MUNDO REAL

 
28 de julho 2016 - às 07:48

ASTRAL: O VERDADEIRO AGENTE POLICIAL

A forma como o agente da Polícia me acudiu ficou marcada na minha mente, até hoje. É isso que a população espera dos agentes da lei, que estejam aí para proteger-nos, que façam de tudo para garantir a segurança à população. Gestos como estes fazem-me acreditar na corporação, na sua missão, e deixa claro que por uns não devem pagar todos. Acredito que muitos dos que estão na Polícia estão lá com verdadeiro sentido de missão.

 

São recorrentes os comentários e matérias jornalísticas sobre comportamentos incorrectos da parte de agentes da Polícia Nacional que vão desde o envolvimento em casos de corrupção (principalmente no que toca aos agentes de trânsito) a demora em acorrer à cena do crime. Estes casos fazem com que a imagem que se tem da corporação não seja a mais correcta pelo que bons exemplos merecem ser destacados.

Mais do que nunca, a acção da Polícia é necessária. Aumentam os números referentes aos crimes, especialmente assaltos, incluindo casos de acção violenta de marginais contra a população. Os assaltos acontecem tanto nas zonas suburbanas como na zona urbana o que deixa a população numa situação vulnerável e necessitando cada vez mais da actuação de quem existe para defender os cidadãos.

Há algum tempo quando passava pela zona do Kinaxixi vi-me em meio a uma situação complicada. Um jovem que parecia drogado seguia-me. Receosa, decidi atravessar para o outro lado e o indivíduo fez o mesmo. O sinal de alarme soou. Trazia a minha pasta e os meus documentos, olhei ao redor e decidi dirigir-me a um dos hotéis da zona pensando que se conseguisse entrar poderia escapar. 

O jovem tomou o mesmo rumo que eu e tive que apressar o passo enquanto tentava não parecer alarmada. Cheguei à escada do hotel e para meu alívio encontrei um agente da polícia. Sem olhar para trás expliquei que um indivíduo me perseguia e que estava com medo. Olhamos ao redor mas já não o vimos. O agente da Polícia disse-me que isso ocorre com frequência naquela zona, pediu que me acalmasse e perguntou para onde ia, o meu objectivo era apenas chegar ao meu carro, que estava mais adiante.

“Vamos. Vou acompanhá-la”, disse o agente da polícia transmitindo-me segurança. Calmamente acompanhou-me até o carro, esperou que entrasse. Senti segurança, que a força da lei estava lá para me proteger de um possível assalto. Agradeci o agente e perguntei o seu nome. Ele disse chamar-se “Astral” e com um sorriso despediu-se de mim.

A forma como o agente da Polícia me acudiu ficou marcada na minha mente, até hoje. É isso que a população espera dos agentes da lei, que estejam aí para proteger-nos, que façam de tudo para garantir a segurança à população. Gestos como estes fazem-me acreditar na corporação, na sua missão, e deixa claro que por uns não devem pagar todos. Acredito que muitos dos que estão na Polícia estão lá com verdadeiro sentido de missão.

Este texto é um reconhecimento aos milhares de agentes “Astral” em todo o país que não medem esforços para defender a população, mesmo sem grandes salários e necessitando de melhores condições de trabalho, uma situação que se aplica especialmente aos agentes novos, recém-enquadrados, sem patentes mas com muito trabalho pela frente.

Os bons exemplos devem ser ressaltados porque podem encorajar outros a seguir o mesmo caminho. 

O bom serviço deve ser recompensado.

São estas as notícias que queremos ouvir, são estes os relatos que queremos ler, de bons exemplos, do servidor que cumpre o seu papel para deixarmos de lado os factos que mancham a corporação.

Os jornalistas apenas relatam o que acontece, e felizmente hoje tenho algo positivo a dizer.  

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