MUNDO

 
8 de January 2022 - às 16:09

Com número recorde de infecções EUROPA NO EPICENTRO DA PANDEMIA

Falta de vacinação e relaxamento de medidas fazem novas infecções de covid-19 disparar um pouco por toda a Europa. 

 

A Europa está novamente no epicentro da pandemia, com vários países a registar um número recorde de infectados. A Organização Mundial da Saúde explicou as razões. Hans Kluge, director da OMS na Europa, diz que a região europeia tem agora 78 milhões de casos de covid-19, "mais do que na Região no Sudeste Asiático, Mediterrâneo Oriental, Pacífico Ocidental e África - juntos.", o que acontece por "cobertura da vacinação insuficiente" e pelo "relaxamento da saúde pública e medidas sociais.", disse o director da OMS.
A nova vaga não se fica apenas pelos países de leste. A covid-19 está a ganhar força na Bélgica, em Itália e na Alemanha, onde, nas últimas 24 horas morreram 154 infectados e foram registadas 32 mil novas infecções.Na Croácia promove-se vacinação. Na Áustria apertam-se medidas. Em restaurantes ou cabeleireiros, só pode entrar quem tiver certificado digital da covid-19.
A taxa de infectados e mortos na Bélgica por covid-19 registou, respectivamente, um aumento de 36% e 31% na última semana de outubro, com quase 8.000 infecções e cerca de 20 mortos por dia, informaram hoje as autoridades sanitárias locais.
“Estamos a ver aumentos [do número de infectados] em todas as faixas etárias, mas sobretudo entre os que têm mais de 65 anos. Isso é preocupante porque estas pessoas têm alto risco de sofrer complicações e ser hospitalizadas, já que nem todas receberam ainda a terceira dose” da vacina, explicou o virologista Steven Van Gucht à imprensa local.
No total, desde o início da pandemia, em março de 2020, a Bélgica contabilizou 1.393.358 casos de covid-19 e 26.083 mortes entre uma população de 1vacina1,4 milhões de pessoas.Entre 28 de outubro e 03 de novembro, foram registadas 164 hospitalizações diárias de pacientes com o coronavírus, estando atualmente 343 pessoas nos cuidados intensivos.
Também a Itália regista um aumento das infecções, com o noroeste – zona onde se têm realizado os maiores protestos anti-vacinas - a registar o maior número novos doentes.
Euronews com Lusa

 

Covid-19 matou mais de 5 milhões pessoas em todo o mundo

OMS ALERTA QUE MAIS PANDEMIAS  VIRÃO

AOrganização Mundial de Saúde sublinhou, na Cimeira da Saúde, em Berlim, na Alemanha, que a pandemia da Covid-19 está longe de ter terminado.Registam-se todas as semanas, em todo o mundo, cerca de 50.000 mortes devido à doença.O director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que mais pandemias virão.
"Os vírus movem-se rapidamente, mas os dados podem mover-se ainda mais depressa. Com a informação certa, os países e comunidades podem ficar à frente dos riscos emergentes e salvar vidas. Urbanização, desflorestação, alterações climáticas e práticas agrícolas intensificadas estão todos a aumentar os riscos de epidemias e pandemias".
Sobre as vacinas, na mesma linha do que vem dizendo, Tedros Adhanom Ghebreyesus criticou a falta de equidade na distribuição. Há países que avançam já para a administração de uma terceira dose, no entanto grande parte da população dos países menos desenvolvidos ainda não recebeu sequer a primeira.
A OMS estabeleceu, como meta até ao final do ano, inocular 40% da população de cada país contra a Covid-19 e 70% em meados de 2022.
Ghebreyesus afirmou mesmo que o mundo dispõe dos meios necessários para acabar com a pandemia causada pelo novo coronavírus, mas esta só vai terminar "quando o mundo decidir acabar com ela".
Entretanto a farmacêutica Pfizer anunciou que os testes clínicos confirmam a eficácia do medicamento anti-Covid em quase 90% na prevenção do risco de hospitalização ou morte.
Após três dias de sintomas, com os nossos medicamentos, tem 89% de protecção contra doenças que levam à hospitalização; e os dados indicam um percentagem de 100% de protecção contra a possibilidade morte. E mesmo se se der início ao medicamento cinco dias após a contração da COVID-19 com sintomas tem 85% de protecção.
Segundo os últimos relatórios (AFP), a pandemia de Covid-19 matou mais de 5 milhões pessoas em todo o mundo desde finais de dezembro de 2019, mas a OMS estima que a taxa global pode ser duas ou três vezes superior.

 

Molnupiravir, a pílula contra a covid

COMO FUNCIONA O MEDICAMENTO APROVADO NO REINO UNIDO?

