PONTO DE ORDEM

 
3 de abril 2018 - às 06:46

ANO NOVO, DESAFIOS NOVOS!

Este novo ano traz-nos a esperança de que quer no âmbito político, quer no âmbito social e económico, todos sejamos capazes de perceber que não podemos continuar a ter mais do mesmo e que quando se fala de mudança as promessas têm de corresponder à realidade.

 

Começo por desejar a todos um bom ano, consciente de que temos pela frente desafios à capacidade de trabalho, competência e dedicação à causa nacional, embora sabendo do mesmo modo que todos nós, cada um à sua maneira, sempre fomos contribuindo para que o nosso País tenha de alguma forma progredido.

Este novo ano traz-nos a esperança de que quer no âmbito político, quer no âmbito social e económico, todos sejamos capazes de perceber que não podemos continuar a ter mais do mesmo e que quando se fala de mudança as promessas têm de corresponder à realidade.

Temos em funções um Presidente da República, que vai dando sinais de vontade de corrigir muitos dos erros do passado, de restruturação de empresas e serviços públicos, de orgãos da soberania, sinais de alguma determinação e perseverança, de facto para ele também um desafio.

Numa das suas últimas entrevistas, da qual publicamos excertos, o Presidente respondeu de forma aberta a todas as perguntas colocadas, dando sinal de abertura e esclarecendo muitos aspectos que estariam em dúvida. Esperamos que esta abertura continue, quer na relação com os jornalistas, quer na relação com os partidos da oposição e muito principalmente na divulgação internacional do nosso País. 

Não querendo colocar reservas nesta abertura, colocam-se-me dúvidas, quando nos apercebemos das pressões internas no âmbito do MPLA e na relação das suas várias correntes com o Presidente, em tudo desfavoráveis à sintonia e alinhamento de que o País necessita.

Deveremos no entanto ter esperança e aceitar o desafio de participar nesta mudança, contribuindo cada um no seu âmbito, para o crescinento sustentado da nossa economia, só possível de conseguir com produtividade e iniciativa empresarial, considerada pelo Presidente como responsável pela criação de bens e serviços.

Mas nesta primeira revista do ano, não deixaremos de salientar o lançamento em órbita do primeiro satélite angolano, revelando a existência de um Programa Espacial Nacional, que nos permite perspectivar o desenvolvimento de competências no âmbito tecnológico nacional, dando-nos indicadores sobre o nosso empreendedorismo e inovação.

No âmbito da cultura, destacamos a importância da recriação da música popular Angolana, revelando a persistência daqueles que continuam a apreciá-la, fazendo ainda referêcia, à importância da agricultura na independência alimentar. 

De facto, no âmbito agrícola, assistimos já ao aparecimento de alguns projectos e explorações que dão sinais de mudança de paradigma.

Neste número, destacamos ainda a insatisfação da juventude na forma como o seu acesso à gestão de topo e a lugares chave da economia é bloqueado. Sem dúvida que o futuro do nosso País está nos jovens, que, apoiados pelos mais velhos, devem levar para a gestão e economia novas formas de pensar e viver, principalmente renegando os vícios e erros do passado.

Esta referência aos jovens leva-me a perceber que neles está o nosso maior desafio, deste e dos próximos anos, actualizar e rejuvenescer toda a nossa forma de viver, estar e participar no futuro, que nos indica que teremos de fazer por nós, estarmos activos em todos os momentos, prestigiar o nosso País em tudo o que fazemos e que os mais velhos devem saber quando lhes dar lugar.  

Sugiro-lhes por isso a nossa leitura atenta, num percurso sobre toda a actualidade, repensando um pouco onde quererá estar no futuro.

Uma vez mais os meus votos de sucesso, pois decerto que o seu sucesso contribui para o sucesso de todos. 

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