RECADO SOCIAL

 
1 de fevereiro 2017 - às 19:37

ATENÇÃO, MPLA!

2017 provavelmente será o ano mais decisivo da história do MPLA e se conseguir ganhar as eleições por maioria absoluta, numa altura em que a situação económica e financeira estará ainda de rastos, é sinal de que a oposição deve mudar literalmente de liderança e estratégia .

 

Será necessária muita engenharia política e permanentes discursos pirotécnicos para que o MPLA preserve o poder, reconquiste os anos áureos borrifados pela alta dos preços do barril de petróleo e volte a ganhar as eleições bem acomodado, de preferência com uma taça de champanhe e charutos havaianos.

A sua enorme massa militante (este crédito ninguém lhe tira) sabe que  foram cometidos muitos erros, sobretudo ao mais alto nível.Existe um cenário de  desilusão acentuada face a alguns governantes, cujos nomes apareceram na imprensa pelos piores motivos. Lá fora, são motivo de chacota pelas suas diabruras e pulinhos de cerca, sujando o nome do país.

2017 provavelmente será o ano mais decisivo da história do MPLA e se conseguir ganhar as eleições por maioria absoluta, numa altura em que a situação económica e financeira estará ainda de rastos, é sinal de que a oposição deve mudar literalmente de liderança e estratégia .

A coisa não será fácil e já há quem não duvide que no Dia D  o MPLA puxe pela sebenta e faça as continhas a transpirar, pois vai mesmo ter que fazer um balanço da sua trajectória como governo e chegar à conclusão que nos últimos anos passou a maior parte do tempo distraído, completamente alheio ao combate à fome e à pobreza, à construção de postos de saúde ou fábricas de medicamentos.

É que cada doente que frequente estas tais “estações” de tratamento da vida humana sai (se conseguir) mais frustrado, com muita vontade de lá jamais voltar e punir quem anda a “mamar” das suas contribuições durante todos estes mandatos e não consiga arranjar medicamentos genéricos fabricados nos países vizinhos. Seria apenas uma ajuda graciosa ou se quiserem “humanitária” se alguns dos nossos milionários, neste tempo de crise, fossem apertados nas taxas que hoje o Estado cobra às suas empresas, nomeadamente bancos falidos,  mas entretanto recapitalizados em última instância pelos contribuintes. O MPLA e o seu cabeça de lista surgiriam nestas eleições completamente folgados, cheios de banga e estilo se atacassem imediatamente a corrupção, o nepotismo   (epa, tarefa dos diabos), influenciasse as instituições para que sigam o rasto do dinheiro que foi surripiado dos cofres do Estado, ou, no mínimo, que proponha um pacto (pode ser do diabo) sustentado na seguinte ideia: quem gamou X, faça a entrega de Y e livra-se de processos-crime, sob risco das contas bancárias no exterior serem congeladas ou os seus bens patrimoniais vendidos em hasta pública.

Para muitos (políticos, sobretudo), tais exigências são incomportáveis e dariam azo a uma leitura indigesta para os tempos que correm:a primeira,  seria uma espécie de caça às bruxas; a segunda, seria impossível pais e filhos, netos e sobrinhos agarrarem-se ao pescoço em nome dos interesses do Estado .A terceira?A terceira é que nenhum destes bilionários terá a coragem de declarar os seus bens, e muito menos divulgar o número da matrícula do carro ou o número do cartão de raiva do cão que o encobriu. Bom, vamos ter que esperar muito tempo para a pedagogia do bom exemplo.Muito tempo.

Bom, o MPLA tem mesmo de correr, mas será preciso saber correr e conhecer os trilhos. Falo do governo. Se começar a limpar da área os milhares de bajuladores (alguns são chulos bem identificados), despedir milhares de assessores que nem sabem quantas províncias tem  o país; se começar a fazer passar rapidamente a imagem do seu candidato, acho que as coisas poderão correr melhor. Os jovens que nasceram em 1992 (ano das primeiras eleições gerais) sabem quem é João Lourenço? Então!?  

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