MUNDO

 
26 de dezembro 2016 - às 07:57

BRASIL O PAÍS DA BAZÓFIA

A  novela política brasileira já se demonstra um longa metragem com ares dignos de “best seller”. No   capítulo deste mês, a corrupção, que passa por todos os partidos, só evidencia que a maior nação do continente é uma bazófia

 

Há que se  lembrar,  meses atrás impediram Dilma Rousseff, a primeira mulher governante. Entrou o vice-Presidente Michel Temer. De esperança, de parte de  uma população dividida, à decepção. O  motivo:  mais  corrupção. 

 

O  capítulo do  final  de ano chama-se Odebrechet - Num acordo de delação com a Polícia Federal e o  Ministério Público na operação Lava Jacto diretores, e o seu presidente Marcelo, soltam o  verbo e  dizem que  já “pagaram” mais  de  120 políticos. A cúpula do  actual presidente   Michel   Temer  está  toda  pega.

Um alto executivo da Odebrecht delatou a entrega de dinheiro vivo, durante a campanha de 2014 no escritório de advocacia de José Yunes, amigo e conselheiro próximo do presidente Michel Temer, em São Paulo.

José Yunes é amigo de Temer há 40 anos, já se autointitulou “psicoterapeuta político” do presidente e foi nomeado para a assessoria especial da Presidência.

O envio de um emissário ao escritório de Yunes com o dinheiro para campanhas do Partido  do  Movimento Democrático do Brasil (PMDB) foi narrado aos investigadores da Lava Jato pelo ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho.

Segundo ele, o dinheiro entregue era parte dos R$ 10 milhões que Marcelo Odebrecht resolveu destinar ao PMDB, após um jantar que teve em maio de 2014 com Michel Temer, no Palácio do Jaburu (residência oficial do então vice-presidente).

No encontro, quando o ‘apoio financeiro’ foi acertado, também estava presente o Ministro Eliseu Padilha, hoje chefe da Casa Civil. Melo Filho explicou aos investigadores que, dos US$ 30 milhões, a maior parte (US$ 6 milhões) teriam como destino Paulo Skaf, candidato ao governo de São Paulo. Os outros US$ 700 mil foram destinados ao próprio Padilha para campanhas do partido.

A existência do jantar e o pedido de apoio financeiro já havia sido alvo de uma reportagem da revista Veja, em agosto passado. Quando ela foi publicada, a assessoria do então presidente interino confirmou a existência do jantar com Marcelo Odebrecht e afirmou que ele e o empresário conversaram “sobre auxílio financeiro da construtora Odebrecht a campanhas eleitorais do PMDB, em absoluto acordo com a legislação eleitoral em vigor e conforme foi depois declarado ao Tribunal Superior Eleitoral”.

Segundo dados do TSE, a Odebrecht repassou US$ 3,5 milhões à direção nacional peemedebista em 2014. Skaf disse desconhecer o jantar e destacou que nunca recebeu recursos não contabilizados. Padilha, por sua vez, falou que, como não foi candidato, não pediu e nem recebeu ajuda financeira.

 

Delações preocupam - Preocupado com os efeitos que a delação da Odebrecht pode causar ao seu governo o Presidente Michel Temer pediu cautela a aliados para analisar os detalhes das denúncias que o levavam, junto com seus principais auxiliares ao centro da Operação Lava Jato. Segundo assessores do presidente, a ordem é "esperar a poeira baixar" antes de traçar prognósticos.

Aliados de Temer reconhecem que o momento é delicado, já que as denúncias envolvem o governo como um todo e, por isso, defendem que é preciso avaliar a extensão das delações para não tomar "decisões precipitadas".

Segundo integrantes do Planalto, Temer é um político experiente e está tranquilo. Ele tem conversado com os assessores mais próximos, inclusive aqueles citados nas delações, mas quer evitar imprimir qualquer caráter de reunião emergencial a possíveis encontros durante o fim de semana do  fecho   desta  edição. 

 

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