MUNDO

 
6 de setembro 2017 - às 08:28

ACONTECEU EM JULHO DE 1944 O ATENTADO CONTRA ADOLF HITLER

Em 20 de Julho de 1944, um militar liderou um atentado em nome do movimento de resistência ao nazismo, do qual faziam parte vários oficiais. Hitler ficou apenas ferido na explosão da bomba no seu quartel-general

 

O conde Claus Philip Maria Schenk von Stauffenberg é um dos principais personagens da conspiração que culminou no fracassado atentado contra Adolf Hitler em 20 de Julho de 1944. Nascido na Suábia em 15 de Novembro de 1907, Stauffenberg foi um patriota alemão conservador, que a princípio simpatizou com os aspectos nacionalistas e militaristas do regime nazista.

Mas, desde cedo, começou a questionar não só o genocídio de judeus, polacos, russos e outros grupos da população estigmatizados pelo regime de Hitler, como também a forma, em sua opinião "inadequada", de comando militar alemão. Mesmo assim, como muitos outros militares, preferiu no começo manter-se fiel ao regime.

Em 1942, junto com seu irmão Berthold e outros membros da resistência, ele ajudou a elaborar uma declaração de governo pós-queda de Hitler. Os conspiradores defendiam a volta das liberdades e direitos previstos na Constituição de 1933, mas rejeitavam o restabelecimento da democracia parlamentar.

Ferimentos em África-Em Março de 1942, Stauffenberg havia sido promovido a oficial do Estado Maior da 10ª Divisão de Tanques, com a incumbência de proteger as tropas do general Erwin Rommel, após o desembarque dos Aliados no norte da África. Num ataque aéreo em 7 de Abril de 1943, Stauffenberg perdeu um olho, a mão direita e dois dedos da mão esquerda.

Após recuperar-se dos ferimentos, aliou-se ao general Friedrich Olbricht, Alfred Mertz von Quinheim e Henning von Treskow na conspiração, que passaram a chamar de Operação Valquíria. Oficialmente, a operação pretendia combater inquietações internas, mas, na realidade, preparava tudo para o período posterior ao planejado golpe de Estado.

Os planos do atentado que mataria Hitler foram elaborados com a participação de Carl-Friedrich Goerdeler e de Ludwig Beck. Os conspiradores mantinham, além disso, contactos com a resistência civil. Os planos visavam a eliminação de Hitler e seus sucessores potenciais – Hermann Göring e Heinrich Himmler. A primeira tentativa de atentado em Rastenburg (hoje Polônia), no dia 15 de Julho, fracassou. 

 

EXPLOSÃO CAUSOU QUATRO MORTES

Na manhã de 20 de julho de 1944, Stauffenberg voou até o quartel-general do Führer "Wolfsschanze", na Prússia Oriental. Com seu ajudante Werner von Haeften, ele conseguiu ativar apenas um dos dois explosivos previstos para detonar. Mais tarde, usou uma desculpa para entrar na sala de conferências, onde depositou a bolsa com explosivos ao lado do ditador. Incomodado pela bolsa, Hitler a colocou mais longe de si. A explosão, às 12h42, matou quatro das 24 pessoas na sala. Hitler sobreviveu.

Na capital alemã, os conspiradores comunicaram, por telefone, por volta das 15 horas, convencidos do êxito da missão: "Hitler morreu!" Duas horas mais tarde, a notícia foi desmentida. Na mesma noite, Stauffenberg, Haeften, Quirnheim e Friedrich Olbricht foram executados. No dia 21 de julho, os mortos foram enterrados em seus uniformes e condecorações militares. Mais tarde, Himmler mandou desenterrá-los e ordenou sua cremação. As cinzas foram espalhadas pelos campos.

 

HITLER SAFOU-SE DE DEZENAS DE ATENTADOS

OS CINCO DOS DEZ ATENTADOS MAIS CONHECIDOS 

Desde sua ascensão ao poder, Adolf Hitler enfrentou constantes ameaças à sua vida. Historiadores identificam mais de quarenta atentados, desde 1939 a 1944, que só cessariam com o suicídio de Hitler em um bunker abaixo de Berlim, em 30 de Abril de 1945.Confira, nesta lista, os cinco principais e mais bem planeados atentados que quase puseram fim ao terror e a destruição, causados pelo ditador alemão. Em comum, eles têm o facto de terem fracassado, por melhor que tenha sido o plano

1. O ATENTADO DA CERVEJARIA

Em 1939, exactamente em oito de Novembro, um pouco mais de dois meses após a invasão da Polónia, da qual eclodiu a Segunda Guerra Mundial, um carpinteiro alemão, Georg Elser, de 36 anos, arquitectou todo um aparato, para um atentado, na Cervejaria Bürgerbräu, em Munique. Adolf Hitler realizaria um discurso, em aniversário de comemoração ao fracassado Putsch de Munique. Georg trabalhou noites às escondidas, para que tal artefato explodisse no meio do discurso. A bomba estava programada para ser activada às 21h20min, mas Hitler terminou seu pronunciamento antes do esperado (coincidência ou premonição?), saindo da cervejaria às 21h07min. A bomba detonou, matando 08 pessoas e feriu 60. Hitler saiu ileso, como em todos outros atentados.

