DESPORTO

 
6 de abril 2017 - às 16:09

BETO BIANCHI: NOVO SELECCIONADOR DOS PALANCAS "ESTOU AQUI PARA TRABALHAR"

O novo seleccionador dos Palancas Negras, o hispano-brasileiro Beto Bianchi, quando foi questionado, no dia da sua apresentação oficial se conhecia profundamente o futebol nacional para, assim, poder formar uma equipa forte e ganhadora, reconheceu que à altura pouco dominava, mas prometeu trabalhar para não decepcionar os dirigentes da federação e os adeptos 

 

"Quando cheguei a Angola não conhecia o futebol angolano, mas em apenas um ano dei provas da minha rápida adaptação, talvez pelo meu estilo de vida, de ter passado por várias culturas diferentes, facto que ajudou na minha rápida adaptação", respondeu de forma peremptória.

 "Na selecção não tenho dúvidas e em relação às outras equipas serão estudos diários através de vídeos. Vou contratar os melhores jogadores que estão na sua posição. Não vim fazer amigos, vim para trabalhar. Vamos analisar os jogadores que estão fora do país e os melhores vão estar na selecção. É assim que trabalho no Petro e será assim que vou trabalhar na selecção", garantiu.

 Beto Bianchi deixou bem expresso o desejo de tentar fazer um trabalho que ajude a romper com um passado menos airoso da selecção. "É uma grande satisfação, a população angolana recebeu-me muito bem e o que posso prometer, em retribuição, é muito trabalho, humildade e disciplina, defendendo as cores de Angola", disse.

 "Tenho  a obrigação de dar o máximo de mim, porque interessa que as coisas corram bem, já que nós, treinadores, vivemos de resultados"- sublinhou.

"Quero colocar Angola no lugar que merece. Deixo, por isso, o meu compromisso com a nação e selecção e com os dirigentes que confiaram em mim. Espero estar à altura da confiança depositada em mim", afirmou , radiante, Beto Bianchi.

A direcção da Federação Angolana de Futebol (FAF) considera que Beto Bianchi vai ficar a orientar, como seleccionador nacional,, numa primeira fase, até o final das eliminatórias de apuramento ao Campeonato Africano das Nações de 2019, agendado para os Camarões.

Artur Almeida antecipando-se às críticas, explicando que "não interessava se fosse um treinador estrangeiro ou nacional, mas o perfil que idealizamos para o seleccionador nacional, tendo em conta os objectivos que traçamos para a selecção a curto e médio prazos". 

"Assim será daqui para frente" - continuou a dizer Artur Almeida - "se o perfil do treinador coincidiu com o da federação, vamos à busca, seja na praça nacional ou internacional. Queremos o melhor para o futebol angolano. Vamos esperar para ver. Tenho a certeza de que todos teremos sucesso". 

Mas as apertadas condições financeiras falaram alto, pois, o presidente da federação confessou, a escolha de Beto Bianchi que já trabalha para o Petro de Luanda, deveu-se à condição financeira.

 "Devemos agradecer à direcção do Petro, pelo acto patriótico demonstrado. O técnico continuará a ser assalariado pelo Petro de Luanda e vai apenas colaborar com a federação. Mas também devemos agradecimento ao professor Bianchi pelo sentido patriótico", referiu, Artur Almeidai.

 O treinador dirigirá os Palancas Negras e o Petro com uma equipa técnica composta por auxiliares seus no clube petrolífero, nomeadamente o angolano Flávio Amado, ex-avançado da selecção, que assume a função de técnico adjunto e os brasileiros Maurício e Adriano,  preparador físico e técnico de guarda-redes, respectivamente.

 

SUB-17 EM TREINOS A DOER

CAN DO GABÃO É A META COM FORMA... E BOA FORMA!

O corpo técnico da selecção nacional de futebol  de Sub-17 continua em busca da equipa ideal que pretende levar, em Maio, ao Gabão, novo palco em que se disputará o campeonato africano da categoria depois que a Confederação Africana retirou a Madagáscar a  organização da prova

Angola quer, nesta terceira vez, depois da primeira aparição em 1997, no Botswana, e em 1999, na Guiné Conacry, protagonizar uma participação exitosa, onde integra, no início, o grupo B, com o Mali, campeão em título, República do Congo e o Níger.

Por esta razão, a realização de jogos amistosos e observação da condição física dos jogadores têm sido as principais preocupações da equipa técnica que já conta com a integração do avançado Tombe, o defesa Moisés e os médios Bito e Armandinho.

Esses quatro atletas não fizeram parte da primeira fase de treinamentos, que terminou com a participação dos Palanquinhas nos VII Jogos da Região Cinco da União Africana, que o país albergou em Dezembro passado.

O técnico Simão Languinha explicou que os outros três jogadores da Académica do Lobito  foram dispensados por questões estudantis, depois de realizarem os exames médicos.

 O técnico considera benéfica a alteração do local, data e disputa  do campeonato, isto é, a retirada de Madagáscar  para a República do Gabão. "Vai permitir aos jogadores aparecerem melhor rodados",  justificou Languinha que  se mostrou, igualmente, tranquilo, quanto ao clima a encontrar no Gabão.

"Na minha perspectiva, nós não vamos ter nenhuma complicação com relação ao clima, porque o ambiente climatérico do Gabão é semelhante ao de Angola. É um país do litoral como o nosso, daí que esse factor não terá nenhuma influência",sublinhou o treinador.

 No seu primeiro jogo amistoso a  selecção perdeu com a equipa  júnior do 1º de Agosto,  por 1-0, num jogo onde, embora o resultado não estivesse  em causa, o técnico  Simão Coxe " Languinha" garantiu  que a equipa  está a evoluir bem e vai melhorar onde ainda há aspectos a limar. 

"Precisamos de ter  qualidade  nos três  sectores,   vamos  corrigir  algumas  situações  como a tomada  de posições na hora do passe,  mudança  do lado  do jogo, retenção de bola. São fundamentos  que vamos ter que aprimorar", disse.

 

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