PONTO DE ORDEM

 
5 de novembro 2016 - às 12:12

A GUINÉ DE NGUEMA

Não estamos aqui a defender sem argumentos a Guiné Equatorial mas é de tremenda injustiça não se realcar os esforços que os Equato-guineenses emprenderam fruto do boom petrolífero que se conheceu para uma reconciliação saudável entre governantes e governados e de que resultou, para já, num País moderno com novas e belas estradas, estruturas administrativas consentâneas com a dinâmica do mundo moderno e uma aposta realçante sobretudo na educação com a prioridade recaida fundamentalmente para a Juventude.

 

Guiné Equatorial é um pequeno País da África Ocidental dividido emmvários territórios descontínuos no Golfo da Guiné, dois insulares-Ilha de Bioko e ilha de Pagadu, e um continental. Com pouco mais de 757 mil habitantes, a Guiné Equatorial, que tem como capital a simpática Cidade de Malabo, é dirigida há cerca de 40 anos por Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, recentemente reconduzido para mais um mandato de cinco anos, após ter vencido folgadamente mais um pleito eleitoral que contou com a presença de observadores internacionais.

Geralmente alvo de críticas de muitas organizações internacionais por alegadamente ser useiro e vezeira no desrespeito dos direitos humanos, a Guiné Equatorial aderiu à CPLP- Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa desde 2014 e é um potencial produtor de petróleo um recurso que permitiu nos últimos dez anos uma profunda transformação nas suas Infra-estruturas, tornado-a um País moderno com uma aposta forte no social, com um Plano habitacional para a população digno de realce.

Mas é precisamente essa parte positiva da Guiné Equatorial, visivel aos olhos de todos que a visitam, que no mundo ocidental é ignorada, e vale dizer, também, porque os dirigentes do País parecem descansar folgadamente nos tiros que recebem e que metem em causa o valor da sua Democracia, como se, afinal, já existisse sobre esse sistema um modelo acabado.

Não estamos aqui a defender sem argumentos a Guiné Equatorial mas é de tremenda injustiça não se realcar os esforços que os Equato-guineenses emprenderam fruto do boom petrolífero que se conheceu para uma reconciliação saudável entre governantes e governados e de que resultou, para já, num País moderno com novas e belas estradas, estruturas administrativas consentâneas com a dinâmica do mundo moderno e uma aposta realçante sobretudo na educação com a prioridade recaida fundamentalmente para a Juventude. Depois dessa empreitada está-se a construir  em Malabo um novo aeroporto Internacional, como preparação para uma maior e melhor abertura ao mundo com o desenvolvimento do turismo. E esse esforço não pode ser ignorado, com o risco de sermos acusados míopes.

Existem falhas e dificuldades na organização do sistema do País, é certo, como é, por exemplo, o facto da dirigência não saber entender com a mesma velocidade como eles pensam, as preocupações da Juventude quanto aos conceitos de liberdade, que é preciso mais presença activa da média como parceiro crítico da acção do governo, mas isso não pode constituir motivo para se ignorar o esforço desenvolvido e acusar-se apenas o governo de corrupto. Interessa, isto sim, que nas análises sobre os países, e sobretudo os africanos, não se perca de vista a idiossincrasia dos povos e dentro dessa linha se encontrem os meandros para se poder engrossar os ditames de uma Sociedade que se pretende democrática onde se respeitam os principios da alternância do poder.

Sinto que neste mundo global onde todos os países, de uma forma ou de outra, são obrigados a se inserir, a Guiné Equatorial saberá fazer as modificações que se impõem na sua forma de governação sem ser necessário abraçar cegamente a receita vinda do ocidente, que desconhece a sua própria realidade.

Na Guiné Equatorial existe descontentamento! Ok, e quem disse o contrário? E em que País do Mundo não existe descontentamento, onde todos os problemas básicos das populações estão resolvidos? Não será melhor aproveitar essa vontade que os dirigentes equato-guineenses demonstram para melhor inserção, e, de forma activa, na comunidade das nações para se incentivar melhorias que se justifiquem na forma de governação do que acusar sem conhecer, denegrir por denegrir porque, afinal de contas, a Guiné Equatorial é África e em África temos de nos subjugar às receitas de convivência, governação e Democracia impingidas por xicoespertos do Ocidente?  

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