ECONOMIA & NEGÓCIOS

 
6 de março 2017 - às 12:14

BREXIT JÁ FAZ TREMER O REINO UNIDO

Aproxima-se a data para o Brexit e as avaliações e perspectivas mantém-se pouco animadoras, sobretudo para o Reino Unido. Para discurso interno, o Governo britânico salienta a determinação em conseguir os objectivos que levaram à vitória no referendo. Mas, o discurso, dos ainda parceiros, é outro

 

A Rolls Royce é a primeira vítima visível do Brexit. A desvalorização da libra levou a um prejuízo recorde. Em 2016, as perdas representaram 5.400 milhões de euros, dos quais mais de 4.700 milhões de euros derivam do câmbio, sendo que a aplicação de uma multa, por um caso de corrupção, também agravou as contas.

Consequência também da saída será o valor dos salários. O Banco de Inglaterra prevê que, em 2017, as empresas aumentem menos os seus funcionários, face a 2016. Assim, os ordenados deverão crescer 2,2%, contra 2,7% do ano passado. O salário mínimo também desacelera.

 

Confusão resolvida - Demorou, mas aconteceu. O Parlamento britânico votou acerca da competência do Governo poder accionar o artigo 50 do Tratado de Lisboa e negociar a saída do bloco, estando previsto que aconteça em Março. A Câmara dos Comuns viabilizou, a 8 de Fevereiro, a pretensão do Executivo – 494 votos a favor e 122 contra.

Os deputados recusaram as propostas que visavam proteger os cidadãos da UE que permaneçam no país após o Brexit. Se o pilar da livre circulação de pessoas é ponto a que os ainda parceiros não permitem que seja excluído – se o Reino Unido quiser continuar a beneficiar da livre circulação de bens, capitais e serviços – esta recusa, que põe em risco todos os imigrantes além dos países do bloco, só vai agravar as relações.

Nos corredores de Bruxelas e nas chancelarias dos Estados da UE ninguém esconde que o Reino Unido será prejudicado com a saída. O habitual cuidado de linguagem, quando um grande país é visado, deu lugar a avisões explícitos, algo que apenas os territórios mais pequenos tinham saboreado.

Frankfurt e Paris têm sido apontadas como as principais beneficiadas com a previsível saída de empresas da City. Dublin surge agora como mais uma alternativa a instituições que pretendem manter um laço ao bloco.

Os rumores referem que a capital irlandesa deverá captar o Standard Chartered e o Barclays. Já o Goldman Sachs, o Citigroup e o Lloyds Banking poderão rumar à Alemanha. O JPMorgan está a estudar a hipótese de abandonar Londres, como plataforma dos seus negócios na Europa, não existindo indicação de qual o lugar pretendido.  

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