DESPORTO

 
2 de setembro 2016 - às 07:21

CAMPEÃ AFRICANA DE BASQUETEBOL/SUB-18 ANGOLA COM PASSAPORTE PRONTO PARA O MUNDIAL

A conquista, por Angola, do título africano de basquetebol em sub-18 no Rwanda, demonstra que o país tem um naipe de jogadores que podem no futuro garantir a continuidade de potência sénior no continente porque o técnico Manuel Silva "Gi" está a moldá-lo individual e colectivamente, o que deixa ver alta qualidade técnica e competitiva

 

Estes atributos ficaram evidentes na forma arrebatadora como superaram todos os adversários com que se cruzaram nas fases o campeonato, nomeadamente, ultrapassando no Grupo B,  primeira fase, a Tunísia (66-56), o Benin (127-29)e  o Uganda (105-59) e a RDC (83-75). Nos quartos de final a Costa do Marfim ( 85-47),  nas meia-final de novo a Tunísia ( 92-58) e na final o Egipto que era o detentor do título (86-82).

Destes jogos, oito no total, o cinco nacional somou igual número de vitórias, tendo marcado 728 pontos, o que representa uma média de 91 pontos marcado por cada desafio. Sofreu 471 pontos, dando uma média de 59 pontos sofridos em cada encontro.

Foram e são obreiros deste grande feito os promissores Ismael Monteiro e Childe Dundão (bases), Cley Cabango, Glotate Buiamba e Milton Valente (extremos), Geraldo Santos e Tárcio Domingos (extremo-bases), Bruno Fernandes e Osvaldo Tchipepa (postes), Cristiano Xavier, Silvio Sousa e Cristiano Gomes (extremo-postes).

Todos estes fizeram com que, com este título, Angola esteja presente no Campeonato do Mundo já do escalão su-19, a ter lugar em 2017 no Egipto, para o qual o técnico Manuel Silva "Gi" já se mostrou disposto a dirigir a selecção, coadjuvado sempre por Miguel Lutonda, se a direcção da Federação Angolana de Basquetebol liderada por Paulo Madeira não objectar.

Trata-se de dois treinadores que ao longo do campeonato no Rwanda, dirigiram uma selecção formada por jogadores que, já em 2013, conquistaram o campeonato, continental em sub-12, e que mantêm  a mesma maturidade e solidez defensiva, transições ofensivas eficientes. Por esta razão, individualmente, os novos campeões africanos colocaram dois jogadores na equipa ideal, concretamente Bruno Fernandes e Sílvio Sousa. Este último também acabou eleito o jogador mais valioso do torneio.

Radiante com tudo isto, o presidente da Federação Angolana de Basquetebol, Paulo Madeira, já  prometeu que " no próximo mundial, o cinco nacional vai elevar a sua ambição, a par daquilo que vai acontecendo no continente africano”.

Quando desembarcou em Luanda com o seus pupilos, o técnico Manuel Sousa "Gi" alegremente considerou que "acabámos por realizar uma campanha sensacional no Ruanda que culminou com a conquista do título africano e, mais do que isso, assegurar a presença no Campeonato do Mundo de 2017. Os meus jogadores estiveram simplesmente impecáveis, fundamentalmente na final, onde conseguiram manter os níveis de concentração. Mais uma vez aqui vão os meus parabéns a este grupo de atletas que dignificaram  as cores da bandeira nacional".

E depois, desabafando, alertou : "Penso que as entidades competentes  deveriam fazer o devido acompanhamento a este grupo de atletas, porque eles serão, num futuro breve, o suporte da Selecção A. Noto, por exemplo, com alguma tristeza, que alguns atletas que foram campeões africanos de sub-16  até ao momento não jogam nos respectivos clubes". 

 

JOSÉ SAYOVO

TRAJECTÓRIA EM LIVRO 

O Comité Paralímpico Angolano, BP Angola e a Multichoice Angola reuniram-se ao conceituado atleta angolano paralímpico, José Sayovo, para o lançamento da sua obra biográfica, no Hotel Epic Sana, em Luanda, na primeira quinzena de Agosto

Com o título “O céu pode esperar”, o livro conta em 111 páginas as principais e brilhantes situações vividas durante a carreira do velocista.

Para José Sayovo, é muito importante partilhar com todos o seu percurso, não só de desportista mas também como um homem comum. “O livro só foi possível graças ao esforço e paciência do Abílio, autor da obra que ajudou-me neste desafio”, explicou. 

Por sua vez, o presidente do Comité Paralímpico Angolano, Leonel da Rocha Pinto, prestou um tributo ao Sayovo : “Eu creio que a sua obra biográfica servirá de testemunho para as futuras gerações angolanas”, afirmou. 

O responsável considera o atleta como um homem que deve ser visto como um símbolo de exemplo nacional. 

José Sayovo entrou na história ao tornar-se o primeiro angolano a conquistar três medalhas de ouro, igualmente de prata nos 100, 200 e 400 metros nos jogos olímpicos de inverno em Atenas/Grécia, no ano de 2004. Foi porta-bandeira de Angola nos jogos olímpicos de inverno de Beijing, China. 

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