MUNDO REAL

 
30 de janeiro 2016 - às 16:21

A HORA DOS VERDADEIROS EMPRESÁRIOS

As crises económicas são cíclicas, elas instalam-se, como foi o caso da “grande depressão”, que começou em 1929 e durou por um longo período, mas o ciclo quebra-se. Os economistas já avisaram que as dificuldades vão persistir mas certamente a economia mundial vai resistir e os países voltarão a crescer. 

 

A crise económica é um facto. A cada dia a situação é mais difícil, o barril de petróleo está nesta altura abaixo dos 30 dólares, o que tem grande impacto em economia como as nossas, altamente dependentes do chamado “ouro negro” (que está a perder a sua áurea). Em função da situação, sendo que o crude é o nosso principal produto de exportação, reduzem-se as receitas e as divisas no país, com estrondoso impacto no Orçamento Geral do Estado.

O impacto é em cadeia, o Estado reduz as receitas e os investimentos públicos, diminuitivo as receitas para as empresas, especialmente as do sector da construção, prestação de serviços e consultorias. Como efeito, os empresários entram em dificuldade e têm que reduzir custos, os funcionários perdem os seus empregos. Arriscamo-nos a ter imensos desempregados sem horizonte e já começo a perguntar-me o que vamos fazer com tantas pessoas sem trabalho?

As empresas ressentem-se quando o país está em crise, há menos oportunidades de negócios e menos fluxo de caixa, para todos os sectores. Neste contexto, os empresários têm que ser criativos, pesquisar novas oportunidades de negócio e reduzir custos. Contudo, o que permite atravessar estas águas turbulentas não se cria agora, tem a ver com opções que foram tomadas em tempos de bonança, com as poupanças e investimentos feitos e com a linha adoptada pela empresa.

No nosso caso, em que se instalou um sistema de clientelismo e o mercado de negócios não é claro, ou seja, não é pelo mérito, pela melhor oferta, pelo histórico que se conseguem os contratos mas por outros critérios pouco claros, agora é a hora dos verdadeiros empresários porque a máquina que alimentava esta cadeia não tem como a sustentar. 

É hora de ser criativo, é a hora dos verdadeiros empresários!

As crises económicas são cíclicas, elas instalam-se, como foi o caso da “grande depressão”, que começou em 1929 e durou por um longo período, mas o ciclo quebra-se. Os economistas já avisaram que as dificuldades vão persistir mas certamente a economia mundial vai resistir e os países voltarão a crescer. 

Os momentos difíceis devem levar o país a uma reflexão profunda sobre as políticas públicas, necessidade de diversificação da economia, criação de um ambiente de negócios competitivo e atrativo porque são os “ingredientes” que nos podem ajudar a sair da situação em que estamos. Para as empresas também é hora de mudanças, de maior eficiência, de tenacidade e criatividade porque aquelas que sobreviverem a esta crise vão certamente emergir com muito mais força.

Diante do contexto não podemos cruzar os braços, todos temos que lutar, reagir e o mesmo se aplica às empresas, aos empresários, muito há ainda por acontecer e é preciso observar a evolução do mercado para, no final, vermos que marcas vão sobreviver a este momento, até porque muitos já estão a abandonar o barco. Há notícias de vários empresários estrangeiros que estão a partir.

Para aqueles que tinham o seu negócio baseado na compra de produtos no exterior como mobílias e roupas, há muito que a crise produziu o seu efeito, a esmagadora maioria faliu por não ter a possibilidade de renovar o stock. 

Para mim não restam dúvidas: é a hora dos verdadeiros empresários.   

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