SOCIEDADE

 
23 de August 2019 - às 09:25

C.J.A. PROMETE CONGREGAR A CLASSE E DEFENDER OS SEUS INTERESSES

COOPERATIVA DOS JORNALISTAS ANGOLANOS SURGIU PARA VINGAR: C.J.A. PROMETE CONGREGAR A CLASSE E DEFENDER OS SEUS INTERESSES 

Quem ao longo dos últimos meses acompanhou, ainda que a uma distância prudente, o percurso da constituição da  Cooperativa dos Jornalistas Angolanos (CJA), tem de admitir que os seus criadores merecem, desde já, o reconhecimento generalizado da classe pelo empenho e determinação de levar até ao fim a concretização deste projecto nobre. Não foram muitos os que estiveram na base desta empreitada concluída com êxito, mas o número de jornalistas (unido e persistente) foi suficiente para que pelo menos desse mais um exemplo de maturidade e espírito de compromisso

 

Dentre estes profissionais da comunicação social angolana, há que se destacar Sara Fialho, José Luís Mendonça, Sebastião Panzo e todos aqueles que desde o primeiro momento passaram dias a fio a  sacrificar todo o seu tempo e mais algum para que no passado dia  6 de Julho se desse à luz aquela que é,para já,  verdadeiramente considerada a primeira Cooperativa de Jornalistas Angolanos criada por  profissionais ligados a diversos ramos da media nacional.

A cerimónia da  constituição desta instituição sem fins lucrativos, de natureza voluntária e de âmbito nacional,  decorreu em Luanda e para a história fica marcada a presença de representantes de várias entidades  sócio-profissionais ligadas à comunicação social, mas deve-se destacar também  a apresentação esclarecida dos objectivos a que se propõe atingir a Cooperativa de Jornalistas Angolanos. 

Neste contexto,   Sara Fialho fez-se ouvir pela primeira vez como coordenadora da CJA, dizendo que a associação, cuja formação dirigiu desde o primeiro momento da sua idealização, tem como objectivo social "congregar os profissionais de comunicação social, defender os interesses da classe, realizar estudos e promover acções formativas".

Garantir as condições materiais para existência de parcerias que, aliadas à CJA, visem contribuir na valorização dos profissionais, colaborar com as organizações congéneres nacionais e estrangeiras, no sentido de concretizar os objectivos de defesa da dignidade humana pós carreira, figuram na lista dos objectivos da Cooperativa de Jornalistas Angolanos. 

De acordo com Sara Fialho,  podem ser membros da organização pessoas físicas que se identificam com os valores, visão, missão e objectivos constantes dos estatutos e regulamentos, como membros fundadores, efectivos, beneméritos e honorários.

Durante o acto da constituição da CJA, a sua coordenadora revelou que o património social  será constituído por bens imóveis, móveis, títulos, valores e direitos, que pertençam ou venham pertencer à cooperativa, contribuições de membros, doações, subvenções recebidas, legado, auxílios, direito, créditos e quaisquer contribuições de pessoas física ou jurídicas.

Já Sebastião Panzo, outro dos principais artífices da cooperativa, que foi indicado para coordenar a Comissão de Intercâmbio da cooperativa, considerou ser visão do CJA "proteger os seus integrantes tanto na fase activa das suas vidas, como prover soluções de protecção social pós carreira laboral".

Para si, os eixos principais de actuação da CJA são a protecção da saúde, segurança e assistência social pós-trabalho, facilitação nos processos de aquisição de móveis e imóveis e auto-sustentabilidade dos profissionais membros da cooperativa. 

Na mesma linha, Panzo revelou igualmente que a cooperativa prevê a institucionalização de um seguro de saúde e evacuação  dos seus membros para  o estrangeiro, em caso de doença, esclarecendo, por outro lado, que a CJA "não será  avalista ou financiadora na aquisição de móveis e imóveis, por parte dos seus membros, mas poderá ter o papel facilitador no processo de solicitação de crédito habitacional, automóvel, entre outros". 

 

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