MUNDO

 
17 de March 2021 - às 17:14

A HISTÓRIA TEM UM NOME JOE BIDEN

Sempre dispostos a revisitarem e a procurarem inspiração na sua própria História, os norte-americanos têm muito para contar, a propósito da eleição de Joe Biden, em Novembro de 2020.

 

A 22 de Fevereiro de 2020, dia do quarto round das primárias que iriam escolher o candidato do Partido Democrata às presidenciais de Novembro, o ex-vice-presidente e ex-senador era um candidato politicamente morto.
Ao fim dos três primeiros rounds, isto é, depois de Iowa, New Hampshire e Nevada, Joe Biden era um distante terceiro classificado. A posicão que ocupava até então, era um mau presságio.
De todas as vezes que concorrera, e foram mais do que uma, Joe Biden nunca tinha ficado acima do terceiro lugar.
O cenário muda na noite de 29 de Fevereiro. Joe Biden tinha sido o claro vencedor das primárias da Carolina do Norte. Por detrás deste sucesso tinha estado a campanha de mobilização conduzida pelo congressista negro, Jim Clyburn, respeitado político daquele estado. Jim Clyburn, calcorreou escolas,igrejas e centro cívicos em campanha por Joe Biden.
Na noite em que Joe Biden foi declarado vencedor, disse:
"Fí-lo porque percebi que Joe Biden era a única pessoa capaz de derrotar DonaldTrump."
O que ele disse enquanto fez campanha por Joe Biden, teve ressonância noutros estados, sobretudo onde o eleitorado negro era relevante. O triunfo nessa noite entra na história como tendo sido o catalizador que Joe Biden precisava.
Diferente de DonaldTrump tanto na retórica quanto nas soluções que oferecia , Joe Biden partiu para os debates entre os dois, mais empenhado na mensagem que precisava passar, do que na barulheira e no show off que o seu concorrente exibia.
Com os dois a falarem ao mesmo tempo durante todo primeiro debate, Trump não conseguiu apresentar o suficiente para alterar as intenções de voto dos indecisos, de quem precisava para passar à frente nas sondagens.
Por proposta da Comissão de Debates Presidenciais, o segundo debate deveria ser inteiramente virtual, com DonaldTrump numa cidade e Joe Biden noutra. A proposta levava em conta o facto de cerca de uma semana antes, DonaldTrump ter testado positivo para a Covid e de ter sido internado por causa disso. A CDP, receava que o cenário de um debate clássico pusesse muitas pessoas em risco. Trump que sempre minimizara medidas de prevenção como o uso de máscaras e distanciamento social- mesmo depois de ter sido infectado continuou a fazê-lo, não aceitou a proposta e o debate foi cancelado.
No terceiro frente à frente, nenhum se descolou do outro. As pesquisas subsequentes davam uma ligeira vantagem a Joe Biden.
Os resultados da contagem na noite das eleições, ia contra a percepção criada pelas sondagens. DonaldTrump era o líder em alguns estados. Porém a chegada progressiva dos votos enviados por correio, na sua maioria enviados por eleitores do Partido Democrata, mudou paulatinamente os resultados. Daqui nasceu o argumento de DonaldTrump, de que os resultados finais tinham sido forjados.
A campanha de DonaldTrump avançou com mais de 50 processos tendo ganho apenas um, o qual não invalidava o resultado das eleições. Mesmo depois de ter esgotado todos recursos inlcuindo o que terceiros submeteram ao Tribunal Supremo DonaldTrump não desistiu.
A 6 de Janeiro, dia em que o Senado deveria sancionar os resultados, num esforço para pressionarem os senadores a darem-lhe a vitória, correligionários seus assaltaram o Capitólio. Este caso levou muitos senadores republicanos que até então estavam indecisos, a sancionarem os resultados com que a vitória, já confirmada pelo Colégio foi oficializada. Quando tomou posse Joe Biden herdou um país dilacerado pela COVID-19.
Dele os norte-americanos esperam resposta para o desemprego, aquecimemto global, emigração, segurança interna e desigualdade. Dele espera-se um realinhamento em relação a questões como aquecimemto global, Irão, Coreia do Norte, OMS, Rússia e China.
Investido a 20 de Janeiro com 78 anos, tornou-se no presidente norte-americano que iniciou o primeiro mandato com mais idade. Se for reeleito, será o único presidente a exercer o cargo de presidente depois dos 80 anos.

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