PAÍS

 
1 de dezembro 2016 - às 19:01

ACTO CENTRAL DOS FESTEJOS NOVIDADE? QUASE POUCA OU NENHUMA…

No acto central dos festejos da independência, no Cuanza Norte, que  se pode perspectivar uma estratégia de exploração sustentável dos recursos florestais, de introdução de espécies exóticas de rápido crescimento e de reabilitação e instalação de perímetros comunitários, como os da Pamba e Kiangombe, e instalar um novo polígono da periferia de N’Dalatando.

 

Os  festejos dos 41 anos de independência podem ser resumidos em apenas uma frase: “desinteresse, alguma frustração popular escondida e  com muito poucas novidades em termos da narrativa discursiva governante”. Desta vez, e em função da crise económica e financeira, que está envolta num desespero claro,pouca gente se deu ao sacrifício de ouvir discursos, adornados com muita música e palavrado fácil, o do costume, sem brilho, enfim, arrisca-se mesmo a dizer que quem o leu, ou foi encarregado de fazer , já sabia que não terá sido bem aceite.

Sentiu-se isto em NDalatando, capital da província do Cuanza Norte, bem perto de Luanda, para aonde convergiu uma “delegação” liderada pelo vice-Presidente da República, que, simplesmente, cumpriu mais uma das suas obrigações de um homem de Estado. De resto… novidades nesta linha discursiva onde só se fala da crise económica e financeira que mais se sente no interior do país, ali onde o sol bate mais forte, mas não é para todos, nem sequer houve tempo para assistir televisão ou ouvir as rádios.Sem energia eléctrica é complicado…

Missão difícil a do vice-Presidente, deve-se sublinhar. E o que disse Manuel Vicente?: “O nosso país atravessa, de momento, uma grave crise, por causa da baixa do preço do petróleo no mercado internacional. Temos de encarar essa crise, não só como uma coisa má, mas também como uma oportunidade para fazermos melhor e desenvolvermos novos projectos”, disse, recordando que o território de Angola é rico em água e solos férteis, onde se podem produzir alimentos de toda a espécie.

O vice-Presidente lembrou ainda, no acto central dos festejos da independência, no Cuanza Norte, que  se pode perspectivar uma estratégia de exploração sustentável dos recursos florestais, de introdução de espécies exóticas de rápido crescimento e de reabilitação e instalação de perímetros comunitários, como os da Pamba e Kiangombe, e instalar um novo polígono da periferia de N’Dalatando.

Falando em energia eléctria e como esteve mesmo a escassos kilómetros da Barragem de Cambambe, salientou que está em curso o seu alteamento, facto que vai permitir resolver muitos dos actuais problemas de energia, ajudando o crescimento da indústria e de outras actividades de carácter económico e social da região.

Falou sobre a importância do eco-turismo, que a província tem animais selvagens, paisagens, florestas muito ricas e belas, que podem atrair muitos visitantes, desde que para tal se criem as infra-estruturas de apoio. E disse também que há que saber conservar e valorizar as marcas físicas do passado colonial, como as fortalezas, as igrejas e outros edifícios, para que tanto os nacionais, como os estrangeiros, possam aprofundar o conhecimento da história de Angola.

E lançou um desafio terreno no seu discurso: “Angola perspectiva inscrever a candidatura do Corredor do Cuanza a Património da Humanidade, no âmbito da UNESCO, daí a necessidade urgente de se melhorarem as vias de acesso da província para permitir o relançamento da agricultura e actividade turística”.

 Temas importantíssimos para uma abordagem mais incisiva, provavelmente seriam sobre a justiça, o seu papel decisivo na defesa dos direitos humanos; julgar e condenar todos aqueles que ultrapassam, acobertados pela dita impunidade, o ilimitado e permanente roubo organizado via corrupção, lavagem de dinheiro, enfim, do crime organizado.

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