ECONOMIA & NEGÓCIOS

 
6 de abril 2017 - às 15:58

BENGUELA: SAL COM SELO MILIONÁRIO À CAMINHO DA EXPORTAÇÃO!

Unidades de produção com tecnologia de ponta indicam que Angola volta a espreitar o mercado das exportações, de onde saiu há vários anos. Benguela, a província líder na oferta, continua a mostrar os seus argumentos, surgindo a Cidade do Sal como um trunfo incontornável. A ministra das Pescas testemunhou a apresentação de um projecto milionário, delineado para etapas que garantirão sal e postos de trabalho 

 

Das salinas ‘’Tchiome’’, em instalação no município da Baía Farta, Angola pode esperar cem mil toneladas de sal por ano, que serão extraídas de uma área de mil hectares, com espaço para fábrica de saco de ráfia, laboratório para análise da qualidade do produto e blocos administrativos. 

As obras, em curso desde Janeiro, culminarão daqui a seis meses, no pior dos cenários, com o surgimento de uma unidade industrial e mecanizada, avaliada em seis milhões de dólares norte-americanos americanos. 

Em obediência ao modelo internacional, as salinas terão, segundo o coordenador do projecto, José Monteiro, tanques para a evaporação, cristalização e sistemas de bombagem de água.  

São valências que garantirão trezentos postos de trabalho, noventa e dois dos quais directos, sendo 4 ocupados por técnicos expatriados.  ‘’A área de produção é de 700 hectares, pouco mais do que isto, ao passo que os restantes trezentos ficam como uma área de expansão’’, ressalta José Monteiro. 

A ‘’Tchiome’’, uma das nove salinas implantadas nos 22 mil hectares que conformam a futura Cidade do Sal, deverá colocar no mercado as primeiras 50 mil toneladas até finais do ano em curso.  

Com onze mil hectares ocupados, a área deverá albergar um total de 50 empresas, perspectivando-se, conforme reafirmou a ministra das Pescas, Vitória de Barros, uma produção de dois milhões de toneladas/ano.  

A governante salienta que a Cidade do Sal garantirá excedente para o regresso ao mercado das exportações, em obediência ao potencial do passado, mas salienta que não se deve queimar nenhuma etapa. 

Assim é que, salienta, a prioridade do momento é suplantar as 250 mil toneladas que o país produz conforme indica o programa dirigido do sal. ‘’Angola, como sabem, já foi um grande exportador, principalmente para os países da região, e temos de retomar esta rotina. Estamos no bom caminho, por isso devemos dar os parabéns ao sector empresarial privado’’, frisa.   

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