DESPORTO

 
28 de julho 2016 - às 08:08

BASQUETEBOL: ANGOLA «TAMPONADA" NO PRÉ-OLÍMPICO DE BELGRADO

No fundo, a qualificação ficou por um binóculo, porque se colocava  já reticências ao combinado angolano face aos fortes adversários que estavam no torneio Pré-Olímpico, na Sérvia. Diante da selecção da casa,  República Checa, Itália, Filipinas, Turquia e Alemanha., Canadá, França, Grécia, Irão, Japão, México, Nova Zelândia, Porto Rico, Senegal, e Tunísia, sobravam poucas hipóteses com os jogadores que Carlos Dinis levou.

 

Angola procurou escancarar as portas, isto é, apurar-se para os Jogos do Rio de Janeiro /2012  tendo como  último recurso o torneio Pré-Olímpico em Belgrado (Sérvia), mas viu gorado o sonho, porque não reve capacidade competitiva para se opor no grupo A onde, primeiro, foi derrotada pela selecção do Porto Rico, por 81-91 e depois pela selecção da casa, por 83-60.

Já para os Jogos de Londres, a selecção então orientada pelo francês Michael Gomes (rendido por Jaime Covilhã) falhou o apuramento directo por perder o título a favor da Tunísia e, agora, viu esfumar a qualificação automática por perder o título para a Nigéria no último Afrobasket.

 Muitos especialistas da modalidade consideram que, desta vez, Angola não obteve o passaporte directo para o Rio de Janeiro porque primeiro levou àquele Campeonato Africano, ganho pela Nigéria, um grupo de jogadores em que faltou a inclusão do extremo base Olímpio Cipriano e Domingos Bonifácio, por lesão, e a  integração tardia do poste Yanick Moreira.

A verdade, porém, é que a  Tunísia e a Nigéria interromperam a hegemonia que Angola detinha no basquetebol sénior masculino em África, onde durante duas décadas conquistou a maioria dos campeonatos e o consequente apuramento para os torneios olímpicos, nomeadamente para os de  Barcelona/1992 com a orientação do treinador Victorino Cunha; Atlanta/ 1996, Sidney/2000, Atenas/2004 e Pequim/2008.

Para o  torneio da Sérvia, Carlos Dinis foi o técnico encontrado pela direcção da Federação Angolana de Basquetebol, liderada por Paulo Madeira; foi indicado depois do espanhol Moncho López ter terminado o vínculo contratual.

No fundo, a qualificação ficou por um binóculo, porque se colocava  já reticências ao combinado angolano face aos fortes adversários que estavam no torneio Pré-Olímpico, na Sérvia. Diante da selecção da casa,  República Checa, Itália, Filipinas, Turquia e Alemanha., Canadá, França, Grécia, Irão, Japão, México, Nova Zelândia, Porto Rico, Senegal, e Tunísia, sobravam poucas hipóteses com os jogadores que Carlos Dinis levou.

Estão apuradas para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, as selecções do Brasil, como país organizador, Estados Unidos, campeão olímpico em título, Nigéria, campeã africana, Venezuela, campeã da América,  Austrália, campeã da Oceânia, Espanha, campeã europeia, a Argentina, Lituânia e República Popular da China respectivamente.

 

Senhoras - Em sénior feminino Angola também falhou  os Jogos Olímpicos do Rio 2016 no Brasil, por ter ficado na quarta posição no Afrobasket que decorreu em Yaoundé (Camarões) onde o Senegal sagrou-se campeã.

 Era intenção da federação, e o país, ver a selecção de senhoras no Rio de Janeiro, mas, depois de  ter conquistado as edições  dos campeonatos africanos de 2011 e 2013, sob liderança do técnico Aníbal Moreira, dando esperanças, veio a ser entregue às ordens de Jaime Covilhã,  que não revalidou, e daí o fracasso.

O presidente da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), Paulo Madeira, reconheceu que a equipa angolana fracassou nas duas frentes, isto é, na masculina e feminina.  

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