PONTO DE ORDEM

 
19 de fevereiro 2019 - às 08:02

A MUDANÇA DE DIRECÇÃO NUM ESTADO FALHADO

A nível da sociedade, nesta etapa desta luta que já deu sinais que está para durar anos,  mais notícias sobre a instauração de  processos criminais são trazidos pela imprensa. E para que se sossegue algumas "plataformas" sócio-políticas descrentes, muitos destes "sustos" da PGR são dados sem que se olhe às origens políticas e sociais, classes, cor dos olhos ou graus académicos dos potenciais candidatos a sentar-se nos bancos dos réus.Quando e onde poucos sabem, mas o país exige pressa, muita pressa.

 

João Manuel Gonçalves Lourenço, em setembro passado, fez um ano desde que se tornou Presidente da República, sucedendo a José Eduardo dos Santos que  esteve à frente dos destinos do país durante trinta e oito anos consecutivos. O novo líder herdou um país com um estado de alma afectado por uma crise económica provocada não apenas pela baixa do preço do barril de petróleo no mercado internacional, mas também por um grupo de pessoas  protegido ao mais alto nível do poder, lesando os interesses do Estado em benefício próprio.

Hoje, vão se descobrindo as entranhas de uma nação atolada num lamaçal de vícios muito difíceis de ser ultrapassados se o combate à corrupção e ao nepotismo não for levado a sério, com a entrada eficaz em cena dos órgãos da Justiça, desde a base até ao topo.

Depois da tomada de posse de João Lourenço, que apostou na luta contra a corrupção como principal arma para que consolidasse o voto de confiança depositado em si por milhões de angolanos nas eleições gerais do ano passado, aguarda-se a todo o instante uma reviravolta no posicionamento de quem tem o poder de decisão de investigar, apurar os factos e  julgar quem esteve a delapidar o erário público de fotrma tão verghomhosa.Depois, a própria Justiça  encarregar-se-á, através dos tribunais competentes, sentenciar através da verdade e apenas da verdade.

A nível da sociedade, nesta etapa desta luta que já deu sinais que está para durar anos,  mais notícias sobre a instauração de  processos criminais são trazidos pela imprensa. E para que se sossegue algumas "plataformas" sócio-políticas descrentes, muitos destes "sustos" da PGR são dados sem que se olhe às origens políticas e sociais, classes, cor dos olhos ou graus académicos dos potenciais candidatos a sentar-se nos bancos dos réus.Quando e onde poucos sabem, mas o país exige pressa, muita pressa.

A verdade é que vai terminando  o período de graça, de nojo ou de contemplações; a fase em que ainda se dava o "benefício da dúvida"; o momento que se desconfiava de quem esteve junto e  provavelmente bem misturado com os grupos de indivíduos que desgraçaram o país está esgotar-se. Enquanto isso, cresce a raiva e os índices de confronto aberto destas pessoas  que foram vendo os seus nomes  fortemente ligados a um "sistema" que em nada beneficiava o país. Pelo contrário, colocaram-no literalmente de rastos. Hoje, já ninguém duvida que são muitos e altamente  perigosos os que desejam que a cruzada contra a corrupção, o roubo descarado das riquezas nacionais, a instauração da pobreza ou o crime organizado não prossiga o seu caminho.

Todavia, são também cada vez mais visíveis os sinais de encorajamento popular para que este combate liderado, sem dúvidas, pelo Presidente da República e seus principais colaboradores, comece a apresentar resultados palpáveis na vida dos cidadãos que mais sofrem diante de um quadro de desemprego horrível, um alto índice de prostituição, delinquência e crimes violentos, inclusive em conglomerados populacionais até então considerados "intocáveis".   

A sociedade está cada vez mais conscientizada para este combate?Está e nota-se, pois até os mais pessimistas timidamente começam a passar  a ideia de que as medidas adoptadas no quadro desta estratégia global de luta devem ser mesmo  levadas a cabo o mais rapidamente possível. Entretanto, o comando sugere   ponderação, muita paciência e certeza de que os alvos escolhidos são os que deviam ser e que vão ser mesmo atingidos com a força da razão da justiça. 

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