2. ATENTADO NA TERRA DO REI-SOL

Paris, 14 de Junho de 1940, as forças do Terceiro Reich passam pelo Arco do Triunfo e desfilam pela Avenida Champs-Elysées. Após quase um mês de resistência, a França é capitulada pelas forças de Adolf Hitler. Hitler visitaria o território conquistado, e um desfile estava programado para o dia 27 de Junho de 1940, contando com sua presença. Nesse período, a insatisfação de alguns militares já se encontrava em pleno vapor. Com isso, Fritz-Dietlof von der Schulenburg, membro do partido Nazista desde 1932, junto com outros militares, arquitectavam assassinar Hitler a tiros, enquanto passaria em seu carro na parada militar. Porém, tal desfile teve sua data alterada, pois Hitler adiantaria sua viagem para o dia 23 de Junho. Schulenburg seguiu com o plano, e em 1941, um novo desfile é marcado, mas, como força do destino ou alguma “proteção”, Hitler cancela novamente tal desfile.

3. ATENTADO DA BOMBA AÉREA 

Em 1943, em uma visita ao front oriental, oficiais da resistência alemã preparavam um explosivo para ser levado ao avião do qual Adolf Hitler partiria. O general Henning von Tresckow, com a cooperação de mais alguns da resistência, programaram uma bomba, juntamente com um detonador, que estava programado para ser acionado 30 minutos mais tarde. Um facto curioso é que tais artefactos foram introduzidos em uma caixa que, para os olhos dos nazistas, levava conhaques, que seria um presente para um oficial em Berlim. O plano teria tudo para dar certo, e encerrar a guerra antes do esperado, se não fosse por um equívoco da química e da física. O detonador foi accionado, mas a bomba não explodiu, a aeronave estava em uma altitude tão elevada, que acabou congelando as espoletas, ocasionando o fracasso da operação.

 

4. OPERAÇÃO VALQUÍRIA

Uma operação que deveria proteger o Terceiro Reich contra golpes de Estado acabou sento arquitectada contra Hitler. Com o objectivo de tomar o controle da Alemanha, oficiais da resistência do alto escalão nazista protagonizaram o maior atentado contra Hitler. O coronel Claus von Stauffenberg se dirige a Toca do Lobo, Prússia Oriental, quartel-general da qual Hitler realizaria uma reunião que contava com oficiais nazistas, e também com o líder italiano, Benito Mussolini. Com duas bombas em sua pasta, Stauffenberg monta todo o aparato em um banheiro, e se dirige à reunião, colocando a pasta em baixo da mesa principal, ao lado onde Hitler se acomodaria. Longe da Toca do Lobo, os oficiais da resistência já preparavam todo o golpe, assim que fosse confirmada a morte do líder alemão. Mas nem tudo saiu como planejado, a bomba foi accionada, mas, mais uma vez, Hitler sairia ileso, contando apenas com alguns ferimentos.

 

5. ESTRATÉGIA DOS ALIADOS

A maioria dos atentados contra Adolf Hitler foram planejados pelos próprios membros do partido nazista e militares. No entanto, o que não sabemos é que os Aliados (EUA, Reino Unido, URSS) tinham planos dos mais mirabolantes possíveis para um assassinato do líder Alemão. A Grã-Bretanha liberou arquivos secretos da Segunda Guerra Mundial ao público, dentre eles há um que continha a intenção de matar Hitler já no final do conflito. Com o consentimento de Winston Churchill, primeiro-ministro britânico na época, foram montadas operações complexas, que nunca foram postas em acção. Dentre eles: envenenamento, ataques com armas de fogo, bombardeio à sua residência em Berchtsgaden, descarrilamento de trilhos de trem, dentre vários outros. Por explicações ainda desconhecidas, tais operações jamais foram concretizadas, talvez por questões de segurança, ou até mesmo pelo facto de que, talvez, a morte de Hitler causasse consequências ainda piores do que em vida. 

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