mundo da FIFA 2018 um ano antes do torneio. Joseph Blatter, ex-presidente da FIFA, afirmou que as organizações estão mais avançadas em comparação com as obras do Brasil, que sediou a edição anterior. Em 28 de março de 2017, a seleção brasileira foi a primeira selecção além do país-sede, Rússia, a se classificar para a Copa do Mundo de 2018.

 

Candidatura - A Rússia anunciou o seu interesse em organizar a Copa do Mundo FIFA, no ínício do ano de 2009 e conseguiu inscrever sua postulação a tempo. O então primeiro-ministro Vladimir Putin afirmou oficialmente o interesse e nomeou um antigo ministro dos  desportos para ser presidente do então Comité de Candidatura. De acordo com o governo federal da Rússia, o país podia gastar mais de US$ 10 bilhões de dólares para organizar o evento. 14 cidades estavam incluídas na candidatura e estariam divididas em quatro clusters: o cluster norte centralizado em São Petersburgo, o cluster central centralizado em Moscou, a parte sul centralizada em Sóchi e a parte do rio Volga. Apenas uma cidade estaria na Rússia asiática: Ecaterimburgo. As outras cidades serão: Rostov do Don, Iaroslavl, Novgorod, Cazã, Saransk, Samara, Sóchi e Volgogrado.

Na altura, o país não possuía um estádio com capacidade para 80.000 pessoas, mas o Estádio Lujniki em Moscou, que já era considerado um estádio de elite pela UEFA, tinha uma capacidade para 78 mil e foi ampliado para o evento. Um aspecto positivo da candidatura eram as infraestruturas que estariam desde já aseguradas após os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 e de Verão de 2013.

 

Processo de escolha - A Wikipedia recorda que eleição da sede da Copa do Mundo de 2018 aconteceu em 2 de Dezembro de 2010. Para esta edição, somente países europeus (Rússia, Bélgica/Países Baixos, Inglaterra, e Portugal/Espanha) foram os candidatos para o evento. No mesmo dia, houve outra votação para a Copa do Mundo FIFA de 2022, que será realizada no Catar.

Vinte e dois membros do Comité Executivo da FIFA tiveram direito a voto. Uma maioria absoluta de 12 votos foi necessária para a definição de cada país-sede. 

Trinta e duas seleções garantem a participação na competição, e a russa não precisou disputar eliminatórias por ser a anfitriã. A distribuição das vagas pelas confederações continentais foi divulgada pelo Comité Executivo da FIFA em Maio de 2015, sem alterações em relação à edição anterior. A princípio, a União das Federações Europeias de Futebol (UEFA) reiterava mais uma vaga para o continente europeu. Porém, a FIFA não cedeu e manteve inalterada a divisão das vagas até a edição seguinte no Catar. Assim, continuaram treze vagas para a UEFA (sem incluir a vaga da anfitriã Rússia), cinco para a CAF, quatro para a CONMEBOL, quatro para a AFC e três para a CONCACAF. Além disso, a repescagem intercontinental ocorre entre uma selecção da AFC e da CONCACAF e outra entre uma da CONMEBOL e da OFC, que não possui vaga garantida direta ao mundial.

Pela primeira vez, todas as 209 nações filiadas à FIFA inscreveram-se para participar das eliminatórias.Todavia,as selecções de Zimbábue e Indonésia não puderam participar das disputas devido a problemas envolvendo as federações de ambos os países e a FIFA. Estas eliminatórias também marcaram a estreia do Kosovo, de Gibraltar, do Butão e do Sudão do Sul nas eliminatórias.

 

Mascote -  A selecção do mascote da Copa do Mundo FIFA de 2018 ocorreu em Fevereiro de 2016 com uma decisão da própria FIFA. Na disputa para ser mascote da Copa, estavam as seguintes opções: o Lobo, o Gato e o Tigre-siberiano. 

Os desenhos finalistas foram feitos pelas estudantes Ekaterina Bocharova, Valeria Taburenko e Sofia Podlesnykh. Outros candidatos também concorreram, como a fênix, o leopardo siberiano, o urso, um extraterrestre, um robô e um cosmonauta. 