O molnupiravir, desenvolvido pelas empresas farmacêuticas americanas Merck, Sharp and Dohme (MSD) e Ridgeback Biotherapeutics, é o primeiro medicamento antiviral para covid que pode ser tomado como uma pílula em vez de injectado ou administrado por via intravenosa.O Reino Unido já concordou em adquirir 480 mil tratamentos com as primeiras entregas previstas para novembro.Inicialmente, será administrado a pacientes vacinados e não vacinados por meio de um estudo nacional, com dados extras sobre sua eficácia coletados antes de novas aquisições.
Não está imediatamente claro como será distribuído tão rapidamente pelo serviço de saúde pública (NHS, o sistema público de saúde britânico). Acredita-se que suprimentos serão enviados a alguns asilos, enquanto outros pacientes idosos ou vulneráveis vão receber a prescrição de seu médico após teste positivo para covid.
O novo tratamento tem como alvo uma enzima que o vírus usa para fazer cópias de si mesmo, introduzindo erros em seu código genético. Isso pode impedir que ele se multiplique, mantendo assim os níveis do vírus baixos no corpo e reduzindo a gravidade da doença.
A Merck disse que essa abordagem deve tornar o tratamento igualmente eficaz contra novas variantes do vírus à medida que ele evolui no futuro. O regulador do Reino Unido, o MHRA, disse que o comprimido foi autorizado para uso em pessoas com covid leve a moderada e pelo menos um factor de risco para o desenvolvimento de doenças graves, como obesidade, idade avançada, diabetes ou doenças cardíacas.
Por seu turno, o executivo-chefe da organização, June Raine, descreveu-o como "outra terapia a ser adicionada ao nosso arsenal contra a covid-19". "É o primeiro antiviral aprovado no mundo para esta doença que pode ser tomado por via oral em vez de administrado por via intravenosa", disse ela.
"Isso é importante porque significa que pode ser administrado fora de um ambiente hospitalar, antes que covid-19 progrida para um estágio grave." O vice-médico-chefe do governo da Inglaterra, Jonathan Van-Tam, alertou na quarta-feira sobre os "meses difíceis que virão" na pandemia.
Ele disse que, embora os casos de covid pareçam ter se estabilizado, as mortes estão aumentando e há sinais de que as infecções estão começando a "penetrar" nos grupos de idade mais avançada.No início de Novembro, o Reino Unido registrou 41.229 casos de covid ´ e 217 mortes em 28 dias após um teste positivo.
Testes clínicos - Ensaios clínicos anteriores de molnupiravir em 775 pacientes que contraíram covid recentemente descobriram que 7,3% daqueles que receberam o medicamento foram hospitalizados comparados com 14,1% dos pacientes que receberam um placebo ou pílula fictícia;concluiram que não houve mortes no grupo do molnupiravir, mas oito pacientes que receberam um placebo no estudo morreram posteriormente de covid.
Dados sugerem que o molnupiravir deve ser tomado logo após o aparecimento dos sintomas para fazer efeito. Um estudo anterior em pacientes que já haviam sido hospitalizados com covid grave foi interrompido após resultados decepcionantes.
Molnupiravir, desenvolvido por cientistas da Ridgeback Biotherapeutics e MSD, é o primeiro de uma série de tratamentos antivirais orais para covid com resultados positivos em ensaios clínicos.No seu documento de aprovação, a MHRA recomenda que o medicamento seja usado "assim que possível" após um teste de covid positivo e dentro de cinco dias do início dos sintomas.
A professor Penny Ward, do King's College London, que não esteve envolvida no estudo, disse: "Se esses resultados forem replicados na população do Reino Unido, o número de casos que requerem internação hospitalar pode ser reduzido pela metade e o número de mortes, bastante reduzido".
"Parece provável que seu uso seja restrito por aqueles com maior risco de complicações de doenças - por exemplo, adultos mais velhos com doenças cardíacas, pulmonares ou renais, diabetes ou câncer."
O governo do Reino Unido não revelou o valor do contrato inicial para a compra de 480 mil tratamentos de molnupiravir. Mas as autoridades dos EUA recentemente adquiriram 1,7 milhão de tratamentos a um custo de cerca de US$ 1,2 bilhão, ou US$ 700 (cerca de R$ 4 mil) para cada paciente.Outros países, incluindo Austrália, Cingapura e Coreia do Sul também fizeram acordos de compra.
A Merck é a primeira empresa a registrar resultados do teste de uma pílula para tratar a covid, mas outras farmacêuticas estão trabalhando em tratamentos semelhantes.Sua rival nos Estados Unidos, a Pfizer, iniciou testes de dois comprimidos antivirais diferentes, enquanto a empresa suíça Roche está trabalhando em um medicamento semelhante.
( Jim Reed, in BBC)

 

Número de negacionistas preocupa

CERCO AOS NÃO VACINADOS APERTA

A maioria dos países da Europa Central e Oriental vacinaram cerca de metade da sua população ou menos, uma taxa inferior à média da União Europeia de cerca de 75%.Na Áustria, o governo está mobilizado na luta contra a covid-19 e vai dificultar a vida aos não vacinados, que estão proibidos de entrar em cafés, restaurantes, cabeleireiros, ou em eventos com mais de 25 pessoas.

