DESPORTO

 
26 de dezembro 2016 - às 08:00

CAMPEÃS AFRICANAS CONVENCEM PÉROLAS FECHAM O ANO COM A "CHAVE DE OURO"

Os 120 milhões de Kwanzas de orçamento disponibilizados pelo Estado para a competição foram recompensados com a mais recente conquista do título africano de andebol sénior feminino pela selecção nacional da categoria que com este feito, mostrou também ter sido positiva a renovação da equipa, quatro anos depois (2014) de ter perdido o troféu em Argel

 

Esta selecção que conquistou, em Luanda o campeonato de 2017 tem jogadoras que venceram todas as adversárias com um andebol de alta classe para subirem ao pódio pela 12ª vez na história da competição africana.

As vitórias obtidas por Angola  foram sempre acima de 30 golos e consentiu menos de 20, inclusive no jogo da final em que bateu a Tunísia por 36-17.

Da fase preliminar ao dia da conquista a equipa nacional ganhou à Argélia (42-18), RDC (26-25), Camarões (30-14), Cote d’Ivoire (37-18), Senegal (31-18) e depois à Tunísia (36-17).

A supremacia de Angola foi tal que sete jogadoras constaram da selecção ideal, nomeadamente, Natália Bernardo, que foi a MVP, Teresa Almeida "Bá", Albertina Kassoma, Azenaide Carlos, Joelma Viegas, Magda Casanga.

E no jogo da final maravilhou o público a  estreante em campeonatos africanos de sénior, a atleta Dalva Peres que acabou eleita a MVP do jogo da final diante da Tunísia, país que só viu a sua jogadora,  Amal Hamrouni a figurar na equipa ideal.

 Dalva Peres mostrou que, agora, aos 20 anos, continua a ser uma promessa para, a selecção sénior. Ela, estudante do segundo ano do curso de Direito, já foi campeã africana de cadetes e juniores em Oyo (Congo) e Nairobi (Quénia).

Depois de Angola em primeiro lugar, a Tunísia ficou em segundo, seguindo-se, 3º Camarões, 4º  República do Congo, 5º Cote d'Ivoire, 6º Argélia, 7º Guiné Conacry, 8º República Democrática do Congo, O Senegal foi desqualificado por má inscrição de uma jogadora que já representou a selecção francesa.

Olhando pela história das selecções e na classificação final, alguma critica especializada da modalidade procurou  fazer uma avaliação reducionista da conquista, aludindo que se esperava uma melhor actuação das restantes selecções diante da selecção angolana que resgatou o título perdido na Tunísia em 2014.

Essa critica refere que o nível competitivo das adversárias baixou consideravelmente, comparativamente às edições anteriores, tendo em conta uma alegada fraca qualidade de jogo que as mesmas evidenciaram, mas o seleccionador nacional sénior feminino de andebol, Filipe Cruz contraria.

O trabalho por si realizado, conforme defendeu, é fruto de um projecto de investimento da federação e, particularmente, de um a preparação cuidada, no país e no estrangeiro. "Fomos planificando desde que assumimos este compromisso com a nação", argumentou após subir ao pódio.

Filipe Cruz, que rendeu no cargo o português João Florêncio, pelo trabalho que agora fez à frente das "Pérolas", como é designada a selecção nacional, está agora no mesmo pedestal que os anteriores treinadores titulados à frente da equipa, nomeadamente Norberto Baptista, Beto Ferreira, Armando Gomes Culau, Jerónimo Neto e Vivaldo Eduardo, Pavel Dzeinev (búlgaro), Paulo Pereira (português) e o referido João Florêncio (português).

E a sua entrada na restrita lista dos vencedores da prova pode servir de tónico para a sua continuidade à frente da selecção nacional, embora isso dependa única e exclusivamente da direcção da Federação Angolana de Andebol.

Se receber o "agreement" da futura direcção da Federação Angolana de Andebol, Filipe Cruz terá a missão de ir com a selecção nacional defender o título na República do Congo, onde, se disputará a 13ª edição da Taça de África das Nações.

Os congoleses vão receber pela segunda vez a competição, depois de o terem feito em 1979, ano em que conquistaram o primeiro dos seus quatro troféus continentais.

De resto, o presidente da Federação Angolana de Andebol, Pedro Godinho, que com esta conquista da selecção, recandidatar-se, agradeceu a todos os angolanos por terem apoiado a selecção na conquista do 12º título continental.

 O Estado angolano disponibilizou um orçamento de 120 milhões de Kwanzas, mas a selecção recebe pelo título, um prémio de 25 mil Euros da Fundação Edith Bongo. 

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