A questão da preservação ambiental, simbolizada nos mascotes, começou a ser uma preocupação das comissões organizadoras dos torneios desde a Copa do Mundo FIFA de 2010, quando um leopardo, espécie que sofre com a caça predatória na África do Sul, baptizado de Zakumi, foi o mascote da competição. Em 21 de Outubro de 2016 o ex-jogador Ronaldo, lança o mascote junto ao Comite Organizador Fifa 2018,[70] que foi denominado Zabivaka, lobo que em russo significa "aquele que marca um golo".

 

Direitos de transmissão - No Brasil, o torneio terá transmissão na Globo, SporTV e FOX Sports. A Band, que iria transmitir o torneio, mas posteriormente desistiu de fazer a transmissão.

Em Portugal, a RTP já confirmou a transmissão do torneio nos seus canais de TV e rádio. A RTP irá transmitir 28 jogos na RTP1. A SIC adquiriu à RTP os direitos para a transmissão de 8 jogos. A SportTV adquiriu os direitos para a transmissão de todos os jogos.

Os países do PALOP têm cobertura do torneio garantida por quatro operadores: Kwesé Sports (em sinal aberto), SuperSport (pago, em inglês e português), StarTimes e Canal+ (pago, em francês). [100] Em Timor-Leste a operadora ETO Telco conseguiu os direitos de transmissão da prova. 

 

BOICOTES, RACISMO E CORRUPÇÃO... CARTÃO VERMELHO!

Tal como aconteceu com os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, a escolha da Rússia como anfitrião foi questionada, pelo alto nível de racismo no futebol russo e a discriminação contra pessoas LGBT na sociedade russa em geral, adianta-se no site da Wikipédia. Relata-se que o envolvimento russo na Guerra Civil no Leste da Ucrânia também provocou reclamações de alguns políticos dos Estados Unidos e do Reino Unido para que o torneio fosse transferido para outro lugar, particularmente após a anexação da Crimeia à Federação Russa. O então presidente da FIFA, Joseph Blatter, disse: "A Copa do Mundo recebeu e votou na Rússia e estamos seguindo nosso trabalho".

Devido à crise financeira na economia russa, o orçamento para os preparativos foi reduzido algumas vezes. Em Junho de 2015, um decreto governamental reduziu o orçamento em 560 milhões de dólares, totalizando 11,8 bilhões de dólares gastos no evento.

Eleição - As alegações de corrupção nos processos de licitação para as Copas do Mundo de 2018 e 2022 causaram ameaças da Association da Inglaterra para boicotar o torneio. A FIFA nomeou Michael J. Garcia, advogado dos Estados Unidos, para investigar e produzir um relatório (o Relatório Garcia) sobre as alegações de corrupção. Embora o relatório nunca tenha sido publicado, a FIFA divulgou um resumo de 42 páginas de suas descobertas, conforme determinado pelo juiz alemão Hans-Joachim Eckert. O resumo de Eckert livra a Rússia e o Qatar de qualquer irregularidade, mas foi denunciado pelos críticos como parcial. Garcia criticou o resumo como sendo "materialmente incompleto" com "representações errôneas e conclusões dos factos" e apelou ao Comité de Recurso da FIFA. O comité recusou-se a ouvir o seu recurso, então Garcia anunciou em protesto contra a conduta da FIFA, citando uma "falta de liderança" e falta de confiança na independência de Eckert.

Em 3 de Junho de 2015, o FBI confirmou que as autoridades federais estavam investigando os processos de licitação e adjudicação para as Copas do Mundo de 2018 e 2022.Numa entrevista publicada em 7 de Junho de 2015, Domenico Scala, chefe do Comité de Auditoria e Cumprimento da FIFA, declarou que "deveria haver evidências de que as eleições do Qatar e da Rússia aconteceram apenas por causa de votos comprados, então as escolhas poderiam ser canceladas".

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