Apenas o certificado de vacinação ou prova de recuperação da doença dará acesso a estes locais. A obrigação de máscaras com proteção mais elevada também vai ser alargada.Na Alemanha,no mês de Novembro, a Alemanha registou o maior número de casos diários desde o início da pandemia . Foram , na altura, identificados mais de 37 mil novos casos.
Tal como na Áustria, Berlim só permite a entrada em restaurantes, bares, cinemas, locais desportivos e de entretenimento aos vacinados ou a quem fizer um teste PCR. Os testes antigénios já não são válidos.
Na Croácia, as autoridades registaram o maior número de casos diários desde o início da pandemia, mais de 6.300 e 32 mortes. Alarmadas pelo surto, muitas pessoas estão a aderir à vacinação ou a pedir doses de reforço.
Os médicos alertam para o aumento da pressão nos hospitais. As autoridades do país anunciaram uma utilização mais vasta dos passes sanitários, rejeitando, para já, um novo confinamento.

 

Covid-19 em África até ao final do ano

SÓ CINCO PAÍSES CONSEGUIRÃO VACINAR 40% DAS SUAS POPULAÇÕES

No ritmo actual, a África ainda enfrenta um déficit de 275 milhões de vacinas da Covid-19 em relação à meta. Até agora, o continente vacinou totalmente 77 milhões de pessoas, apenas 6% de sua população.Num comunicado divulgado em finais de Outubro, a Organização Mundial de Saúde (OMS) previa que apenas 5 dos 54 países africanos devem conseguir alcançar a meta de vacinar totalmente 40% de sua população até o fim do ano. O número representa menos de 10% dos países do continente.
Até agora, apenas 3 países africanos – Ilhas Seychelles, Maurício e Marrocos – já cumpriram a meta, definida em maio pela Assembleia Mundial da Saúde, o órgão mais alto de definição de políticas de saúde do mundo. No ritmo atual, apenas mais dois países – Tunísia e Cabo Verde – conseguirão atingir o objetivo. Em comparação, mais de 70% dos países de alta renda já vacinaram mais de 40% de sua população. No Brasil, o percentual de pessoas totalmente vacinadas é de 53%.
Falta de seringas - O continente africano ainda luta para atender à crescente demanda por produtos essenciais de vacinação, como seringas. O Unicef relatou um déficit iminente de até 2,2 bilhões de seringas de desabilitação automática para a vacinação contra a Covid-19 e a imunização de rotina em 2022.
O número inclui seringas de 0,3mL, necessárias para a aplicação da vacina da Pfizer, e que têm um mercado restrito e extremamente competitivo. As seringas devem continuar escassas pelo menos até o primeiro trimestre do próximo ano, segundo a OMS.Países como Quênia, Ruanda e África do Sul tiveram atrasos no recebimento dos itens.
“A ameaça iminente de uma crise de commodities de vacinas paira sobre o continente. No início do próximo ano, as vacinas da Covid-19 começarão a chegar à África, mas a escassez de seringas pode paralisar o progresso. Devem ser tomadas medidas drásticas para aumentar a produção de seringas, rapidamente. Inúmeras vidas africanas dependem disso”, disse Matshidiso Moeti, diretora regional da OM para a África.
A instalação da Covax – Plataforma para garantir o acesso às vacinas para países pobres – está trabalhando para enfrentar a ameaça de fornecimento – fechando negócios com fabricantes de seringas e por meio de um melhor planejamento, para evitar que as entregas das vacinas ultrapassem o fornecimento de seringas.
No Sudão do Sul, as autoridades pretendem garantir que a missão da OMS ajude o país a cumprir sua meta de aumentar em dez vezes a taxa diária de vacinação – de 2 mil para 25 mil. Quase 8,5 milhões de casos de Covid-19 e mais de 217 mil mortes foram registados na África. Na semana que terminou em 24 de outubro, ocorreram mais de 29,3 mil novos casos, uma queda de quase 30% em relação à semana anterior. Mas 10 países africanos ainda têm ressurgimentos de casos – incluindo quatro com tendência de alta ou estabilidade: Gabão, Congo-Brazzaville, Camarões e Egipto. In "G1"
* Deutsche Welle

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